Vegan Bowl

 

Malta DoBem, aproveito este artigo, esta partilha, para reforçar e tirar algumas dúvidas vossas relativamente à minha alimentação: eu não sou Vegan e também não sou Vegetariana. Aquilo que me caracteriza, não só a nível da minha comida, como em todos os pontos da minha vida é a palavra (do) bem!! E, como digo no meu livro, chamo comida do bem “a todos os alimentos que fazem bem à minha saúde, tanto a nível físico como emocional”. Dizem que somos o que comemos. E dizem bem. E eu como saudável, faço escolhas saudáveis porque é assim que o meu corpo se sente bem.

E todos os dias ele agradece, sabem? Vá… Há dias que eu “estico a corda”, até porque às vezes apetece-me comer gordices em maiores quantidades, e se repetir tal ato várias vezes, o corpo acusa. Tudo bem!! Mas pelo menos já sei de onde vem a sacana da retenção de líquidos e o inchaço abdominal. Adiante.

Isto tudo para vos dizer que sou uma apaixonada por tudo aquilo que é feito com amor, cozinhado com carinho e da forma mais simples, privilegiando sempre as propriedades dos nutrientes (e aqui falo da forma como cozinho os mesmos). Adoro a comida vegana. Confesso que 70% da minha alimentação é vegan. Porque adoro os sabores, porque é super simples e rápida de cozinhar. E tão importante quanto estes argumentos, é a questão da minha digestão. Fico saciada e a vontade de comer volta daí a 3 horas!! MEGA!!!!! ADORO!!! Adoro ter sempre vontade de comer. Este último argumento é difícil de bater, certo?

 

Tenho muitas taças destas lá em casa (já devem ter visto pelos meus InstaStories). Para mim é super prático. Coloco na taça, na chamada “bowl”, tudo aquilo que preciso para ter energia durante o dia. A taça dá para tudo: pequenos-almoços, almoços, jantares e mesmo lanches. Desta vez decidi partilhar convosco uma das minhas taças preferidas para as principais refeições. Esta, para além de ser simples, tem um aspeto lindo. Super colorida, nutritiva e… Gostosa nas horas. Eu considero-a super “sensualona”. Qualquer um a quer papar!!! TAU!

Por essa razão, é uma excelente ideia para darem um brilharete lá em casa quando convidarem os amigos. Imaginem isto: coloquem na mesa várias taças com cada ingrediente; coloquem as taças das refeições em substituição do prato; e depois a Malta senta-se e cada um faz a sua BOWL. Esta é vegan, mas vai na volta podem acrescentar mais coisas.

Lembrem-se apenas da função de cada porção. Pelo menos eu tenho sempre esse ponto em conta. Ou seja, tem sempre de ter uma fonte de:

  • Hidratos de Carbono
  • Proteína (animal ou vegetal)
  • Legumes
  • Leguminosas também ficam sempre bem

Segue abaixo a receita. Espero que gostem. Partilhem tudo comigo na secção dos comentários. Para mim é excelente ter o vosso feedback, até para futuras receitas! Mil beijos. Daqui até à Lua!!

 
 

Receita

Vegan Bowl


Ingredientes

1 chávena de mix de leguminosas (feijões, lentilhas, grão)

1 bloco de seitan
1 colher de chá de óleo de côco
1 colher de chá de paprika em pó
sumo de 1 limão
pimenta preta e sal marinho a gosto

1/2 curgete
1 batata doce média
1 colher de chá de óleo de côco
1 colher de café de alho em pó
Gomásio ou sal de sésamo a gosto

1/2 cabeça de brócolo

1 beterraba pequena, descascada e cortada em cubos

mix de sementes (linhaça, chia, girassol, abóbora)

Método

LEGUMINOSAS

  1. Em primeiro lugar, cozer as leguminosas em água a ferver com um pouco de sal, até estarem tenras.
  2. Escorrer e reservar.

SEITAN SALTEADO

  1. Escorrer o seitan e secar ligeiramente com papel de cozinha.
  2. Cortar o seitan em cubos pequenos e regar abundantemente com o sumo de limão.
  3. Temperar com a paprika, o sal marinho e a pimenta preta e deixar marinar durante 20 minutos.
  4. Aquecer o óleo de côco numa frigideira e juntar o seitan marinado.
  5. Saltear até ficar tostado, e reservar.

NOODLES DE CURGETE E BATATA DOCE

  1. Lavar bem a curgete e descascar a batata doce.
  2. Espiralizar a curgete e a batata doce.
  3. Aquecer uma colher de chá de óleo de côco numa frigideira anti-aderente em lume médio.
  4. Juntar a curgete e a batata doce e temperar com o alho em pó e o gomásio.
  5. Saltear durante 4 minutos e reservar.

BRÓCOLOS ESCALDADOS

  1. Cortar os brócolos em pedaços pequenos e escaldar durante 6-8 minutos em água a ferver com um pouco de sal marinho.
  2. Escorrer a água e reservar.

Montar a Bowl

  • 2 folhas de alface
  • 4 colheres de sopa bem cheias de leguminosas cozidas
  • “1 mão” de noodles de curgete e batata
  • Brócolos escaldados
  • Beterraba crua
  • 30gr de seitan salteado
  • 1 colher de sobremesa de mix de sementes (linhaça, chia, girassol, abóbora)

Obrigada à minha amiga Francisca que me emprestou a cozinha maravilhosa dela, à Quinta do Arneiro pelo cabaz e à loja Un Croquis de Mode pelo look.
 

Fotografias de André Nogueira

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Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

No marmitar é que está o ganho!

Gosto muito de marmitar! Adoro as minhas marmitas daqui até à Lua

E é mesmo pessoal! Simples:

  • Sabes o que estás a comer porque foste tu que cozinhaste
  • Comes o que realmente queres, ou pelo menos o que gostas (vá, aqui depende do tempo disponível que tens para estar na cozinha)
  • Económico
  • e depois porque é super tendência!! 

Bom, este último ponto é válido mas apenas como um complemento. Na realidade sempre gostei de “marmitar”, antes mesmo da febre das marmitas. No meu LIVRO eu falo deste momento: na página 138, digo, e muito bem – “As refeições principais são demasiado importantes para eu me sujeitar ao que está disponível no refeitório do trabalho ou no café mais próximo”. Mais – “faço questão de ter marmitas lindas. Se é para marmitar, que seja com estilo”. Falo de tudo isto, “certinho e direitinho” n’O Meu Plano do Bem. Vão gostar de ler.

É por estas e por outras que decidi partilhar convosco uma das minhas marmitas preferidas dos dias de semana. E aqui convém realçar “dias de semana” porque são nestes dias que eu tenho menos tempo para estar na cozinha. Por essa razão, as minhas refeições são práticas e rápidas no que toca à preparação. São 20 minutos, talvez menos, para fazerem esta delícia. Posso adiantar-vos que enquanto faço esta marmita consigo realizar outras tarefas, ao mesmo tempo. Quantas e quantas vezes não deixo a quinoa a cozer enquanto vou tomar um banho depois de uma corrida. Sou uma rapariga muito despachada!…

O “toque” desta refeição está mesmo nesta espécie de puré vermelho que o Rodrigo inventou. O Rodrigo é um amigo meu, operador de câmara da TVI, apaixonado por comida Vegan que, tal como eu, para além de adorar comer, adora falar deste mesmo ato, horas a fio. Falamos de muitas outras coisas, mas entre elas, principalmente nos intervalos dos programas que apresento, partilhamos as nossas experiências na cozinha. Um belo dia, ele lembra-se de comer batata doce com puré de beterraba:

“Olha, experimenta 1/2 beterraba e 1 manga e tritura tudo na liquidificadora. Fica mesmo bom”

Está bem. No dia seguinte, em vez da batata doce, experimentei com quinoa vermelha. Pessoal!! “Bai lá bai….” É só incrível!! E depois é tão simples de fazer. Uma pessoa faz alto “brilharete” com esta invenção num jantar de amigos, por exemplo. Imaginem umas cenouras “em palito” com este puré vermelho. Como digo muitas vezes – “Dá alto sainete”. E fiquemos por aqui.

Experimentem e escrevam aqui os vossos comentários. “Paliiiizeeeee”. Quero saber tudo!!!

