Nyha- marca portuguesa susetntável

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Nyha. A nova marca portuguesa sustentável com inspiração dinamarquesa

Ligadas à indústria têxtil desde a infância, duas primas inspiraram-se numa das cidades mais ecológicas — e felizes — de todo o mundo para criarem peças confortáveis, mas com estilo.

É o segundo país mais feliz do mundo, sendo apenas ultrapassado pela vizinha Finlândia, e é também nele que existe uma das cidades mais ecológicas de toda a Europa, onde a sustentabilidade é um dos principais pilares do quotidiano. Falamos, claro, de Copenhaga, a capital dinamarquesa. Foi com estes fatores em mente que nasceu a Nyha, uma nova marca portuguesa de roupa sustentável criada por duas primas, que sempre tiveram ligação à indústria têxtil.

O projeto foi criado por Zita Vieira da Silva, trabalhadora na Pazimaq, uma empresa de equipamentos de costura, e pela sua prima Diana Silva Rodrigues, engenheira têxtil. Com raízes em Guimarães, sempre viveram a conhecer e a aprender tudo sobre a sustentabilidade aliada à indústria têxtil, e sempre tiveram vontade de aprender cada vez mais sobre como tornar uma marca o mais consciente possível. A isso, juntou-se uma vontade de criar um negócio, dentro de uma área que já conhecessem e dominassem. Assim, juntaram-se para criar esta nova marca de roupa sustentável que pretende acompanhar as tendências da moda.

“A nossa família trabalha toda nesse meio, nessa indústria. As nossas mães já confecionam há muitos anos e nós crescemos no meio de toda essa envolvência da indústria têxtil. Por isso, a marca surgiu um bocadinho nesse sentido e porque já era uma área que nós já tínhamos algum conhecimento”, explica Zita. Acrescenta-se também ao conhecimento, os contactos que já tinham dentro área juntando, assim, e em bom português, o útil ao agradável.

Quando pensaram no nome, lembraram-se imediatamente de prestar homenagem a uma das cidades mais ecológicas na Europa: Copenhaga, de onde resulta o nome “Nyhavn”, um local muito conhecido na cidade. Decidiram então abreviar o nome para Nyha, para ser de fácil aceitação em Portugal, mas também para outros países europeus.

“O nome surgiu também por causa desta questão da sustentabilidade, queríamos um nome que tivesse uma relação, porque o produto será sempre neste sentido [da sustentabilidade] e então estivemos a procurar, fizémos uma pesquisa de cidades do mundo que fossem mais sustentáveis e, nessa pesquisa, surgiu Copenhaga. Lá existe ‘Nyhavn’, um porto que, para além de ser muito bonito, tem umas casas com uma palete de cores que também achámos que teria a ver com este nosso início, com aquilo que nós pretendíamos, então abreviámos o nome”, explicam.

Não é ao acaso que a primeira coleção cápsula da marca portuguesa sustentável se chama Copenhaga. É que esta coleção é feita através de deadstocks, stocks de tecido que estão parados e que sobraram de coleções de outras marcas, sendo que Zita e Diana dão sempre preferência às fibras naturais como o algodão e o linho. Não só as fundadoras reutilizam esse stock, como também usam as fibras mais sustentáveis possíveis, como fios reciclados.

Outra das formas de manterem a sua marca sustentável é produzir sempre stocks reduzidos, precisamente para não gerar desperdício. Como as fundadoras contam à dobem., o facto de serem de Guimarães facilita os processos com fornecedores, pois toda aquela zona é muito virada para a indústria têxtil. Assim, deslocações que emitam mais poluição, reduzindo também a pegada de carbono da marca.

Já a confeção em si, desde o fabrico até a parte de modelagem, do corte, do bordado é que já é mesmo feito internamente, algo que facilita todo o processo, no entanto, ainda encontraram alguns “entraves” no caminho.

“Não tínhamos ideia de que a indústria ainda estivesse tantas dificuldades nesse sentido [da sustentabilidade], porque já se fala tanto em tecidos sustentáveis e o que é certo é que nos deparámos com alguma dificuldade em produzir baixas quantidades. As empresas ainda estão a trabalhar muito com altas produções e isso não era, de todo, a nossa política e daí também ter surgido a ideia de começar mais pelos deadstocks”, explicam.

As próprias etiquetas são personalizadas e amigas do ambiente, ou seja, “para cada tipo de malha há uma instrução de lavagem, e nós conseguimos pela mesma etiqueta personalizar. Só temos uma produção de etiquetas e conseguimos personalizar para aquele produto específico. Porque cada vez que produzimos tem de ser às 1000 etiquetas, para quem quer stocks mínimos é um desperdício, então optámos por esta etiqueta mais técnica onde depois escrevemos à mão as especificidades de cada uma”.

Relativamente às peças, podem ser compradas no site oficial, onde poderá encontrar todas as informações sobre a marca portuguesa sustentável, desde os modelos da coleção — todos eles também inspirados em zonas de Copenhaga — à história da marca.

Na página, vai também encontrar um guia de tamanhos para ajudar a escolher o mais indicado para si, sem ter de estar a fazer trocas constantes. Isto porque, cada vez que troca uma peça de roupa, está a gerar um gasto desnecessário de combustível, o que pode ser evitado. Contudo os custos da primeira troca, se necessária, são suportados pela marca. Além disso, disponibilizam também um contacto de Facebook Messenger e WhatsApp para qualquer esclarecimento que seja necessário por parte das clientes, de forma a evitar as trocas.

A marca portuguesa vende para toda a Europa sendo que para Portugal e Espanha os portes de envio são gratuitos e, tal como explicam Zita e Diana, “o conceito é também o estilo mais loungewear, o estilo mais casual, confortável, mas na mesma fashion, uma moda que veio para ficar”.

De futuro, podem-se esperar novos modelos mais direcionados para o verão, dentro desta mesma coleção, e das futuras coleções apenas podemos esperar nomes de outras cidades da Europa, também elas sustentáveis.

“A ideia base é realmente esta da sustentabilidade que estamos a transmitir, e o nosso princípio será sempre este, estamos também agora a ver a entrada em alguns marketplaces portugueses, alguns da Europa, estamos a ver várias possibilidades para conseguirmos expandir a marca”, concluem.