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Sustentabilidade

20 mudanças que podemos começar (já) a fazer para ajudar o ambiente

Comprar mais vezes a granel, optar por compras em segunda mão ou compostar os resíduos orgânicos são algumas das sugestões de Eunice Maia no Dia do Ambiente.

Mais de meia tonelada. Foi esta a quantidade média de lixo que cada pessoa produziu em Portugal em 2018, segundo os dados divulgados esta sexta-feira, 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente, pela Associação Zero. A mesma listagem refere ainda que só 12% do plástico é reciclado e que desperdiçamos cerca de 30% de água no setor urbano. 

Os dados são preocupantes e embora a associação tenha definido metas até ao final de 2020, a verdade é que há certos gestos que dependem apenas de cada um de nós. Neste Dia Mundial do Ambiente, há pequenas mudanças nas nossas rotinas que podem fazer a diferença, e tudo começa dentro de nossa casa, tal como revela Eunice Maia, dona das lojas Maria Granel e autora do livro “Desafio Zero”.

Numa altura em que a Organização Mundial de Saúde deixou um apelo para que o regresso à normalidade, depois da pandemia da COVID-19, seja “mais verde” e sustentável, há que fazer escolhas. Coisas tão simples como deixar de comprar garrafas de água no supermercado e utilizar uma opção reutilizável ou usar guardanapos de pano em vez dos de papel, que não podem ser reciclados podem fazer toda a diferença. 

Eunice propõe que se olhe para todos os pontos da nossa vida. Desde a mobilidade, ao optar por andar mais vezes a pé ou de bicicleta, e evitando o carro, até à roupa, onde devemos ter em conta não só as matérias primas que estamos a utilizar como a forma como as peças são produzidas e, idealmente, optar pela compra em segunda mão.

“Existem várias plataformas online ou em lojas onde podem comprar as peças”, aconselha Eunice. “E isso aplica-se tanto à roupa como aos objetos. Temos sempre de pensar que o mais sustentável é, na verdade, o que já existe. Esses objetos já foram produzidos, já implicaram extração de matéria prima e gastos de energia na sua produção.”

Além disso, Eunice aconselha ainda a olharmos para todas as divisões da casa. Desta forma, vamos conseguir perceber exatamente o que é que podemos mudar. Na casa de banho, por exemplo, substituir os frascos de champô, condicionador e gel de banho por opções sólidas. Já existem várias marcas a vender champôs e condicionadores sólidos, que prometem durar bem mais do que os frascos de champô de supermercado. 

Ainda nesta divisão, pode substituir os discos de algodão de compra por reutilizáveis. Pode comprar já feitos, e existem opções à venda na Maria Granel, ou reutilizar toalhas ou peças de roupa antigas que pode cortar para fazer os discos. 

Já a cozinha é a zona da casa onde Eunice aconselha a fazer mais mudanças. Muito além da reciclagem dos resíduos — que devem continuar a fazer —, há coisas que, provavelmente, não está a fazer. É o caso do aproveitamento de todos os resíduos ao máximo. 

“Pode ser um pouco mais complexo, mas aqui entra em jogo a criatividade de cada um”, diz Eunice Maia. “Aproveitar a rama, as cascas. Tudo o que não for usado e orgânico pode ser compostado.”

Mas há muito mais que pode fazer para ajudar o ambiente e, a longo prazo, até mudar o mundo. No próximo convívio com amigos — ou videochamada, porque a verdade é que ainda estamos a tentar manter o distanciamento — lance o desafio: quantas destas 20 mudanças já fizeram nas vossas vidas?