Top 5 lesões mais comuns na corrida 

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13.01.2023

A Corrida/Running tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos nos últimos anos. Pelo facto de ser um desporto de baixo custo e acessível a toda a população é normal que o seu desenvolvimento se tenha acelerado nos últimos 50 anos. Mas como em todos os desportos, tem aspetos positivos e negativos. No pólo mais desafiante está o fato da corrida ter potencial para o aparecimento de lesões específicas relacionadas com a sobrecarga do treino. Vamos, então, ver, as 5 lesões mais comuns na corrida.

As lesões podem ser caracterizadas pela sua incidência e pela sua prevalência. Neste artigo vamos abordar as lesões consoante a sua incidência no atleta da corrida.

No top 5 da lesões relacionadas com a corrida, estão:

  1. Tendinopatia do Aquiles
  2. Síndrome medial  da Tibia (canelites)
  3. Síndrome patelo-femoral
  4. Fascite plantar
  5. Entorse da Tibiotársica (tornozelo)

Tendinopatia do Aquiles

Tendinopatia do Aquiles apresenta uma incidência de quase 11 %. Esta patologia acarrenta dentro dela várias denominações e graus de lesão. Pode começar com uma dor de baixa intensidade que pode avançar para estádio de dor mais elevado em situações crónicas.

Quando atinge graus de cronicidade, a sua evolução é lenta e pode levar até alguns meses até que o processo se considere estável. O processo fisiopatológico do tendão de aquiles é relativamente complexo. As “curas” rápidas são muitas vezes pouco cautelosas, levando mais tarde a paragens de treinos/competição. A abordagem a uma lesão do aquiles deve ser criteriosa e ajustada entre atleta e profissional de saúde.

Síndrome Medial da Tíbia (caneltite)

Apresenta  uma incidência de 9,4%. Esta disfunção acontece de uma forma gradual. Inicia com uma dor na face interna da tíbia, essa mesma  dor, surge muitas vezes após o final do treino. As queixas quando surgem com uma intensidade  alta, já por vezes o processo está numa fase em que o treino está contra-indicado. O processo cirúrgico pode estar indicado em fases avançadas da patologia.

Síndrome Patelo-femural

Apresenta uma incidência na ordem dos 6,3% de incidência, sendo no sexo feminino o valor mais alto. Este síndrome caracteriza-se por uma dor na face anterior do joelho, sendo  por vezes acompanhada por um edema de ligeiro a moderado. Este tipo de lesão pode estar associado a uma má adaptação estrutural à corrida. Podem existir desequilíbrios em grupos musculares específicos e/ou também associado a uma má técnica de corrida.

Fascite Plantar

A Fascite Plantar apresenta uma percentagem de 6,1 %. É uma disfunção incapacitante que muitas vezes é resultado de um problema numa outra estrutura do corpo. Caracteriza-se por uma dor na base do pé principalmente na posição ortostática. Esta condição quando crónica leva a um nível de incapacidade alta, tanto a nível desportivo como pessoal.

Entorse da Tibiotársica

A entorse da Tibiotársica, apresenta uma incidência de 5,8 %. Das 5 lesões apresentadas, é a única que  ocorre por um mecanismo  direto de lesão e não de sobrecarga. Esta disfunção  músculo-esquelética, ocorre por vezes  por  fadiga e atraso na resposta proprioceptiva da articulação a uma alteração do piso/solo. Este tipo de lesão deverá ter sempre o acompanhamento de um profissional de saúde, para que possa ajustar da melhor forma o retorno à atividade.

A prevenção é a chave do sucesso. Para que ela exista será necessário ao atleta, que procure o melhor aconselhamento acerca dos cuidados a ter em vários aspectos:  clínico, treino, plano de prevenção (mobilidade, fortalecimento, etc…) e nutrição.

A corrida, tal como qualquer outro desporto deverá ter uma boa base de iniciação com aconselhamento/ensino com profissionais da área.


O nosso Mentor Ricardo Paulino é Fisioterapeuta Clinico e Desportivo e, para além de trabalhar diarimanrte com atletas de alto rendimento de atletismo, também presta serviços na Athletika, uma clinica médica e desportiva sediada em Linda a Velha. 

Ricardo Paulino

Fisioterapeuta registado na Ordem dos Fisioterapeutas, Ricardo Paulino é licenciado pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão e tem uma vasta experiência na área da Fisioterapia Desportiva, há 20 anos. Enquanto fisioterapeuta participou nas últimas quatro missões olímpicas: Pequim 2008; Londres 2012; Rio 2016; Tóquio 2020.

O atletismo é uma das suas grandes paixões. Admira a constante superação do atleta e é essa máxima que leva para a sua profissão como fisioterapeuta. Conseguir estar em constante atualização de conhecimentos de forma a dar a melhor ajuda e suporte a quem o procura é o que move o fisioterapeuta.