Imagem e edição de Samuel Costa

 

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Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

O melhor Cheesecake Vegan do Mundo é o da Rita

A mais bela amizade nasce por culpa de um cheesecake vegan

Sim. Um cheesecake vegan. Mas não é um qualquer. Em primeiro lugar porque foi feito pela Rita e ela (podem perceber ainda melhor no BLOG cocooncooks.com) coloca AMOR em tudo o que faz. E este sentimento é SÓ o segredo para tudo dar certo nas nossas vidas. Para ser sincera, qualquer um que ela faça só me faz dizer, vezes sem conta, a minha rica expressão “Eu não aguento!”. E pondo as coisas desta forma, impõe-se, para muito breve, vocês experimentarem esta receita. O talento é dela, mas ela só há bem pouco tempo é que percebeu que aquilo que ela faz, é realmente incrível. É tipo… As tuas papilas gustativas vão ao delírio e ficam tão gulosas que, para parar, é mesmo preciso “botar” tudo abaixo (ou então, e deixo já aqui a dica, podem congelar aos cubinhos e funciona como um gelado). Sim. Isso… Comecem já a salivar.

Faço deste cheesecake uma sobremesa, um snack ou mesmo um pré-treino. Tudo porque os ingredientes são Do Bem. As gorduras, neste caso, o óleo de côco e os cajus, são gorduras boas, o açúcar esse sacana não existe, só os que estão naturalmente presentes na fruta e o néctar de agave, e depois está isento de leite e ovos. Nada contra os meus ricos ovos, mas a Rita é vegana e, dessa forma, eles não fazem parte da sua alimentação. É tão guloso!!! Às vezes até me irrita de tão delicioso. Eu sou muito gulosa com doces e este leva-me às “núuuBennnnsssss” – não aguento só de pensar. Bom… Adiante.

Pedi-lhe para fazermos juntas um vídeo com a receita. “Rita, fazemos o passo a passo em vídeo. É mais intuitivo, tudo tem mais vida e eu quero que todos aqueles que o virem sintam a mesma “cena” que eu” (eh pah… vejam e vão perceber). Ela, naquela altura, sempre muito tímida, colocou-me algumas perguntas… MAS não hesitou!! Só me pediu: “Isabel conduz a conversa Ok?”. Com certeza Rita!! Isso é só aquilo que eu quero fazer!!

Aí está ele pessoal!!! Tão incrível!

Obrigada Rita. Gosto de falar de sentimentos. Dos meus sentimentos por aqueles que me querem bem. Conheci a Rita numa das minhas reportagens para o programa Você na TV. 
Numa manhã de Verão estava destacada para fazer uma reportagem numa cafetaria em Lisboa que tinha a particularidade de ser… dentro de um autocarro – a Cafetaria Village no Village Underground Lisboa. A Rita não foi a minha entrevistada. Mas ela, na altura que lá trabalhava, era a menina das sobremesas incríveis. Melhor, ela era especial porque fazia cheesecake vegan como ninguém (esta foi a imagem que fiquei dela logo à primeira vista). Eu só ia provar. Na altura pensei: “Um cheesecake logo de manhã? Muita calma nessa hora”, mas depois da primeira trinca, percebi que aquilo que estava à minha frente tinha a desculpa perfeita para ser comido em qualquer altura do dia. Foi tudo tão prazeroso que tive de lhe dizer “Este cheesecake foi a melhor coisa que comi nos últimos tempos”. Ficámos um tempinho a falar. E logo ali percebi que a Rita é muito mais do que uma mulher que faz cheesecakes do outro mundo. Ela é a irmã que eu nunca tive. Às vezes a vida passa e nunca chegamos a saber o que são estes sentimentos… Eheheheheh!! Eu sei! Rita, eu não aguento!

Malta, sintam só os sabores que eu já provei. Algumas destas receitas também estão no blogue dos Cocoon!

Cheesecake de Laranja, Goji e Morango


Ingredientes

Base
8 Tâmaras medjoul, sem caroço
95 gr. flocos de aveia
100 gr. nozes
25 gr. bagas de goji
1 pitada de sal dos himalaias

Creme
400 gr. cajus crus demolhados durante a noite (no mínimo 4 horas)
60 ml. sumo de limão
190 ml. sumo de laranja
125 ml. óleo de côco
125 ml. néctar de agave
raspa de 2 laranjas
25 gr. bagas de goji demolhadas durante 10 minutos em água morna

Geleia de morango
200 gr. morangos
4 tâmaras medjoul, sem caroço
80 ml. néctar de agave
sumo de 1/2 limão 

Guarnecer com 300 gr. morangos, bagas de goji e nozes picadas

Método

Base:

  1. Juntar as nozes, as bagas de goji e a aveia no robot de cozinha/trituradora e processar em velocidade alta até que os ingredientes fiquem totalmente triturados e envolvidos.
  2. Com o motor a trabalhar em velocidade média, juntar as tâmaras sem caroço uma a uma.
  3. Acrescentar a pitada de sal e processar novamente em velocidade alta durante cerca de 20 segundos.
  4. Colocar esta mistura numa forma forrada com papel vegetal e prensar com as mãos até formar uma base firme e plana.

Creme:

  1. Juntar os cajus demolhados e escorridos, o sumo de laranja e limão, o néctar de agave e as bagas de goji demolhadas e processar em velocidade alta.
  2. Com o motor a trabalhar em velocidade média, juntar o óleo de côco em fio.
  3. Processar na velocidade máxima durante 1 minuto.
  4. Juntar a raspa de laranja e envolver em velocidade mínima ou com a ajuda de uma espátula.
  5. Verter o creme sobre a base e agitar gentilmente a forma para que fique bem espalhado.
  6. Colocar o cheesecake no congelador durante um mínimo de 4 horas.

Geleia de morango:

  1. Juntar os morangos, o néctar de agave e as tâmaras sem caroço no robot de cozinha/trituradora e processar em velocidade alta durante cerca de 30 segundos, até obter uma geleia homogénea.
  2. Retirar o cheesecake vegan do congelador e desenformar.
  3. Deixar descongelar durante cerca de 10-15 minutos.
  4. Verter a geleia sobre o cheesecake vegan e guarnecer com morangos e bagas de goji.
  5. Fatiar e servir!

Imagem e edição de Samuel Costa

Fotografias de André Nogueira

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Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

Conforto tanto em casa, como na rua

 

Adoro uma boa pantufa! Também dá jeito ter 1,58cm. Esta camisola é bem mais gira em vestido. Foi um presente da minha mãe, mas desta vez fui eu que escolhi. Foi num daqueles fins-de-semana que estive no norte e a D. Lola quis oferecer-me um miminho. Escolhi-o porque a malha é macia (tudo o que pica, por mais ligeiro que seja, não vai dar para vestir) e porque tem um coração lindo e simples. E também porque é super folgadinho… Não deixando de ser sexy porque “bate” acima do joelho.

Estou para as sapatilhas como para as pantufas! Só precisam de ter “estilo” para andar porta fora. Tenho 3 e estas já têm alguns anos. São as minhas preferidas, pela cor e pelo tamanho. Hoje lembrei-me delas porque vou levá-las para a Serra Nevada! Não aguento ter frio nos pés. E esta fitaaaa! Tenho muitas, mas está é a minha preferida! Não sei explicar! Talvez porque é larga o suficiente para os fios de cabelo não me atrapalharem e por ter a capacidade de, sendo larga, deixar o meu cabelo ter protagonismo!! Tem cerca de 6 anos e não me perdoaria se a perdesse!!

Gosto de me sentir bonita

Sim. E confesso que também sou vaidosa. Ainda bem, sabem… Mas nada fica à frente do meu rico conforto!! Estão a ver aquela última fotografia? Para tirar as dúvidas: tenho sim um piercing no nariz. Não se vê em televisão porque é muito pequenino. Só mesmo quem está à minha beira é que nota. Tenho desde os meus 18 anos. E não consigo imaginar-me sem ele. Até a mais céptica e contra este “furinho” (a minha mãe detestou a ideia. Até apreciar com muita atenção) hoje em dia já me diz “deixa-te andar assim. Fica-te bem”. Ai… Como eu amo estas coisas da minha mãe. 

Olha… Tinha estas fotografias comigo há cerca de 4 meses. Na altura quis fotografar os meus looks preferidos que estão no meu roupeiro. Este é o primeiro. Em breve partilho os outros!!!

Beijos nos coração.

Fotografias de André Nogueira

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Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

Depois de correr 30 Km, isto é o que eu como!

