Já há algum tempo que tinha ideia de fazer um treino d’Os IncríBeis ao final do dia, mas nunca tinha conseguido encontrar a data ideal. Fui a Salvaterra de Magos — espreitem aqui o artigo — e já nessa altura andava com esta ideia na cabeça, até que decidi que julho ia ser o mês em que corríamos ao final da tarde, para aproveitar o pôr do sol.
Assim que cheguei à Baía dos Golfinhos, ali na zona de Paço de Arcos, conheci uma rapariga que nunca tinha visto dos nossos treinos. Chamava-se Isabelinha e além de estar a correr pela primeira vez com Os IncríBeis, ela escolheu este dia, em que festejava o seu aniversário, para correr 10 quilómetros pela primeira vez. Antes de começarmos o treino ainda estive uns minutos à conversa com ela, e percebi que a Isabelinha já corria, mas nunca tinha feito mais do que 7 quilómetros seguidos mas, neste dia, ia sair da sua zona de conforto.
Fiquei com o coração cheio porque, na verdade, este era o dia dela, e no nosso dia de aniversário nós gostamos de fazer aquilo que nos faz sentir bem. A Isabelinha escolheu correr, superar-se, e escolheu fazê-lo ao lado d’Os IncríBeis. Fiquei numa excitação tal, como podem ver no vídeo, que até lhe cantámos os parabéns umas duas ou três vezes. Foi muito giro.
Uma das coisas que já estava à espera era que o treino tivesse menos gente do que o habitual. Havia algum trânsito, era final de semana, fim do dia, mas a verdade é que Os IncríBeis estavam lá, fizeram o esforço de, ao fim de uma semana de trabalho, se juntarem para fazerem aquilo que mais os move: atividade física. A energia estava toda lá.
Até para mim foi diferente, porque também me desafiei a vários níveis. Primeiro, porque já estou tão habituada a correr de manhã e fazer este treino à tarde fez com que tivesse outra postura. Segundo, porque nesse dia de manhã tinha ido fazer um treino longo de bicicleta, por isso, fui ao desconhecido. Não sabia bem como me ia sentir a fazer este treino.
Foi uma corrida mais suave e descontraída. Como também éramos poucos, acabámos por ir todos juntos, sem olhar a tempos, em amena cavaqueira. No final, ainda tirámos partido desta localização e demos um mergulho no mar — ou um “bulho”, como dizia a minha prima Ester quando era miúda — e ali ficámos, a beber a nossa água perfeita da Acqualive e a ver o sol ir embora.
Na verdade, este foi um treino de descobertas, em que tanto eu como a Isabel saímos da nossa zona de conforto. É por isto que eu corro, para me desafiar e ir mais além, respeitando sempre os sinais que o meu corpo me dá. E querem saber que mais? Nessa noite, dormi que nem um anjinho.
VÍDEO
Rodolfo Franco




























