O meu novo vestido e reflete as minhas escolhas conscientes

Sinto-me cada vez mais consciente sobre as minhas escolhas. Cheguei a uma fase da minha vida em que questiono tudo, até tentar perceber porque é que às vezes me sinto triste quando não há razão para tal. Até mesmo em relação à roupa que tenho em casa, que cada vez me dá mais vontade de usar mais vezes, porque, honestamente, irrita-me ver um vestido novo, que nunca ou raramente usei, a ganhar pó no armário.
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23.06.2019

Mas a verdade é esta: há coisas que continuam por lá, porque acredito sempre que um dia vou acabar por usá-las.  Depois, irrito-me por, às vezes, ainda ter vontade de comprar uma peça de roupa nova, como um vestido. Continuo a comprar certas coisas, porque estou num processo de aprendizagem, mas coloco cada vez mais questões em relação ao que estou a comprar.

— Vou mesmo usar esta peça, pelo menos, 30 vezes num ano?

— Vale mesmo aquilo que diz na etiqueta? (às vezes o barato sai caro, tanto para o ambiente como para a mão de obra que produziu aquela saia linda ou aquele par de botas)

— Esta peça faz-me mesmo falta, ou estou a comprar por impulso?

Alguma vezes ainda posso comprar por impulso porque, naquele momento, tudo parece essencial e indispensável à minha vida. Às vezes isso até faz bem, é verdade, mas muitas vezes não faz sentido, nem para a minha carteira, nem para a minha consciência e, muito menos, para o próprio ambiente.

Confesso que nunca fui uma grande viciada em fast fashion e na compra descartável, isto porque sei que, com as lavagens, a peça vai perder qualidade rapidamente, o que me vai obrigar a pensar numa nova compra mais cedo do que desejava. Se bem que hoje, com 33 anos, vejo as coisas com uma outra perspetiva, e percebo que comprar qualquer coisa todas as semana é um vício vazio. Se o continuamos a repetir, chega a um ponto em que já não alimenta nem o ego, nem a carteira nem o planeta.

Portanto, continuo a comprar, sim, mas compro peças que acrescentam valor ao meu guarda-roupa, que me fazem falta, que se conjugam com aquilo que tenho. Cada vez penso mais penso em marcas que estão em sintonia com o meu estilo de vida, e estou a gostar de olhar para elas, de descobri-las, pouco a pouco. A Näz é uma delas. Uma marca portuguesa e que se afirma, com orgulho, como marca portuguesa sustentável, com roupa muito gira, como este vestido.

Esta marca, que nasceu em 2017, além de ser 100% portuguesa, usa excedentes de outras fábricas para a produção das suas peças. Quando isso não é possível, produzem sempre tecidos e malhas com fibras orgânicas, e sempre veganos, com empresas certificadas e onde o comércio justo é uma preocupação constante. Além disso, tem uma política de transparência e honestidade à qual dou bastante valor. Se forem ao site, conseguem ver exatamente onde é que aquela peça foi costurada e tricotada, assim como qual a percentagem de materiais presentes.

No caso deste meu vestido novo, que comprei na loja The Fair Bazaar — podem encontrar aqui —, é feito totalmente em cupro. Lembram-se do macacão que usei na minha festa de aniversário — espreitem aqui o artigo —, é o mesmo tipo de tecido. É uma fibra feita através de restos de algodão e que é biodegradável e que tem um toque semelhante ao da seda, que adoro.

Este meu vestido novo já faz parte da minha vida, e certamente vão ver me com eles vezes sem conta nos mais diversos contextos. E gosto sempre de usar um calção preto por baixo, caso venha uma aragem. A perna é boa, é certo, mas o exagero pode tornar-se desnecessário. Entendem?

Usei também estes brincos, que já tenho há dois anos, e o colar foi uma compra deste ano. Gosto muito de fios e um destes dias cruzei-me com este em bronze que achei lindo, então comprei. Apeteceu-me, eu mereço, e sei que vou contar histórias com ele, não será para “de vez em quando”.

Por fim escolhi conjugar com estas sandálias, que uso para tudo. Aliás, todas as semanas ando com elas, seguramente, mais de três vezes. São confortáveis e dão um pouco de altura o que, em pessoas como eu, calha mesmo bem.

AGRADECIMENTOS

Joana Lemos

Sparkl

Eu, Isabel

A Isabel nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

Esta vontade de gerar um impacto positivo nos outros levou-a a criar novas áreas de negócio, como um ginásio de eletroestimulação – o Efit Isabel Silva – uma marca de snacks saudáveis, a IncríBel e a VOA.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.