O meu novo casaco é feito com restos de tecidos de sofá e vou contar-vos a história

Montei 3 looks diferentes para ti, mas todos eles têm algo em comum: são feitos a partir de materiais sustentáveis! Um vestido, que rapidamente se transforma numa camisola para utilizar com calças de bombazine. Ah e, claro, não te podes esquecer do casaco para estares sempre incriBelmente agasalhada.
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09.01.2020
casaco

No último look que partilhei convosco mostrei-vos como a mesma sapatilha pode ser usada para  com diferentes conjuntos. Lembram-se? Desta vez mostro-vos outro modelo, que também adoro, e que também pode ser utilizado com várias peças. Mas mais importante do que isso é falar-vos da história destes dois conjuntos e do meu casaco novo.

Como sabem, adoro conjuntos monocromáticos, e sempre adorei vestidos como este, de uma cor, e com este tipo de corte, não muito específico. E vocês perguntam: “mas com tanto vestido giro porque é que gostas desses?”, porque assim posso usar diferentes acessórios consoante o que preferir nesse dia. Gosto de usar cintos com vestidos como este, mas adoro combinar com malas de colocar à cintura. Esta que estão a ver aqui foi um presente da Dona Lola, a minha mãe, e é da Max Mara. Podem encontrar nas lojas de Cascais e do Porto.

E porque é que adoro estas bolsas de cintura? Porque são práticas. Normalmente ando sempre de mochila, mas às vezes uso estas malas porque posso colocar aqui tudo o que preciso sem andar muito carregada. Aqui cabe-me o telemóvel, as chaves, o batom do cieiro, a carteira. O suficiente para o dia a dia.

Como vos disse, estas sapatilhas — são o modelo 574 Sport da New Balance, que podem encontrar aqui — combinam bem com vários conjuntos. As cores das que escolhi são muito próximas das outras peças, e a verdade é que, como vocês já sabem, não vivo sem sapatilhas nos pés.

Quanto ao vestido, foi uma das minhas compras recentes da Fair Bazaar. É da Näz, uma marca portuguesa com produção de pequena escala em fábricas nacionais. Os materiais são todos orgânicos e provenientes de comércio justo.  Claro que uma das coisas boas dos looks monocromáticos é que podem depois utilizar peças diferentes para dar uma animada. Foi o que fiz com este casaco, que também encontram à venda na Fair Bazaar. É da Malimo, uma marca alemã que produz peças de roupa com restos de tecidos de fábricas. Este casaco foi feito a partir de desperdícios têxtil e o tecido que foi utilizado veio de saaris da Índia, o que o torna diferente e único.

Já este outro casaco que tenho para vos mostrar, que faz conjunto com o chapéu que também estão a ver nas fotos, são da mesma marca, mas um bocadinho diferentes, porque são feitos a partir de restos de tecidos de uma fábrica de sofás. Aliás, deixem-me dizer-vos que, quando olho para estas peças, lembro-me logo dos estofos dos sofás da minha casa, que também são assim floridos.

E neste conjunto escolhi usar umas calças de bombazina. Quem é que não gosta de bombazina? Lembro-me que quando andava na escola primária a minha mãe me vestia muitas peças neste tecido, calças e saias. No Norte faz sempre muito frio, e a verdade é que este tecido é bem quentinho. Agora, passados tantos anos, voltei a usar outra vez porque são realmente muito confortáveis. Estas também são da Näz, feitas a partir de materiais reciclados e, se forem ao site, conseguem ver exatamente onde foram feitas. Estas foram tecidas em Guimarães e cozidas em Leiria. E o quanto eu adoro saber estas coisas?

Há muita gente que evita usar roupas em bombazina porque, como são mais grossas, dão a sensação de que temos a perna mais gordita e larga, por isso não dão um ar tão elegante. Mas a verdade é que este modelo tem uma coisa que eu adoro. Além de serem largas, têm a cintura subida e apertada, que alonga a perna, que eu adoro. Gosto tanto destas calças que até as tenho noutra cor, em cinzento, mas isso fica para a próxima semana. Combinei as calças com esta camisa cinzenta, que é de caxemira e também é da Näz. É provavelmente a camisa mais quente que tenho, por isso o casaco que usar por cima não precisa de ser muito quente.

Se há coisa que adoro, como já vos disse noutros artigos, é que a minha roupa seja versátil mas que, ao mesmo tempo, conte uma história. E cada uma destas peças tem uma história para contar, e certamente que muitas mais virão enquanto elas estiverem na minha vida.

AGRADECIMENTOS
Sparkl
New Balance
Fair Bazaar
Max Mara Porto e Cascais

FOTOGRAFIAS
Sara Cardoso

Eu, Isabel

A Isabel nasceu a 8 de maio de 1986 e é natural de Santa Maria de Lamas. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa, e fez uma pós-graduação em Cinema e Televisão pela Universidade Católica. Fez um curso de Rádio e Televisão no Cenjor e foi o seu trabalho como jornalista e produtora de conteúdos na Panavídeo que a levou para a televisão, em 2011. Durante 10 anos apresentou programas de entretenimento e, de forma intuitiva e natural, percebeu que aquilo que a move é a criação de conteúdos que inspirem, motivem e levem os outros a agir. Tem uma paixão enorme por comunicar e tudo o que comunica está intimamente ligado a uma vida natural carregada de energia, alegria e simplicidade.

É autora dos livros “O Meu Plano do Bem”, “A Comida que me Faz Brilhar”, “Eu sei como ser Feliz” e da coleção de livros infantis “Vamos fazer o Bem”.

Descobriu a paixão pela corrida em 2015, em particular pela distância da Maratona – 42.195m. Tem o desejo de completar a “World Marathon Majors” que inclui as 6 maiores Maratonas do Mundo. Já correu Londres, Boston, Nova Iorque e Berlim.

Esta vontade de gerar um impacto positivo nos outros levou-a a criar novas áreas de negócio, como um ginásio de eletroestimulação – o Efit Isabel Silva – uma marca de snacks saudáveis, a IncríBel e a VOA.

A 14 de Dezembro de 2016 lançou o blogue Iam Isabel e que hoje, numa versão mais madura, mas igualmente alegre e enérgica, é o canal DoBem.