 

Aqui está ele!!! O novo episódio da saga “O que eu como num dia”. Foi no dia 23 de Dezembro, a caminho da Maratona de Sevilha, que fiz um dos meus treinos mais desafiantes da semana: os dolorosos e ao mesmo tempo, prazerosos treinos longos do fim de semana. Custa muito porque, correr no Guincho é um desafio, tal é a ventania (por momentos penso que estou a correr no passadiço de Espinho), e depois porque são muitos quilómetros a um ritmo progressivo (quero eu dizer com isto que começo a corrida de forma confortável, mas, à medida que vou ficando “quentinha”, vou aumentando a velocidade até terminar na “red line”).

Mas por outro lado… É incrível ver o dia a nascer, seres apenas tu e tantos outros corredores e ciclistas a celebrarem o nascer do dia, veres e sentires paisagens que são únicas só com aquela luz, naquela hora… E por fim, perceberes que esgotaste as tuas reservas de glicogénio e que, por isso, vais ter uma vontade descomunal, única e especial de COMER!!! Sim, porque, a fome que eu tenho nos treinos longos ou mesmo nas provas, eu só a sinto nestas circunstâncias. E é uma vontade de COMER tão absurda que só mesmo se virem o episódio é que vão entender.

Malta, nestes dias, fico tão gulosa que, sempre que chego à cama, penso: “Mais houvesse”.

E porque vos adoro e gosto de partilhar o que é bom

O Rui e a Maria são dois grandes amigos meus e vivem na Holanda!! O Rui também correu comigo a Maratona de Sevilha e, por essa razão, este treino também foi feito com ele. São um casal incrível, do Bem e adoram comer. São veganos e cozinham “nas horas”. Por essa razão tomaram conta da minha cozinha e preparam um almoço absolutamente maravilhoso. Pedi-lhes as receitas dos três pratos para vocês experimentarem e sentirem os meus momentos de felicidade naquele momento à mesa.

@kitchendates, é o Instagram deles. Lá podem encontrar outras receitas. Estas, ficam já aqui.

 

 


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Creme de batata doce e curcuma

serve 4 pessoas


Ingredientes

2 batatas doce médias
1 curcuma
1 alho francês
2 cenouras
sal e pimenta a gosto
1 c. chá pimentão doce
1 c. sopa azeite
1 c. sopa leite de côco
1 raminho de coentros picados

Método

  1. Picar a curcuma e o alho francês e alourar em azeite num tacho.
  2. Juntar batata doce e cenouras cortadas em cubinhos.
  3. Temperar com sal, pimenta e pimentão doce.
  4. Refogar durante 5 minutos em lume brando, mexendo bem.
  5. Juntar água previamente aquecida até cobrir os legumes e deixar cozer.
  6. Assim que as cenouras estiverem cozidas, passar a sopa com uma varinha mágica.
  7. Empratar com um fio de leite de côco e coentros picados.

Risotto de brócolos e cogumelos

serve 4 pessoas


Ingredientes

1/2 alho francês
1 cabeça de brócolos
200g cogumelos pleurotus
350g arroz arbório
sal e pimenta q.b.
1 c. chá tomilho
1 c. sopa azeite
caldo de cozer os brócolos
queijo vegano ralado a gosto
1 raminho de salsa picada

Método

  1. Picar e refogar o alho francês (pode utilizar-se também chalota e dentes de alho) em azeite e juntar os cogumelos laminados até alourar.
  2. Temperar com sal e pimenta a gosto e tomilho.
  3. Adicionar os brócolos levemente cozidos e o arroz e mexer tudo muito bem.
  4. Juntar o caldo de cozer os brócolos gradualmente enquanto se vai mexendo sem parar.
  5. Assim que o arroz parecer cozido, polvilhar com queijo vegano e decorar com a salsa picada.
  6. Para quem gosta dos brócolos mais rijos, como a Isabel, o melhor é juntá-los apenas antes do queijo.

“Cheesecake” de speculoos

12 fatias

Ingredientes

Base
150g caju cru
150g tâmaras Medjoul

Recheio
300g caju cru demolhado (durante pelo menos 6 horas)
1 c. sopa óleo de côco
2 c. sopa leite de côco
1 c. sopa especiarias de speculoos (canela, coentros, noz-moscada, cravinho, gengibre e cardamomo)
2 c. sopa pasta speculoos
1 c. sopa xarope de agave cru

Cobertura
200 ml de leite de côco (refrigerado)
1 c. chá especiarias de speculoos

Método

Para a base:

  1. Triturar o caju com as tâmaras num processador de alimentos até formar uma pasta com pedaços.
  2. Espalhar uniformemente numa forma de 24 cm.
  3. Levar ao frigorífico enquanto se prepara o recheio.

Para o recheio:

  1. Num processador adicionar o caju previamente demolhado e escorrido, óleo de côco, 2 colheres de sopa de leite de côco, especiarias, pasta de speculoos e xarope de agave.
  2. Processar até obter uma mistura cremosa.
  3. Deitar na forma, sobre a base, e levar ao frio enquanto se prepara a cobertura. 

Para a cobertura:

  1. Retirar a parte mais cremosa no topo da lata de leite de côco, sem tocar no líquido que está por baixo.
  2. Bater numa taça até se formar um creme fácil de barrar.
  3. Espalhar por cima do bolo e polvilhar com mais especiarias a gosto.
  4. Levar de novo ao frigorífico por mais algum tempo, idealmente pelo menos 2 horas.

Fotografias de Kitchen Dates

Vídeo editado por Samuel Costa

Etiquetas: Eu, isabel

Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

A Maratona de Sevilha

 

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Não sei se já vos disse, mas quando pensei no local da minha próxima Maratona para 2017, não tinha como opção correr a maratona de Sevilha. Aliás, já tinha decidido no verão de 2016 que seria Barcelona, a cidade escolhida para correr a próxima Maratona. Mas, como gosto de me mover por aquilo que acredito e por aquilo que sinto, bastou uma pergunta/pedido honesto, sentido e expectante do meu amigo Rui, para logo ali, naquele almoço – num belo tasquinho de peixe (o melhor que já comi em Lisboa) – mudar de ideias. “Bélinha, mas olha lá: porque não vens antes comigo e com o resto da malta à Maratona de Sevilha? Todos vamos correr a Maratona pela primeira vez. Ia ser brutal se partilhássemos este momento todos juntos”. É verdade. Ia ser mesmo brutal. Mudei de ideias. Siga para Sevilha. Foi a decisão mais acertada! Foi incrível!

É mesmo isto. Gosto de me superar. Gosto de sair da minha zona de conforto e sobretudo sentir que dou o meu melhor. Mas nada disto me faz sentido sozinha, como já o disse várias vezes (não obstante, é sempre bom reforçar este meu ponto de vista sempre que me invade este sentimento incrível e lindo de que, aquilo que é especial, é aquilo que é partilhado). E não estou só a falar do dia da prova, mas sim dos 3 meses de preparação, principalmente nos treinos longos: o nosso café pré-treino, as gargalhadas, os empenhos e o suor daqueles km’s “rasgadinhos”, os mergulhos no mar e as marmitas pós-treino, todas elas caseiras – e aqui tenho de reforçar as gulosas barras da Catarina Coito. É que, se há barra que alimenta a alma e o corpo e a gula, e sem culpa e peso na consciência, é a dela. Tem tudo aquilo pelo qual um atleta e um guloso deliram. Agora pensem. Só por isso, em breve, vou a casa dela e mostro-vos a receita aqui no meu BLOG (parto do pressuposto de que ela não se importa). Adiante. 

