correr

Exercício

Não quero mais correr cansada. Quero correr mais, e melhor, dentro dos meus limites

Saber aprender com os erros é o melhor sinal do meu crescimento e maturidade como pessoa, e como atleta.

Correr é uma das minhas maiores paixões nesta vida. Em (quase) 34 anos de vida, corri oito maratonas. Em todas elas tirei muitas lições que me acompanham para todas as áreas da minha vida. Não olho para elas como erros, mas sim como uma forma de aprendizagem. Sermos capazes de nos descobrirmos e conhecermos entusiasma-me e faz de mim melhor pessoa e melhor atleta.

Muitas vezes, e tal como aconteceu na Maratona de Londres — recordem aqui como foi a prova — corri com a cabeça noutro lugar, e cansada. Com esta prova, a primeira que fiz em 2019, aprendi o quanto era importante para mim perceber, de acordo com a fase da vida em que estava, quais eram os meus limites. Aprendi que, além de continuar a escutar os sinais do meu corpo, como aqui já falei tantas vezes, há mais coisas para as quais tenho de olhar e às quais não estava a prestar a devida atenção.

A 3 de novembro corri a minha última maratona. Foram 42,195 metros que não foram exatamente o que estava à espera. Mas a vida tem destas coisas, como partilhei na altura neste artigo, e também neste. Mas semanas antes de partir para Nova Iorque, falei aqui no blog de como ter feito um teste de limiar anaeróbio foi tão importante para mim naquela fase de preparação para a maratona. Foi graças a ele que comecei a perceber como podia correr melhor, menos ansiosa e mais feliz. Recordem aqui essa experiência.

Foi nesta altura que conheci o Paulo Colaço, dos Run4Excellence. E mal eu sabia o quanto este encontro ia mudar a minha vida.

Depois de Nova Iorque, estabeleci uma meta comigo mesma para 2020. Não quero voltar a correr correr cansada, e já não importa a distância, mas sim a qualidade. Em 2020, esta é a minha meta desportiva: correr MELHOR!

É por isso que agora confio o meu plano de treinos ao Paulo e aos Run4Excellence. O Paulo olha para mim como um todo, como mulher, como profissional e como atleta. Treinamos juntos há um mês e meio — à distância, mas sempre juntos — e, da última vez que estive com ele, estava na altura de reavaliar os resultados do teste do teste de limiar anaeróbio.

A minha evolução a correr no teste de Limiar Anaeróbio

Aqui, partilho convosco os resultados dos últimos testes que fiz com o Paulo.

Do lado esquerdo conseguem perceber a evolução dos últimos três testes que fiz — outubro, janeiro e março. De notar que, em outubro estava no pico de forma para a Maratona de Nova Iorque. Os dois últimos testes já representam a minha nova e atual fase de treinos.

Sem saber, neste mesmo dia, acabei por fazer uma avaliação sobre os meus níveis de força explosiva e resistência. Nunca o tinha feito. Fiz este teste antes do início do Estado de Emergência, por isso, vai ser interessante perceber o que perdi ou o que consegui evitar de perdas com os treinos que estou a fazer em casa.

Do lado direito podem ler toda as observações do Paulo aos meus testes. E não podia estar mais feliz.

Realmente, quem trabalha conquista. E são estas pequenas conquistas que me tornam mais feliz, confiante e motivada para correr, mas não só. A atividade física tem esta capacidade de nos transformar: basta querer para poder, basta focar para lá chegar.

Muitos de vocês perguntam “qual é a tua próxima Maratona”, mas deixem-me dizer-vos que, para já, não estou focada nesse momento. Apesar de saber que, mais tarde ou mais cedo, vou escolher uma. Mas a verdade é que, estou tão entusiasmada com esta nova forma de correr e com tudo o que estou a aprender, não só com o Paulo, mas também com a sua comunidade de treinadores e alunos, que agora só quero aprimorar a minha técnica, com trabalhos específicos de reforço muscular, entre outras coisas, para depois sentir que correr é o mesmo que voar. Desculpem, “buuuuuuaaarrrr”.

Nem todos os dias são dias bons, mas esses são importantes para trabalharmos o nosso espírito de resiliência e dar valor ao esforço que investimos. Há coisas que levam tempo, e temos de ter capacidade para esperar. Porque “quem espera, sempre alcança”, não é verdade? E quando alcançamos as coisas por nós, com o nosso suor, caraças, ainda sabe melhor.

Não é correr para ganhar, cortar a meta e sacar a medalha. É correr para desfrutar e sentir que o corpo esta feliz, saudável e motivado.

São estes os ensinamentos da corrida  que eu levo e aplico todos os dias nas outras áreas da minha vida.

 Por isso digo, vezes sem conta e com todas as minhas forças:

Mexam-se! Façam acontecer! Pela vossa saúde.

AGRADECIMENTOS

Run4Excellence