tecidos mais sustentáveis

Sustentabilidade

Descubra quais são os tecidos mais sustentáveis (e aqueles de que deve fugir)

Escolher uma peça de roupa apenas por ser gira faz cada vez menos sentido. É preciso ter em atenção outros elementos. E o ambiente agradece.

Fabíola Carlettis
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Não há nada como um bom casaco de cabedal no outono/inverno e um vestido de algodão nos dias mais quentes de verão. Mas será que essas peças de roupa são tão boas para o ambiente como para o nosso estilo? Será que estas opções são feitas com tecidos mais sustentáveis? Provavelmente não.

Com um consumo de cerca de 80 mil milhões de peças de roupa por ano e com cerca de 155 milhões de euros em roupa a acabar em aterros sanitários, restam poucas dúvidas sobre a posição da indústria da moda como uma das mais poluentes do mundo.

Sendo esta uma área que nunca vai ter um fim, de que forma é que nós, consumidores, podemos ajudar a que esta tenha um menor impacto ambiental? A escolha dos tecidos certos pode ser o primeiro passo. E numa altura em que cada vez mais marcas têm esta preocupação e lançam peças de roupa — e até coleções — com tecidos mais sustentáveis, já não há desculpa para não ajudar o planeta.

Mas esta escolha pode ser mais difícil do que se pensa, porque as variáveis para definir se um tecido é realmente sustentável ou mais sustentável do que outro, são mais do que muitas. A água usada para a confeção e a energia usada para a produção são alguns dos fatores a ter em conta e que não são acessíveis ao consumidor comum.

Tendo em conta os principais fatores, os tecidos mais sustentáveis e, por isso, melhores para o ambiente são os reciclados, como o poliéster reciclado, por exemplo. Os que são feitos à mão em celulose, com origem nas plantas, e em fibra vegetal, igualmente com origem em plantas, mas com um tronco ou caule lenhoso, também são boas apostas.

Já os piores, são o algodão, que apesar de ser uma fibra natural e biodegradável, está na lista dos piores pela quantidade de água que é necessária para a sua produção, os materiais sintéticos, como o poliéster, nylon ou acrílico, por não serem biodegradáveis e por serem produzidos com petróleo, e materiais derivados de animais, como a lã, a pele e o pêlo.

Para conseguir tomar uma decisão mais informada e consciente, além de saber quais os melhores e os piores tecidos, há que ter também em conta cinco elementos:

Materiais — seguros e desenhados para serem reusados e reciclados;
Economia — crescente, circular, partilhada e que beneficie todos;
Energia — renovável e pura;
Água — pura e disponível para todos;
Vidas — condições de vida e de trabalho justas, seguras e dignas.

Além de identificar os materiais e pensar bem antes de comprar, há outras coisas que pode fazer para reduzir o impacto no ambiente. Segundo o Fashion For Good — um site dedicado à moda sustentável—, ao usar as suas roupas mais nove meses do que o normal, pode estar a reduzir o gasto de água até 30%. Lavar a roupa com água fria e optar por um ciclo mais rápido, também ajuda, pois gasta metade da energia.