A chegada A Sevilha 

Come bem. Cria reservas. Mas não inventes. Foi na sexta-feira, dia 17 de Fevereiro. Éramos 12 e alugamos 2 casas – uns nos quartos, outros no sofá-cama, com 2 cozinhas com tudo o que precisamos. Este ponto é só fundamental. Fora o jantar de sexta e de domingo, todas as outras refeições, e aqui falo principalmente, do jantar de sábado e do almoço de domingo (antes e depois da prova) temos de comer em casa e cozinhar ao nosso jeito. Cada um leva de casa aquilo a que está habituado a comer para pequeno-almoço, e quanto aos almoços e jantares, toca a correr para o supermercado e cozinhar tudo de forma simples para depois, cada um criar o seu prato. Por exemplo, no nosso caso, como já tínhamos estado juntos na Meia Maratona de Paris, fizemos tudo ao mesmo jeito:

  • Cozemos arroz, massa, batata doce, ovos e quinoa

  • Salteamos cogumelos

  • Legumes a vapor

  • Conservas de atum

  • Ervilhas com fartura

  • Frango grelhado aos cubos

  • Saladas de tomate, cebola e alface

  • Ovos mexidos com espargos

Era um jantar tipo buffet. Cada um sabe de si. E no que me toca, eu já sabia o que queria comer. 4 colheres de arroz + legumes + batata doce + ovo cozido. E depois ainda repeti 2 colheres e arroz + 2 de ervilhas. Bem… Mais pudesse comer. Estava capaz de comer o mundo. A comida estava tão boa. Mas não podia. Não queria ficar enfartada nem comprometer a corrida do dia seguinte. No final, 4 quadrados de chocolate negro, um cházinho (continuo no meu vício do sabor canela e maçã da Lipton) e… Vamos lá ver no computador o percurso em 3D da Maratona.

Eu adoro este ritual. Aquele momento é o foco. Começamos a sentir as borboletas e conseguimos ter a noção daquilo que vamos correr. Na realidade naquela altura eu acho demasiado o número de quilómetros de uma Maratona. É muita hora a correr para chegar ao fim. Somos doidos. E somos grandes. Muito para lá do meu 1,58cm. Eu ali sou GIGANTE! 

ZiribAU!! Trás, Pás!! Siga!! Não aguento a pica que, não o Pica do 7, mas sim a minha rica Maratona me dá.

Não inventes Isabel… 

Exato. Não inventes. Para quê tomar um probiótico no despertar do dia da prova quando, ao contrário das outras vezes, já tomaste no dia anterior antes de adormecer? É que à custa disto, e tenho quase a certeza que foi esta a causa, tive de parar no km 10 para contar uma história aos “ASEOS”. Eh pah… Foi uma tremenda chatice encostar 2 minutos “às boxes” para fazer aquilo que já deveria de ter feito antes das 8h30 da manhã. Sempre tive histórias para contar acerca do meu mundo interior. Já vivi as situações mais caricatas, inesperadas e desconfortáveis da vida. Mas esta está claramente no meu TOP 3 e, para já, em primeiro lugar da posição.

Deitei-me as 22h45. Probiótico lá para dentro. 

Ok. Tranquilo. Sempre tomei e de facto, estes comprimidos naturais são ótimos para a minha flora intestinal. Encantada da vida. Toca o despertador as 5h00 da manhã. Daí a 30 min vou a casa-de-banho. Porreiro. Então para quê, Isabel, tomar mais um? Naquela altura pensei “Bom, só para garantir que fica tudo “limpinho”. Até as 8h00 este assunto fica despachado. Ainda vem a vontade mais uma vez. “De facto a vontade veio. Mas às 8h25 da manhã. Ou seja: já estou pronta para arrancar no meu bloco de partida, a 5 minutos da Maratona. Digo eu para o Rui Catalão (o Rui é irmão do João Catalão e vive na Holanda. Também corre. E não é pouco): “Rui, vou começar a prova com vontade de ir à casa-de-banho. E não é chichi”. Diz ele, “Não tens vontade Isabel. Isso é a adrenalina a falar mais alto. Não penses”, diz ele muito senhor de si, como se estive altamente informado acerca da vida dos meus intestinos. Eu não sou nada, mas mesmo nada, de fazer “macacos na cabeça”. Tenho outras manias, mas esta não me assiste. Se sinto a vontade é porque tenho mesmo. Mas depois pensei para mim “só o tempo que vou perder a chegar a casa de banho, cumprir serviço e voltar à meta, já a malta arrancou e, possivelmente, já vão no km 5 – imaginem, tal era a confusão para chegar aos lavabos). Bom, resumindo a baralhando: arranquei às 8h30 ATESTADA!!! E não era só de reservas de energia. Mas já lá vamos.

O meu pequeno-almoço: 

Ora muito bem. Simples, aqui não inventei. Como sempre 2h30 antes da prova. Depois de várias experiências nos treinos longos, cheguei à conclusão que esta é a hora ideal é que dá tempo para tudo: digestão, casa de banho, acção. Eram 6h00 em ponto e estava a comer uma panqueca generosa de aveia com pepitas de cacau da Iswari e recheada com papas ou mingau (esta receita está no meu LIVRO. Simples e não desilude nunca), banana, framboesas e mirtilos. Reguei com agave e no final de tudo ainda “mandei abaixo” uma tostas de arroz com 2 colheres de iogurte grego. Fechei a loja. Agora já so quero o café e 1/2 banana 45 minutos antes da prova. Eram 6h30 e 2 táxis estavam à espera da Grupeta dos Runners.

Faltam 1h30 até ao tiro de partida 

Chegámos e manda a tradição tomar o café. Tudo tranquilo. Ali bem perto do Estádio Olímpico há um Hotel que, por sinal, está habituadíssimo a estas andanças. Eram muitos os corredores à espera que o bar do hotel abrisse para o tomar o derradeiro “boost” de energia. Enquanto esperamos, deitamos “cá para fora” a nossa adrenalina, entusiasmo e ainda tive tempo de conhecer e trocar dois dedos de conversa com alguns portugueses que também ali estavam, muitos, pela primeira vez a correr uma Maratona. Ainda fui outra vez à casa de banho. Neste contexto, ser mulher, ao contrário de todas as outras situações – concertos, restaurantes, festivais – é incrível. Não há fila na casa de banho. Só para os homens. De facto, não há muitas mulheres a correrem maratonas, pelo menos na proporção dos homens. E foi muito reconfortante não esperar. Mas acham que este assunto estava por terminado? O que seria. Ainda tinha outra casa de banho para conhecer. Devia era de ter sido ainda ali, bem junto da meta. Mas não. Foi bem junto do Km 10. Sacana. 

Imaginem  quem encontrei no bloco da minha partida: um rapaz (não me lembro, para variar, do nome dele) super simpático que esteve comigo, exatamente naquele contexto, na Maratona de Roma. Foi uma bela coincidência. Das 2 vezes que nos encontrámos foi assim, desta forma. Os 2 em pulgas, felizes e contentes. E prontos para curtir 42.195m. Temperatura excelente (9 graus), música cheia de “power” no arranque, cheiro a after shave com fartura, uns à procura do GPS no relógio, outros corredores abraçavam-se… E eu só pensava “acho que tenho de ir à casa de banho”.

8h30. Vamos correr a Maratona 

Comecei a 4:28min/Km. Super tranquila a nível de ritmo. A minha estratégia era simples – ritmo constante até ao Km 32 e, a partir daí, split negativo, ou seja, terminar a 4:15min/Km. É por isto que eu gosto de Maratonas. São provas que implicam estratégia, foco e alguma persistência. Gosto de dar tudo no final e terminar em alta velocidade. E os meus treinos são pensados para cumprir este objetivo. Senti-me preparada. E estava. Mas depois há outros factores que tu não controlas. Mas isso também não significa que desista. Nem pensar. O meu coração nunca iria permitir tal coisa. Para que servem os gritos calorosos dos apoiantes? E aqueles “da cá mais 5” dos mais pequenas ali junto ao “corredor” da corrida? E as bandas a tocar nos quilómetros estratégicos? E os abastecimentos?

Mais!!! Meninas, “fait attention”: vi muito homem lindo a cruzar-se no meu caminho. Um deles ficou aqui no meu pensamento. Fizemos alguns quilómetros juntos. Mas eu não fixei o número do dorsal dele. Uma grande chatice. E reparem: ainda troquei umas palavras no final da prova com ele. Mas eu tinha muito pouco oxigénio na cabeça para me lembrar de lhe perguntar o nome. Quanto mais ver o dorsal. Eu naquele momento só queria chorar de alegria. Estava tão feliz por ter terminado aquela prova… Mas ele era um “pito”. E tinha a capacidade rara, que eu tanto estimo, de sorrir primeiro com os olhos… E agora? Agora final de história. É o que é. Nunca mais o vi. Só sei que é espanhol. Tem uma tatuagem, era moreno e tinha olhos azuis… E barba também (tinha? não sei bem).

