A alimentação e a saúde dos nossos filhos

A alimentação e a saúde dos nossos filhos

iara.rodriguesiara.rodrigues
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31.05.2022

No Dia Mundial da Criança, vim até aqui, à DoBem, para deixar uma mensagem importante a todos os cuidadores (e sociedade, no geral).

Em Portugal, 1 em cada 3 crianças sofre de excesso de peso e/ou obesidade. Este é, certamente, um dado que nos serve de alerta para uma mudança de hábitos e/ou melhoramento de comportamentos, de forma a combater e prevenir esta doença crónica nas crianças.

Neste momento, segundo dados recentes, os sinais são positivos, uma vez que a prevalência de excesso de peso e/ou obesidade infantil – no nosso país – está a diminuir. Ainda assim, temos um longo (e importante) caminho à nossa frente. E é nele que me quero, hoje, focar!

PARA ALÉM DAQUILO QUE AS CRIANÇAS COMEM

Se temos feito a diferença – continuemos com foco nos bons resultados e dando o maior apoio a todas as nossas crianças, para que sejam adultos saudáveis e que tenham cuiltivando bons hábitos para transmitirem às suas crianças.

Falo, não só de uma alimentação cuidada, com os contornos que todos conhecemos já – ou seja, rica em fruta e legumes, equilibrada, com o mínimo possível de propostas de alimentos processados, evitando açúcares ou demasiado sal e com água como bebida de base -, mas também em algumas práticas e alterações de rotina que podem fazer a diferença.

DICAS IMPORTANTES A NÃO ESQUECER

  1. Organizarmo-nos e planearmos as nossas refeições com antecedência;
  2. Oferecer, sempre, bastante água às crianças, ao longo do dia;
  3. Não obrigar as crianças a comer, de forma a ser promovida uma boa relação com a alimentação;
  4. Não fazer dos dias comuns, dias de excepção. Há dias em que açúcar, sal ou gorduras são permitidas – mas essas são as excepções;
  5. Marmitar: que é como quem diz – criar marmitas saudáveis e criativas com legumes frescos, pão integral e fruta fresca ou seca;
  6. Actividade e exercício físico, pelo menos, 3 vezes por semana (em desportos curriculares ou brincando na rua) são fundamentais – nada como correr, livremente, num bom ambiente ou um desporto que se goste;
  7. Evitar que a comida seja um castigo ou algo compensatório – a comida é, apenas, uma questão fisiológica que tem de ser assegurada;
  8. Promover uma refeição calma, à mesa, sem tecnologias, onde haja o diálogo – promover uma mesa feliz;
  9. Ser criativo – oferecer o alimento que a criança rejeita, noutro formato.

Acabo esta partilha, em jeito de despedida, esperando que esta conversa sobre este tema tão importante vos tenha sido útil e tenha acrescentado alguma ideia nova à vossa dinâmica familiar.