Dia Mundial da Terra

Sustentabilidade

Dia Mundial da Terra. Conheça os hábitos sustentáveis da equipa da dobem.

Existem vários tipos de poluição na Terra, mas todos eles podem ser diminuídos com pequenas mudanças. A equipa da dobem. prova isso mesmo

DOBEM.
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A Terra é o terceiro planeta mais próximo do sol e o único onde é conhecida a existência de vida. Vida que nos inclui a nós, seres humanos, e aos mais diversos animais que conhecemos. Existe um enorme perigo da continuação da sociedade humana devido ao declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte de vida no planeta Terra. E por isso, quanto mais cedo começarmos a mudar, melhor. Todos devemos tratar a Terra como se fosse a nossa própria casa, afinal de contas, é aqui que vivemos, e onde viverão os nossos filhos, netos e bisnetos.

É provável que já conheça algumas mudanças a adotar como reciclar, poupar na água, evitar usar o carro diariamente e optar por soluções menos poluentes, mas há todo um mundo por descobrir e a sustentabilidade e o bem-estar do nosso planeta são preocupações que cada um de nós deve ter presentes.

Embora Portugal não se encontre nos vinte primeiros países mais poluídos a nível mundial, segundo o site IQAir, já muitas marcas têm vindo a desenvolver iniciativas e programas para reduzir os gastos, os desperdícios e diminuir a poluição. Sobretudo, têm vindo a sensibilizar e tentar mudar mentalidades, porque é aí mesmo que começa a mudança.

E se quer começar a fazer parte dela, e dar pequenos — mas grandes — passos mas não sabe por onde começar ou de que forma o fazer, veio ao sítio certo. Rumo a uma mudança progressiva, mas positiva, a equipa da dobem. partilha algumas rotinas e objetivos diários que cada um foi adotando, de maneira a fazer do planeta Terra um lugar cada vez melhor.  

Leonor Costa

Atualmente temos bastante informação sobre o que se passa à nossa volta e cabe-nos a nós, individualmente, tomar atitudes que possam tornar o mundo — onde nós, por acaso, vivemos — um lugar melhor. A mudança começa cá dentro e por mais pequenas que sejam, já contribuem para um mundo mais positivo e menos poluente.

Uma delas é fechar a torneira ao lavar os dentes. Não custa nada, poupamos minutos de água a escorrer e de desperdício totalmente desnecessário. Outro hábito que tenho vindo a adotar é apanhar papéis ou lixo que vejo. Pode parecer estranho, mas ainda ontem a regressar a casa vi um monte de jornais no chão a voarem e passarem por carros como se nada fosse. Não há nada que me faça mais confusão do que pessoas atirarem coisas para o chão. Embora com a pandemia não seja muito boa ideia tocar em coisas — principalmente em lixo— que não sejam nossas, guardo sempre os meus papéis e o meu lixo, nem que seja na carteira para deitar fora quando tiver oportunidade.

Por fim, outra prática ótima a implementar é: levar sacos para o supermercado. Há sempre aquelas compras pequenas que decidimos fazer e depois não temos mãos para tudo e lá vamos nós comprar um saco de plástico outra vez. Há formas de evitar isso, e é tão simples quanto andar com um saco na carteira, preferencialmente os sacos de pano.

Pequenos gestos que a pouco e pouco, se todos implementarmos, vão certamente fazer diferença e ter um impacto positivo. Como se costuma dizer, “devagar se vai ao longe”.

Ana Gordo

Perguntem ao meu namorado quantas vezes é que já lhe disse para comprar uma escova de dentes de bambu. Agora perguntem-lhe quantas vezes é que ele prestou atenção e comprou uma. Foi preciso chegar a casa dele com a dita escova para ele, finalmente, a começar a usar. Custou, mas foi. Esta é uma prática que já adotei há mais de três anos, e apesar de ser um gesto pequeno, pode fazer toda a diferença.

Tenho plena consciência que não sou a pessoa com a atitude mais sustentável. Antes de escrever este texto tinha vindo da mercearia de onde trouxe cogumelos dentro de um saco de plástico — é biodegradável, menos mal —, tudo porque não levei os sacos de pano comigo. Em minha defesa, não estava a contar com aquelas compras, até porque quando vou fazer compras ao mercado biológico levo sempre sacos de todos os tamanhos, para evitar os de plástico.

Onde também raramente entra plástico é na minha casa de banho. Ora vejamos: deixei de usar champô e condicionadores em frasco, utilizo opções sólidas, prefiro utilizar sabonete ou, se tiver um produto em frasco, é um qualquer multifunções como o sabão da Dr. Bronner’s que dá para tudo e mais alguma coisa. Pensos higiénicos e tampões? Não utilizo há mais de quatro anos, quando comecei a utilizar copo menstrual. O que também desapareceu foram os vários pacotes de discos de algodão, que foram substituídos por discos reutilizáveis. Até os sacos que uso para a cadela são biodegradáveis.

Se ainda há várias coisas que posso fazer para ajudar o planeta? Claro que sim. Continuo a comer algum peixe, ainda compro muitos — demasiados — produtos embalados, ainda não aprendi a andar de bicicleta (não questionem, a sério), e apesar de já ter tentado por várias vezes, ainda não consegui converter toda a gente em minha casa ao milagre da reciclagem. Acreditem, já tentei, mas está complicado. Mas hei de continuar a insistir.