Foram 10 Km sem desfrutar da prova. Eu sabia que o meu trânsito intestinal estava caótico. E também sabia que ao Km 12 ia tomar o meu primeiro gel. Assim sendo, tinha de ser racional: ou vou à casa de banho – há casas de banho em alguns abastecimentos – antes do gel ou então, depois de o tomar, vai ser ainda pior. O que seria viver uma Maratona sem dar único destaque à vontade de correr. Fui inteligente. Parei. Entrei nos “aseos”. Alívio. Deixei de ter dores. Não há papel higiénico. E não há tempo a perder. Abdiquei de 1 gel. Era a única coisa “à mão de semear”. Agora pensem. Perdi 2 minutos nesta aventura, e quando voltei à estrada parecia que estava a “buaaarrrrr” tal era a minha leveza. Estava a 4:10m/Km. Muita calma nessa hora. Abrandei. Até porque impunha-se despejar dois copos de água por este corpinho abaixo. Certo??! Pois. Sempre “super mega fresh”. O que seria… Cheirosa toda a vida!!

A partir daqui nunca mais estive a 100% 

Este sempre foi o grande problema nas minhas provas. Haverá outros corredores que se queixam dos joelhos, do calor, da hidratação, do foco, da dor do cansaço, da própria preparação de uma prova longa, entre tantas outras coisas. No meu caso, a verdade é esta: as poucas notícias do meu mundo interior são uma batalha com a qual tenho de lidar. O tema não deixa de ter alguma graça, mas na realidade é triste e frustrante sentires-te preparado para correr a um determinado ritmo (para o qual trabalhei arduamente durante 3 meses) e chegares ali, ao dia da festa da Maratona e teres de abrandar ou mesmo parar porque há vontades que falam mais alto.

Apesar disto, não deixo de ser positiva e não quis deixar de enaltecer o meu espírito alegre. Até ao Km 33 consegui “curtir” a Maratona. Uma dor aqui, uma cólica acolá, mas andei ali na casa dos 4:30. Vi muita gente. Algumas bandas a tocarem músicas cheias de “power”, cruzei-me com muitos corredores e, com alguns deles, partilhei sorrisos e fizemos parte do percurso juntos. Não falhei abastecimentos assim como tomei os géis que tinha programado (o outro, o tal dos “aseos”, lembram-se? Esse era o de reserva para algum percalço. Não o tomei, mas valeu bem a pena) – ao Km 12, Km 22, Km 30 e Km 37. 

Depois do meu terceiro gel, ao Km 30, começa a Maratona 

É aqui que eu começo a curtir. A partir do Km 30 a minha ideia seria aumentar gradualmente a velocidade até ao Estádio Olímpico. Terminar a 4:15/4:20. Sentia-me capaz. Sentia-me forte, apesar do meu desarranjo intestinal. Comecei a avistar o balão das 3h15. E antes disso vi o meu amigo Rui Pereira de Ascensão. Estava feliz. Percebi que tinha conseguido recuperar o tempo perdido. “Vai Chica. Segue. Já nos vemos”, diz o Rui. Estava bem ele. Com os seus “phones” a curtir a sua música sem nunca deixar de estar atento ao que se passava à sua volta. Depois do Rui, passei por uma senhora com uma t-shirt de Portugal. Chamava-se Célia e estava na corrida dos 42,195 m – “força Bélinha. Vais passar o balão das 3h15”, diz cheia de força e determinação.

Mas porque raio tinha eu de levantar o braço, partilhar 4 ou 5 palavras e descontrolar a minha respiração? Nada contra, mas na fase em que estás a 4:20? Porquê Isabel? É só desnecessário. À custa disto (e este é outro problema, aprender a controlar a respiração), aparece uma dor sacana na zona do ombro direito/peito que, para além de me ter obrigado a reduzir a velocidade, percebi que ela ia estar ao meu lado até cortar a meta. E isso eu tinha a certeza. Eu já a conheço de ginjeira.

Constatar esta realidade foi uma grande frustração e tristeza. Eu sabia que, na altura mais prazerosa de uma Maratona – os últimos quilómetros – eu não ia desfrutar. E a prova disso foram os últimos 9 Km da minha corrida: corri curvada, com dores agudas em alguns momentos. E agora? Pois vamos lá mudar o chip da tristeza porque não vai ajudar. E não vai mesmo. No meio de tanta emoção, tive de pensar e pôr os pontos nos “is”: ou tiras velocidade e controlar a dor até ao fim, mas vais sempre a correr ou vais a andar até ao fim. Claramente a primeira opção. Parar de correr é a última opção. A última mesmo. Não é teimosia malta. É mesmo uma questão de compromisso, respeito e amor por uma prova tão desafiante e bonita como esta. Maratonas são as minhas distâncias preferidas. Dedico-me a elas de corpo e alma. Não quero ganhar nada. Mas quero dar sempre o meu melhor. E fascina-me o sentimento de superação. “Me encanta”! Ehehehehe

E assim foi! 

É a fase da prova em que tens mais apoios. Tantos portugueses a gritarem pelo meu nome. Valeu-me a energia deles. Mas também confesso que me emocionava mais e, por essa razão, a dor no ombro aumentava. Já viram isto? Foi um turbilhão de sentimentos. Houve momentos que tive de correr curvada; não desfrutei, não vi nada, não sei por onde passei. Estava cega com um único foco: chegar ao estádio.

Eh pah… Foi muito triste sabem. Desculpem estar a ser repetitiva, mas sempre que recuo no tempo e recordo esses quilómetros parece que consigo sentir novamente aquela dor. Foi triste porque eu gosto é de sorrir e retribuir o apoio a quem puxa por mim. E ali nada daquilo aconteceu… Pois. Mas aconteceram outras coisas: cortei a meta com a bandeira de Portugal. Lavada em lágrimas!!

Os 2 derradeiros quilómetros 

Um rapaz cruza-se comigo. Também ele estava em jogo. Quebrou ao Km 32 e já só queria chegar também. Pelo menos foi o que percebi. Chama-se Vítor (tem o nome do meu pai) e vinha todo vestido a rigor: em jeito de atleta e com as cores do nosso Portugal, tinha a bandeira agarrada à cintura. Chega à minha beira e diz-me – “Isabel, tenho uma grande admiração por si”. Eu olhei para ele, cheia de dores, e sorri. Senti tanta honestidade naquele comentário que, e talvez também pelo momento que estava a passar, tive vontade de chorar. Mas o que seria. Guardei aquelas lágrimas para o final (e mais houvesse. Estava capaz de chorar todo o dia). 

Corremos juntos, lado a lado, e, apesar do cansaço do Vítor e das dores que teimavam não sair do meu ombro, conseguimos desfrutar daquele momento. Correr uma Maratona é correr com o coração. E foi só por isso que eu consegui chegar ao fim. Acho que me vou lembrar deste momento, para o resto da minha vida, como se fosse hoje: já no Estádio Olímpico, a 300m da meta pedi ao Vítor para erguer a bandeira que ele tinha na cintura. Até aqui tudo muito tranquilo. Até olhar para a meta e perceber em que tempo ia conseguir correr esta Maratona – 3h14 e mais uns segundos. Era certo: eu ia terminar a Maratona de Sevilha no mesmo tempo da Maratona de Roma. “Comàssim?!?!”

A partir do Km 33 decidi não olhar mais para o meu relógio. Se sabia que não estava capaz de “meter” velocidade nas minhas pernas, então o importante era apenas chegar. E tentar chegar com o melhor sorriso possível. Durante 9km sentia-me a correr a 5:30/5:40 o que me levou a crer que iria demorar muito mais a chegar à meta.

Estava tão enganadinha… Não aguentei tanta emoção! Foram 300 metros de bandeira erguida, com peito orgulhoso e numa luta fervorosa para não me entalar com a respiração e a minha choradeira.

Cheguei à meta! Consegui! Caraças!! 

Foi incrível o meu tempo, tendo em conta todos estes percalços. Mas melhor que tudo isso foi o sentimento da superação. Eu acreditei que ia chegar a andar. Por momentos, ali entre os quilómetros 35 e 39, eu achei tudo tão difícil que estava, quase a convencer-me que seria impossível continuar a correr. Não me perguntem como consegui. Não sei explicar onde fui buscar tanta força. É daquelas experiências que tens de as viver para conseguires entender, sabes?!

Abracei todos os meus amigos de corrida com tanta força e com tanta vontade que, por momentos, pensei que já estava a exagerar… Eheheheh! Eu estava tão feliz!! Tão feliz que só queria chorar. De alegria!! “Deixem-me chorar!!! Senão eu não aguento”. Dizem que no final de correres uma Maratona tão cedo não te queres meter noutra. Deixem-me dizer-vos que, nesse mesmo dia, a nossa “grupeta” já definiu a próxima aventura de 42.195m! 

