Sustentabilidade

Investigadora confirma: é possível fazer plástico biodegradável com folhas de cato

Uma investigadora mexicana afirma que é possível fazer plástico biodegradável com catos. É comestível e demora apenas alguns dias a degradar-se no mar.

DOBEM.
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A luta contra o plástico continua. De maneira a arranjar algo que substitua as embalagens de plástico que tanto poluem o nosso planeta — principalmente os oceanos —, uma investigadora mexicana parece ter descoberto uma forma bastante sustentável de o fazer .E se pudéssemos produzir plástico biodegradável através de catos?

Num vídeo realizado para o programa “People Fixing the World“, da BBC, a investigadora mexicana Sandra Pascoe Ortiz explicou que é possível obter objetos de plástico só através de produtos naturais, como folhas de cato Nopal — uma espécie de cato presente no México.

Com simples folhas de cato, o objetivo desta investigadora é substituir talheres e sacos de plástico, entre outros produtos que contaminam o nosso planeta. “A minha ideia é, através de produtos naturais, obter uma forma de plástico que substitua o plástico que utilizamos diariamente”, explicou.

São precisos cerca dez dias para obter um qualquer material de plástico, mas Sandra acredita que este processo pode ser acelerado com a ajuda de material industrial. De acordo com a investigadora, é possível criar produtos de várias cores e formas, uns mais flexíveis do que outros.

Por exemplo, para criar um produto com o tamanho de uma toalha de rosto, são precisas apenas três folhas de cato. “Assim, a planta pode continuar viva para produzir mais folhas”, afirmou a investigadora.

Estes produtos naturais — que são comestíveis — demoram cerca de um mês a biodegradar-se no solo terrestre e apenas alguns dias no mar“São produtos não-tóxicos. Todos os materiais utilizados podem ser ingeridos por animais e por humanos”, revelou Sandra Pascoe Ortiz.

A investigadora alerta ainda que, se este tipo de plástico biodegradável chegar aos oceanos, o máximo que pode acontecer é acabar por ser comido por peixes ou outro animal que viva no mar. Sem consequências — assim, evita-se a morte de mais animais por causa do plástico.

Texto escrito por Miguel Lopes