No último look que partilhei convosco mostrei-vos como a mesma sapatilha pode ser usada para  com diferentes conjuntos. Lembram-se? Desta vez mostro-vos outro modelo, que também adoro, e que também pode ser utilizado com várias peças. Mas mais importante do que isso é falar-vos da história destes dois conjuntos e do meu casaco novo.

Como sabem, adoro conjuntos monocromáticos, e sempre adorei vestidos como este, de uma cor, e com este tipo de corte, não muito específico. E vocês perguntam: “mas com tanto vestido giro porque é que gostas desses?”, porque assim posso usar diferentes acessórios consoante o que preferir nesse dia. Gosto de usar cintos com vestidos como este, mas adoro combinar com malas de colocar à cintura. Esta que estão a ver aqui foi um presente da Dona Lola, a minha mãe, e é da Max Mara. Podem encontrar nas lojas de Cascais e do Porto.

E porque é que adoro estas bolsas de cintura? Porque são práticas. Normalmente ando sempre de mochila, mas às vezes uso estas malas porque posso colocar aqui tudo o que preciso sem andar muito carregada. Aqui cabe-me o telemóvel, as chaves, o batom do cieiro, a carteira. O suficiente para o dia a dia.

Como vos disse, estas sapatilhas — são o modelo 574 Sport da New Balance, que podem encontrar aqui — combinam bem com vários conjuntos. As cores das que escolhi são muito próximas das outras peças, e a verdade é que, como vocês já sabem, não vivo sem sapatilhas nos pés.

Quanto ao vestido, foi uma das minhas compras recentes da Fair Bazaar. É da Näz, uma marca portuguesa com produção de pequena escala em fábricas nacionais. Os materiais são todos orgânicos e provenientes de comércio justo.  Claro que uma das coisas boas dos looks monocromáticos é que podem depois utilizar peças diferentes para dar uma animada. Foi o que fiz com este casaco, que também encontram à venda na Fair Bazaar. É da Malimo, uma marca alemã que produz peças de roupa com restos de tecidos de fábricas. Este casaco foi feito a partir de desperdícios têxtil e o tecido que foi utilizado veio de saaris da Índia, o que o torna diferente e único.

Já este outro casaco que tenho para vos mostrar, que faz conjunto com o chapéu que também estão a ver nas fotos, são da mesma marca, mas um bocadinho diferentes, porque são feitos a partir de restos de tecidos de uma fábrica de sofás. Aliás, deixem-me dizer-vos que, quando olho para estas peças, lembro-me logo dos estofos dos sofás da minha casa, que também são assim floridos.

E neste conjunto escolhi usar umas calças de bombazina. Quem é que não gosta de bombazina? Lembro-me que quando andava na escola primária a minha mãe me vestia muitas peças neste tecido, calças e saias. No Norte faz sempre muito frio, e a verdade é que este tecido é bem quentinho. Agora, passados tantos anos, voltei a usar outra vez porque são realmente muito confortáveis. Estas também são da Näz, feitas a partir de materiais reciclados e, se forem ao site, conseguem ver exatamente onde foram feitas. Estas foram tecidas em Guimarães e cozidas em Leiria. E o quanto eu adoro saber estas coisas?

Há muita gente que evita usar roupas em bombazina porque, como são mais grossas, dão a sensação de que temos a perna mais gordita e larga, por isso não dão um ar tão elegante. Mas a verdade é que este modelo tem uma coisa que eu adoro. Além de serem largas, têm a cintura subida e apertada, que alonga a perna, que eu adoro. Gosto tanto destas calças que até as tenho noutra cor, em cinzento, mas isso fica para a próxima semana. Combinei as calças com esta camisa cinzenta, que é de caxemira e também é da Näz. É provavelmente a camisa mais quente que tenho, por isso o casaco que usar por cima não precisa de ser muito quente.

Se há coisa que adoro, como já vos disse noutros artigos, é que a minha roupa seja versátil mas que, ao mesmo tempo, conte uma história. E cada uma destas peças tem uma história para contar, e certamente que muitas mais virão enquanto elas estiverem na minha vida.

AGRADECIMENTOS
Sparkl
New Balance
Fair Bazaar
Max Mara Porto e Cascais

FOTOGRAFIAS
Sara Cardoso