Sabem… Sinto que podia estar horas aqui a escrever e a partilhar tantos outros momentos desta minha aventura. Mas também há certas coisas que devem ficar para nós. É preciso interiorizar, refletir e consolidar. Para mais tarde, quem sabe numa próxima corrida, partilhar!! 

Obrigada por estarem desse lado. Também vocês estiveram no meu pensamento. De outra forma esta minha partilha não seria tão prazerosa. 

Novidades: a Maratona de Sevilha ainda não acabou. Para a semana vou partilhar convosco o novo episódio “O que eu como num dia” – quando corro 30Km!! Eheheheheh
Vocês não imaginam aquilo que eu como em dias como este.

Fotografias de Pau Storch

Etiquetas: Eu, isabel

Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

O dia da Maratona de Sevilha

Há 3 meses que já estou na corrida rumo ao dia de amanhã. E são 3 meses de pura excitação, entusiasmo mas de compromisso. Se queres correr com saúde, se queres terminar a prova com um sorriso rasgado de orelha a orelha, então tens de te focar e cumprir todos os objetivos diários. Como é óbvio, há uma vida para lá da Maratona. Eu não vivo da corrida e tenho os meus compromissos profissionais e tantos outros pessoais – então no meu caso, nesta preparação foi tudo ao mesmo tempo. Foi o nascimento do BLOG e do LIVRO, projetos novos na TVI e todo o meu entusiasmo e energia, à volta do vosso entusiasmo. São muitos pontos que me quis dedicar, muito amor para dar e partilhar e a pessoa só consegue dizer que “Não Aguenta” tanta coisa boa – mas correr para mim é vital para ser mais feliz. Gosto tanto de correr (faça chuva, faça vento ou faça sol) que sou incapaz de olhar para esta paixão de ânimo leve.

Valorizo a qualidade e o prazer e bem sei que, para correr até “ser velhinha”, tenho de fazer por isso: respeitar o meu corpo, dar-lhe todas as condições para ele se sentir bem à minha beira. E isso implica dar-lhe descanso nas alturas certas, treinos qualitativos, massagens para ele não me tramar e, claro está, dar-lhe o melhor combustível para ter a melhor energia – a minha comida do Bem. E se eu conseguir reunir todas estas condições, então a confiança vai lá estar no dia da prova. Isso. A confiança. É preciso estarmos “confiançudos” no dia da prova. Basicamente termos a consciência do que fizemos ao longo de 3 meses para depois tirarmos a simples conclusão: estás ou não estás pronto? Pessoal, eu estou confiante. E já só quero ouvir o tiro da partida no domingo as 8h30 da manhã. 

Das 3, esta foi a preparação mais relaxada
 

Verdade. Talvez por, e bem sei que só vou para a terceira Maratona, já ter a experiência das provas no Porto e em Roma. Algumas coisas falharam nas anteriores, a ansiedade era outra e acima de tudo não tinha a consciência que hoje tenho do meu corpo. Já sei o que devo comer antes da prova e com que antecedência. Já sei qual o gel indicado, quantos devo tomar e em que timing da prova. Massa no dia anterior, nunca na vida. Arroz ou batata doce é aquilo que o corpinho quer. 1,5L de água por dia, a 3 dias da prova, não chega. 2L por dia, no mínimo, para evitar a retenção (meninas, é o meu tendão de Aquiles. Sofro horrores psicologicamente quando estou inchada. É a depressão total. Quem corre comigo atura estas minhas angústias e devaneios. Mas e então? Há quem se queixe de outros males. Todos nós temos uma pedra no sapato. É é só espetacular identificarmos o problema para evitarmos algum desconforto). A banana é “mandada” abaixo 45 minutos antes da prova e até lá já fui 3 vezes à casa de banho (muito kiwi e sementes de cânhamo nessa hora. Verdade. 2 kiwis por dia, uma colher de chá destas sementes e 1 probiótico de manhã são o segredo para a minha flora intestinal andar “impecáBel”. No meu caso. Cada um tem o seu metabolismo. Não se ponham agora a tomar o que quer que seja sem antes escutarem o vosso corpo). Adiante.

Lançar o meu I am Isabel Silva a 4 de Dezembro e um Plano do Bem a 18 de Janeiro, no seguimento da minha preparação para a Maratona de Sevilha, foi talvez o maior dos desafios. Enquanto que nas outras provas eu consegui estar 100% focada na preparação (conseguia gerir tudo com tranquilidade com a minha vida profissional), nesta tive de dividir as atenções e estabelecer prioridades.

Quero correr a Maratona de Sevilha cheia de saúde e feliz? Quero.

Mas também quero lançar estes dois lindos projetos com toda a minha energia e amor. Mais: quero ter tempo para comunicar e partilhar com aqueles que me seguem e que há tanto tempo esperavam estes 2 nascimentos. E consegui. Não acham? Consegui lançar o meu BLOG e o meu LIVRO e ao mesmo tempo estar ainda mais presente nas vossas vidas. Vejam só este artigo: foram todos lanchar e eu estou aqui, num Airbnb em Sevilha, sentada no sofá da sala a escrever para vocês. A adorar este momento, devo confessar-vos. Todo um silêncio à minha disposição. Assim não disperso.

Preparar-me desta forma acabou por ser bom. Vivi intensamente a preparação mas o facto de não estar demasiado focada só na corrida foi bom para não criar “macaquinhos na cabeça”, em relação a lesões e expectativas. Claro que a experiência das outras provas também ajudou. Não obstante, não deixo de pensar neste preciso momento se estou ou não preparada para a Maratona. Afinal de contas, a minha última Maratona foi a 11 de Abril do ano passado. Pois… Mas isso agora não interessa para nada. Fiz os longos que tinha de fazer, as séries, os fartleks, os regeneradores, as retas e tudo e tudo. Tenho de estar preparada! Só se a mente não quiser. Ah pois!! Mas no que toca a esse ponto sinto-me forte. Dou o que tenho. E quando assim é ” a mais não é obrigada”. ADORO expressões honestas com o poder de me tranquilizarem. Esta é uma delas. Já agora, vocês têm alguma? Partilhem please. Pode ser que me identifique com alguma. 

Ao longo da preparação para a Maratona de Sevilha fiz 3 provas para testar a máquina.
 

Quis fazer a Meia dos Descobrimentos a 4 de Dezembro, o Grande Prémio de Natal a 11 de Dezembro e o Fim da Europa a 29 de Janeiro. Só não participei na Meia Maratona de Viana do Castelo porque estive no Meu querido Somos Portugal. Porquê estas provas? Simplesmente porque tenho uma ligação com todas elas. Trazem-me boas recordações – fiz sempre bons tempos, conheci pessoas incríveis e os percursos são do meu agrado. Confesso, vá… Tinha um pequeno objetivo nesta preparação para Sevilha: queria muito baixar a minha marca aos 10 Km. Queria muito correr 10 km abaixo dos 40min. E lá consegui (espreitem o artigo desta prova). Boa!! Festejei, comi bem, descansei e ponto final. Amanhã é outro dia. É assim foi. Sevilha na mira.

Sinto-me. É isso mesmo. Sinto-me como desejava sentir-me. Bem!!
 

É engraçado que, na fase de tapering (aqueles últimos 15 dias antes da prova em que começas a reduzir carga) parece que começam a aparecer dores que nunca antes existiram. Então agora no meu caso parece que tenho duas contraturas na coxa e no gémeo. Será que tenho? Ou é psicológico? Às tantas já nem sei definir. Depois, surgem aqueles receios de uma constipação, logo, não convém dar mergulhos no mar. Fazer uma aula de surf? Crossfit? Padel? Nem pensar. E se te lesionas? O que seria arriscar nesta fase do campeonato.

Nestes últimos dias, como retiro a carga, sinto que estou cheia de energia acumulada. Sou capaz de correr 2 horas a 4:20min/km e mesmo assim não sei se chega. Eheheheh. Que exagero Isabel. Mas é um bocado isto. Acima de tudo, neste dias tenho vontade de dar tudo, mas não posso. Nas duas maratonas anteriores quase comprometi as minhas provas por causa de 2 atos inconscientes a dias da Maratona: uma vez decidi correr 10 Km, supostamente regeneradores, a 4:20; da outra vez “armei-me em chica esperta” e fui fazer um treino de séries curtas quando na realidade tinha apenas 50 minutos lentos. Que sabedoria Isabel Silva! Valeram-me duas pequenas lesões que me assaltaram a confiança assim “num tirinho” mas que ao mesmo tempo me fizeram “abrir a pestana”. Muita calma nessa hora. O dia vai chegar, e quando assim for vais ter tempo de testares a intensidade da tua energia. 