Beatriz Duarte

Venho de uma cidade pequena, Pombal, onde todas as pessoas se conhecem, mas nasci num meio ainda mais pequeno, uma aldeia onde nos cumprimentamos a todos com o típico “bom dia”. Foi nesta aldeia que cresci e vivi até aos 18 anos, antes de vir estudar para Lisboa.

Desde pequena que os meus pais mantém uma quinta com uma horta, onde semeamos de tudo um pouco. Desta forma, sei que todos os ingredientes que estou a comer são naturais e que foram cultivados respeitando a terra e, o meio ambiente. Evitamos, assim, comprar em grandes superfícies.

Quando há algum produto que precisamos de comprar, apoiamos o comércio local e compramos na praça da cidade, onde pequenos agricultores se juntam para vender os mais variados produtos. Pode parecer pouco, mas se todos fizermos pequenos gestos, aos poucos caminharemos para um planeta melhor, mais sustentável.

Joana Costa Pereira

Não sou propriamente um exemplo, mas acho que faço algumas coisas que surgem inconscientemente. Uma delas é, no banho, tento ao máximo que, enquanto estou a ensaboar-me, a lavar o cabelo, a passar máscara, etc, a água esteja desligada.

Também faço reciclagem, e tento não desperdiçar comida. Para mim, isso é impensável, gasto todos os restos e aproveito tudo o que tenho no frigorífico. Além disso, quando vou às compras levo sempre um saco comigo, para evitar estar sempre a comprar novos e a gastar mais plástico.

Outra coisa que também faço é ser mais consciente em relação às minhas compras. Quando quero ler um livro, em vez de estar a ir comprar tento sempre saber se alguém tem. Antes de decidir comprar, tento pedir emprestado. Quanto a roupa, quase todas as peças que tenho estão comigo há uma vida, e faço sempre questão de cuidar bem delas para durarem mais tempo. Desde que me caibam, vou continuar a usar.

É tudo uma questão de usar a imaginação e as coisas podem parecer sempre atuais, desde que sejam bem combinadas. Não precisamos de ter sempre roupa nova para andarmos bem vestidos. Claro que gosto de comprar algumas coisas de vez em quando, mas valorizo cada vez mais o impacto que a roupa que comprar tem no planeta. Claro que ainda tenho um longo caminho a cumprir, mas tento fazer os possíveis para o evitar.

Isabel Silva

Eu acho que a melhor forma de todos contribuirmos para ajudar o planeta terra é com pequenos gestos no nosso dia a dia, na nossa rotina diária. Posso partilhar convosco que um dos grandes passos que eu dei no final do ano passado, e no qual tenho trabalhado muito, é o facto de ter uma horta, na varanda do meu T1. De facto, as cidades precisam cada vez mais de verde, de espaços verdes.

Por outro lado, é o facto de, com a minha horta, privilegio a sazonalidade dos produtos, tenho mais ligação com a terra, dou ainda mais valor ao que como porque vejo o que como a crescer. E, de facto, para os alimentos crescerem com saúde têm de estar num ambiente que seja propício a isso.

Ter uma horta fez-me ter ainda mais consciência do poder regenerativo dos solos e da terra porque, de facto, lançamos uma semente e vemos o crescimento. É o ganhar consciência de que é importante termos uma terra saudável e, depois, é bom termos cada vez mais espaços verdes na cidade, para respirarmos todos cada vez mais e melhor e depois porque é o incentivar de uma alimentação mais natural, mais sazonal. É este conceito “da horta para a mesa” na cidade. Se todos tivéssemos uma hortinha na varanda tenho a certeza de que este planeta seria mais feliz.

Márcia Pires

O ano de 2020 foi de reflexão. Com a entrada da COVID-19 nas nossas vidas os problemas ganharam mais visibilidade. As questões do planeta sempre fizeram parte do meu dia a dia. Reciclo, há muito que não consumo por impulso, e sempre que é possível compro produtos locais e biológicos.

A grande mudança foi a minha atitude. Antes fazia-o por mim e para mim, hoje percebo que é necessário ir mais além e tento influenciar os outros através da mudança de comportamentos. Coloco os temas nas conversas, porque acredito que para melhorar o mundo tem de existir um esforço comum. Só assim conseguimos ganhar a escala necessária para provocar a verdadeira mudança que todos precisamos. Agora sinto-me dobem.

Marta Candeias

É na cozinha que noto um maior impacto das minhas ações. Desde compras a granel, sem recorrer a qualquer tipo de saco ou embalagem (eu, colecionadora de frascos, me confesso), ao aproveitamento integral de um ingrediente (cascas no lixo nem vê-las), tudo é bem-vindo quando o planeta nos grita socorro num nível já quase ensurdecedor.

Rebeca Gasperini

Há algumas coisas que tento fazer mas, a mais importante, diria que é o facto de fazer sempre compras de bairro, a fornecedores locais. Quando não preciso de fazer compras maiores e de produtos que só encontro no supermercado, vou sempre às mercearias do meu bairro.

Quanto às embalagens, normalmente tento sempre evitar utilizar de plástico. É raro utilizar garrafas de plástico, uso sempre de vidro ou então, e agora com o confinamento e estando a trabalhar em casa, bebo água da torneira.

Nos produtos de higiene também tento, sempre que possível, fazer refill. A embalagem original, que tenho é biodegradável, mas estou sempre a enchê-la novamente evitando, assim, comprar novas embalagens.