poluição nos oceanos

Sustentabilidade

Quercus deixa o alerta: máscaras e luvas podem aumentar poluição nos oceanos

Os materiais de uso descartável estão a ser deixados na rua, e acabam por ir parar ao mar. A abertura da época balnear pode estar a ajudar a agravar a poluição marinha.

Esta segunda-feira, 8 desunho, celebra-se o Dia Mundial dos Oceanos. É também o dia em que é lançado o alerta sobre o efeito da pandemia no agravamento da poluição nos oceanos, um resultado do indevido descarte de objetos de proteção individual, como máscaras e luvas.

O alerta é feito pela associação ambientalista Quercus, que refere que o plástico tem sido a maior problemática da poluição nos oceanos nos últimos anos. Contudo, a estes juntam-se os materiais descartáveis de proteção individual para a COVID-19, que podem ser o novo foco de poluição.

“Se, por um lado, a Pandemia Covid-19 demonstrou ao mundo que quando algumas atividades poluentes param, a saúde do nosso planeta melhora, não poderemos dizer o mesmo sobre os Oceanos.”, refere a associação em comunicado.

A situação nos oceanos não é muito diferente do que se tem visto pelas ruas. Em Lisboa, por exemplo, foram encontradas dezenas de máscaras cirúrgicas espalhadas na borda da estrada em frente ao Hospital Santa Maria, em Lisboa. A “falta de civismo e educação agravou de forma visível a poluição marinha, com o descarte de objetos de proteção individual nas ruas que acabam por ter como destino final o fundo dos mares e oceanos”, revela o comunicado, que defende que as pessoas devem ter presente que “quando pensam em deitar fora, esse fora não existe”, acabando sempre por prejudicar o ambiente.

Outra das situações penosas para o ambiente e que foi destacada pela associação ambientalista é o facto de que “mais uma vez se permita que interesses económicos se sobreponham ao interesse da conservação da natureza e de ecossistemas importantes”, referindo-se aos casos da construção de empreendimentos turísticos na extensão duna da Herdade da Comporta, com início previsto para setembro deste ano, e a retoma das dragagens no Sado.

“Ambos os projetos trazem apenas benefícios económicos sem consideração pelos impactos que terão nos ecossistemas e avançam apesar das inúmeras manifestações de indignação por parte da sociedade civil e população”, acrescenta a Quercus.