Tudo aponta para uma temperatura de 19 graus para amanhã. Mas quando começar a correr estarão 9 graus, mais coisa menos coisa. Bom! Muito bom! O clima aqui em Sevilha é semelhante ao de Lisboa. Portanto, este é um fator que me tranquiliza. Vim de carro para poder trazer comigo toda a minha comidinha do Bem: tapioca, aveia, superalimentos, arroz, especiarias e temperos. A casa tem uma boa cozinha e fica a 4 km da partida. Transportes não faltam. O kit de corrida é o mesmo de sempre. Não vale a pena inventar. Só estes pontos que enumerei são já fundamentais para me deixarem tranquila.

Espírito de partilha e camaradagem não vão faltar.
 

Agora, o que também é de valor e me deixa em profundo entusiasmo: não vim sozinha. Somos 11 a correr a Maratona de Sevilha e 7 deles vão correr 42 Km e 195m pela primeira vez. E isto também é correr uma Maratona. Estamos todos tão felizes, pessoal. Independentemente de tudo, e bem sabemos que o grande dia é já amanhã, todos sentimos que já corremos a Maratona. O pior já passou. Já treinámos muito, já abdicámos de muitos fins-de-semana de jantaradas e férias em prol da corrida, já corremos muitos longos à chuva e ao vento e já desmotivámos vezes suficientes (e já as superamos, como é óbvio). Agora que já ultrapassámos tudo isto, o melhor vem agora: com consciência e foco, vamos todos curtir a Maratona de Sevilha!!! Todos!!! Vai ser lindo e eu já só quero correr.

E posto isto, vou terminar a minha partilha do dia. Na realidade, destes 3 meses de preparação. Amanhã é O DIA!!! E agora vou deliciar-me com uma das refeições mais importantes antes desta Maratona de Sevilha. Estão todos a chamar por mim. Tenho os meus camaradas à minha espera. Vamos lá atestar o depósito!

Eheheheheheh!!!
Eu não aguento o que aí vem!

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Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

O dia do lançamento do meu livro: o Plano do Bem

Sou repórter e apresentadora de televisão. Tenho o meu BLOG e agora até já lancei um LIVRO, ambos carregados de amor e energia. A minha vida tem sido uma loucura, é um facto. Mas à parte estas luzes do estrelato, eu tenho uma vida dita, normal, com rotinas tão simples quanto estas que podem ver neste vídeo. E são estas mesmas que me tornam na Isabel DoBem. São estas rotinas que espelham a alma do meu LIVRO. Não há truques pessoal. Faço apenas aquilo que me dá equilíbrio e que me faz feliz. O que seria lançar um livro sem antes fazer  o meu treino, comer a minha marmita, passear o meu Caju… E dizer coisas ao Mundo!

Chegou a hora

Às 18h30 do dia 26 de Janeiro a cafeteria da Fnac do Colombo encheu-se de gente DoBem para escutarem aquilo que eu tinha para dizer ao mundo sobre… O Meu Plano do Bem. 
Foi absolutamente mágico e delicioso sentir a atenção, carinho e entusiasmo daquela plateia. Os meus amigos do coração estavam lá. E depois eram tantas as pessoas que eu não conhecia e que estavam ali por mim que eu não cabia em mim de tanta excitação. Esta experiência está a ser uma boa surpresa e que me está a dar muito prazer. É bom ser gostado. E tão bom quanto isso é retribuir e agradecer… Com palavras, abraços, beijos e olhares. Foi isso que fiz até as 22h00 naquele dia, ali na cafeteria da Fnac do Colombo. 

Saí dali de coração cheio. Mas desenganem-se se pensam que acabou. O que seria… Foi tão bom que agora não quero outra coisa. Quero muito estar convosco. Quero muito continuar a partilhar este Meu Plano do Bem. Por essa razão, contem comigo já no próximo dia 11 de Fevereiro às 21h00 no PORTO, na Fnac do NorteShopping, boa?! Eheheheheh!! Não aguento tamanha excitação. Até já!!

Vídeo editado por Samuel Costa

Etiquetas: Eu, isabel

Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

Viver e Sentir a Serra: corrida do Fim da Europa

E é simplesmente por isto que eu subscrevo e vou à corrida do Fim da Europa – “Dificilmente haverá prova mais bonita”

Foi em Janeiro de 2015 que corri, pela primeira vez, a tão famosa Corrida do Fim da Europa. Recordo-me que a Filomena e o Fernando já estavam inscritos há algum tempo e foram várias as vezes que me “chatearam” para eu me inscrever – “Isabel, vais adorar a prova. Tem subidas, tem uma paisagem incrível e aquele micro clima da vila de Sintra é único. Fica fácil correr”, diz-me o Fernando muito entusiasmado. Eh pah… Na realidade, eu na altura não estava focada na prova, mas perante tanta insistência, não apenas dele, mas também do Ricardo (O Arrumadinho, também ele um apaixonado pelas corridas), tinha de ir. Pior do que não gostar ou correr mal ou não participar, é depois arrepender-me. Siga! Ainda fui a tempo das inscrições.

Bom, o que é certo é que está é a terceira vez que participo na corrida do Fim da Europa e a razão está mesmo no título do artigo. É absolutamente mágico correr em Sintra (e por essa razão, quer esteja em preparação para provas ou mesmo sem nenhum foco, corro por estas bandas com regularidade. Gosto do ar que respiro por aqui, gosto de escutar a natureza e é uma alegria receber um “olá” dos vários ciclistas que por ali passam).

Eu gosto muito de subidas. Há corredores que preferem percursos planos, outros adoram descidas e eu estou ali no meio e talvez um “esquinho” mais que meio – gosto de um percurso misto, com subidinhas progressivas para treinar força, descidas mais ligeiras para enfrentar os meus medos (odeio descidas, acho sempre que vou dar o “malho” da minha vida), uns kms planos para “rasgar paninho” na minha velocidade prazerosa (atualmente 4:20min/km, mas tipo… Não vou a conversar, como devem calcular) e depois se vier uma subida desafiante – olha, como aquela que apanhei ao km 10, estão a sentir? – mas não precisa de ser muito longa, vá, então nesse caso temos o tipo de percurso que me encaixa como uma luva. Para além do mais, tendo estas condições garantidas, o relógio deixa de ter força neste tipo de provas. Aqui não olho a ritmos. Dou o meu melhor, mas acima de tudo escuto o meu corpo. O que seria impôr um ritmo naqueles primeiros 4 km. Ainda assim o meu Garmin apontou para 4:31 min/km de média nesse início que, para mim, é o logo o momento apoteótico da corrida.

A cena é que depois desses 4 Km, tu continuas a subir… E sobes mais 3 Km. Tau! Pumba! Segue! Avança! Tenho 4:10 de ritmo no km 8. Muito bem Isabel – aquela garrafa de água que despejei no meu corpo fez toda a diferença (por acaso é um hábito que tenho. Molho a boca mas, na realidade, a melhor hidratação, no meu caso, é levar logo um banho. Desperta-me e fico com mais adrenalina).

Bom, do km 10 para o km 11 tenho 5:17. É aquela subidona que todos temem. Custa. Custa p’ra caraças, mas nada como um bom core e umas pernas com treinos de reforço muscular para transformar aquela dor num momento prazeroso. Isso. É aquele momento que custa mas que, ao mesmo tempo te sentes em forma. E isso também se trabalha. E é isso que te faz ter motivação para continuar a correr e a desafiares-te a cada km. Adorava ter alguém a acompanhar-me com uma câmara para perceberem aquilo que se sente em cada km.

Quando cheguei à meta fui entrevistada e disse o seguinte: “Agora estamos rodeados de pessoas a aplaudirem-nos aqui na meta, mas quem não corre, não imagina os pensamentos que nos passam, os caminhos por onde passamos e os corredores que se cruzam connosco. Muitos deles passam por nós e dão uma palavra de força, outros estão a quebrar e precisam da tua energia. E tu dás. Outros simplesmente estão à tua procura porque não querem estar sozinhos e querem correr contigo, quase em género de pelotão – houve lá um momento que éramos uns quantos ao mesmo ritmo. É incrível. E se começas a quebrar, eles não deixam. E é esta comunidade de corredores, é esta camaradagem que faz do atletismo o meu desporto de eleição – eu queria terminar este artigo com este pensamento, mas fica tão melhor dizê-lo agora que não consegui esperar até ao final (também já não falta assim tanto).

Bom… Vamos lá falar dos últimos 6 Km!!! Tudo a descer. Mas a descer à grande. E eu odeio descidas. Na realidade não odeio assim tanto. Fico é “borrada” de medo quando penso na possibilidade de cair e de me lesionar à séria. Pensar que me lesionei a 3 semanas da Maratona de Sevilha, a 3 semanas de uma preparação de 3 meses, não ia aguentar. Ia ficar muito desiludida comigo. Vai daí que vou sempre com alguma cautela. Ainda assim, este foi o ano que desci melhor. Dei por mim a 3:40/3:45!! Melhor!  Lá fui eu… ao sabor do corpo. Aliviei a tensão do tronco e deixei as pernas assumirem o controlo. A dar tudo!!

“Isabel!!! Estás em primeiro lugar das meninas!!! Força!! Estás com bom ritmo”

Confesso que esse não é nem nunca será o meu foco. Gosto de me superar, de me desafiar, mas toda essa “luta” é muito minha e tem obrigatoriamente de ser sem pressão. Já me basta o meu stress no dia a dia, certo? Contudo (Eheheheheh), a pessoa escuta está boa nova e pensa: “Bom, se porventura pensares em abrandar, esquece lá isso. Agora mantém-te firme nesse ritmo e foca-te nos últimos 2 km!!

Foi tão giro e motivador passar por tanta gente a gritar pelo teu nome. Nos últimos kms passei por uma zona de cafés e restaurantes e só ouvia “Olha lá a Isabelinha. Olha lá a miúda cheia de speed. A nossa Bélinha da TVI. É ela é ela. Ela corre bem” – eheheheheheh!!! Isto de ser conhecida, por vezes, é altamente!!!! É que recebi logo aquele boost de energia que precisava. E, claro, sorri para todos eles (mas devo também dizer-vos que, independentemente de ser uma figura pública, todos os outros corredores, também eles heróis, recebiam aplausos e mensagens de força. Ali somos todos família). Valeu-me também os aplausos e sorrisos de uns turistas chineses – sempre no flash! Dei uns quantos “give me 5”.

No meio de tudo isto, a Tânia passou por mim, na descida final, sensivelmente a 2 km do fim. Ia em altas. Com uma leveza que até parecia fácil. Conhecemo-nos nas corridas e trocamos já algumas palavras no ginásio. O 1º lugar, este ano foi dela. Ela passou por mim, sorriu e ainda me disse “Estás muito bem Bélinha. Força”. Naquela altura pensei “Então e tu? Tu estás com a verdadeira “piriska” Ehehehehehehehe!!

Cheguei muito feliz. Dei um salto tão grande que por momentos senti que estava a “bbuuuuuaaaaarrrrrr”!!!!! A grupeta do Peniche a Correr estava ali à minha espera, também, para me abraçar e dar-me os Parabéns!! Gosto tanto deles. É um orgulho ser madrinha deste grupo!

Quando cheguei só pensei: “quero o cházinho quentinho de mel e limão” – deixo já aqui o meu agrado à organização da Corrida do Fim da Europa por esse belo miminho. Sabe mesmo bem. Enquanto isso abracei-me ao Catalão, à Mena e ao Fernando e partilhamos a nossa aventura.

Sim porque, o percurso é o mesmo mas as histórias são todas diferentes. Conheci corredores incríveis, tirámos fotografias, demos beijos e abraços e ainda subi ao pódio do segundo lugar da geral feminina. Recebi um lindo prato decorativo com a temática da prova. Um prémio para a vida que vou guardar e olhar para ele sempre de peito orgulhoso.

Eu já corri 3 vezes até ao Fim da Europa. E o desejo de correr mais, não tem Fim!

Grata. Feliz.
Pessoal, eu não aguento!

Fotografia
João Fonseca

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Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.

A minha sopa tem a melhor dupla de especiarias

 

Estas duas especiarias fazem parte do meu dia-a-dia. Dizer que é apenas pelo sabor torna-se redutor. Sozinhas são deliciosas, mas juntas são ainda mais poderosas. A curcuma (muitos também chamam de açafrão das índias) é um poderoso antioxidante, anti-inflamatório (para a última lesão que tive, por exemplo, o meu osteopata pediu-me para aumentar o consumo de curcuma. Foi claramente mais uma ajuda na minha recuperação) e é um óptimo aliado do sistema imunitário, articulações, coração, sangue e fígado. E porque é que eu misturo com pimenta preta? Porque esta (por ter um ingrediente ativo chamado de piperina) tem a capacidade de aumentar a permanência das características da curcuma no nosso corpo até 20 vezes mais. Gosto desta minha forma de olhar para tudo aquilo que eu como: gosto de saber o que lhe estou a dar e, como já disse várias vezes, gosto igualmente de lhe dar o melhor. Gosto do sabor das 2 e se sei que juntas são benéficas para mim, porque não integrá-las, para sempre, na minha vida?

Então, posto isto, arranjo sempre forma de as consumir. O melhor exemplo é com a sopa. Quando faço a sopa da semana não tenho, obrigatoriamente, de fazer uma sopa com pimenta preta e curcuma. Simplesmente, sempre que me apetece, depois de aquecida junto uma colher de café de curcuma e outra de pimenta preta. Nas saladas, nos meus smoothies (já viram o meu Sumo de Pêra e Curcuma?) ou mesmo nas minhas panquecas, estas duas especiarias têm sempre lugar. Lembrem-se: a cozinha é a parte mais criativa da casa. Inventem e entendam qual a melhor altura para as consumir. Confesso que até já experimentei na bebida de arroz, assim quentinha antes de me deitar: foi um experiência terrível. Não voltei a repetir. 😉

CHUCHU, COURGETE, CENOURA, AIPO…

…Com os melhores toppings: Pimenta preta e curcuma! Eheheheh! Estas duas especiarias estão, como já vos disse, na base da minha alimentação. Uso, em grande parte, para saladas, sumos e principalmente para as minhas sopas do Bem.

Na minha semana de férias no Algarve com o André e a Rita, “apoderei-me” da cozinha e fiz um autêntico “panelão” de sopa (se bem se recordam, usei os mesmos legumes que comprei no mercado lá no Algarve). Como sopa em qualquer altura: não só nas refeições (funciona como a minha entrada para não atacar aquilo que não devo e controlar o meu apetite), como em lanches a meio da manhã ou ao final de dia.

Mas mais importante é saber que eu gosto verdadeiramente de sopa. Ao ponto de ter desejos de comer a MINHA sopa. Já foram várias as vezes que, na falta de cenouras e brócolos (dois dos meus TOP 10 legumes-do-bem), fui à mercearia comprar só para ter uma sopinha para o lanche. As minhas sopas são TOP. São mesmo. E a prova disso é que aquele “panelão” que fiz foi “engolido” em menos de 2 segundos. “Isabel, faz mais, please!!” – melhor que isso: deixo-vos a receita desta Sopa do Bem. Experimentem e depois partilhem comigo

Sopa Boa p’ra “Chuchu”!!!

Faz 3,5L // 30 minutos

Ingredientes

3 chuchus
3 cenouras grandes
1 talo de aipo, com rama
1 courgete

sal marinho q.b.
azeite q.b.

Método

  1. Lavar bem os vegetais e cortar em pedaços grosseiros.
  2. Colocar tudo numa panela e juntar água suficiente para cobrir todos os vegetais.
  3. Juntar sal marinho a gosto e misturar.
  4. Colocar a panela sobre lume alto. Assim que levantar fervura, baixar para lume médio e cozer durante 25 minutos (ou até estar tudo bem cozido).
  5. Deixar arrefecer ligeiramente e triturar com uma varinha mágica ou numa liquidificadora.
  6. No fim, “regar” com um fio de azeite e misturar.
  7. Servir com uma colher de curcuma e uma pitada de pimenta preta.

 

Fotografias
André Nogueira

 

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Isabel Silva

Comunicadora

A Isabel Silva nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.