champôs sólidos portugueses

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NAUA. A nova marca de champôs sólidos portugueses, vegan e totalmente sem plástico

Os navegadores portugueses e as suas descobertas serviram de inspiração para Sofia e Sérgio criarem estes produtos sustentáveis.

Quando Sofia Catarino e Sérgio Miranda criaram a Pegada Verde, em 2011, recebiam quase diariamente perguntas sobre a possibilidade de virem a ter produtos de marca própria. Na altura, quando começaram o percurso daquela que seria uma das primeiras lojas sustentáveis em Portugal, estavam longe de imaginar que poderia ser possível produzirem os seus próprios produtos e, mais ainda, que o conseguissem fazer sem ter de sair do próprios País. Nove anos depois nasce a NAUA, a nova marca de champôs sólidos portugueses, e amigos do ambiente. 

Mas a história de Sofia e Sérgio começa há mais de uma década. Em 2007, enquanto viviam nos Estados Unidos, perceberam que todos os dias, quando saiam de casa, se deparavam com imenso lixo à porta. “Vivíamos com muito desperdício, muito lixo, e isso condicionou-nos. É uma realidade completamente diferente”, explica Sofia Catarino à dobem. Quando voltaram a Portugal, a sustentabilidade já era uma preocupação nas suas mentes e, assim, fizeram nascer a Pegada Verde. 

Com o passar dos anos, muita gente lhes perguntava se um dia iriam ter produtos de marca própria. Sete anos depois do nascimento da Pegada Verde, criaram a sua primeira marca, a Fair Straw que, como o nome indica, vende palhinhas reutilizáveis, de aço inoxidáveis, totalmente produzidas em Portugal. Depois disso, não demorou até começarem a pensar num outro projeto e começarem a pesquisa. 

No início, a cosmética era uma das áreas que menos vendiam na Pegada Verde, mas, tal como explica Sofia, “essa visão mudou muito nos últimos anos”. Hoje em dia, garante à dobem., as pessoas pesquisam mais sobre o tema e estão mais informadas. Têm mais noção dos ingredientes que existem nos produtos que estão a comprar e procuram opções mais sustentáveis, mas que também tenham benefícios para a sua saúde e para o ambiente. Mas houve uma questão que também levou à escolha deste projeto: a própria experiência de Sofia. 

“Eu fazia muita irritação com os champôs tradicionais”, recorda à dobem. “Fazia muita caspa, e cheguei a testar muitos champôs sólidos no mercado, mas sentia-me angustiada porque queria fazer esta mudança, mas o resultado não era o que pretendia. Mas percebi que, quando surge a necessidade, tentamos sempre encontrar resposta ao problema.”

Foi assim que começou a fazer alguma pesquisa por fornecedores, sempre com algumas condições em mente: os ingredientes e as fórmulas tinham de ser isentos de produtos de origem animal e, acima de tudo, o fabricante tinha de ser português. Tal como conta à dobem., não foi fácil encontrar um produtor nacional que correspondesse às expectativas, mas, por um acaso, encontrou uma notícia que a levou até ao Fundão. 

“Estavamos a fazer uma pesquisa casual quando encontrámos o produtor, mas queríamos provar que era possível fazê-lo e superar este desafio, que muitos achavam ser impossível”, diz a fundadora da Pegada Verde. “Estamos muitos felizes com este acaso porque tem corrido tudo bem, felizmente. Eles tratam de toda a produção do produto, e nós tratamos do resto, da embalagem, o design, a comunicação e da comercialização.”

Embalagem essa que, garante Sofia, também foi pensada ao pormenor. É feita com cartão reciclado e, ao contrário do que acontece com vários pacotes, até mesmo os de cartão, não utiliza qualquer tipo de cola para unir os diferentes lados. Em vez disso, e tal como se pode ver no vídeo de apresentação do site oficial da marca, as caixas são montadas, tal como um puzzle, e o produto colocado lá dentro para ser vendido.

Para já, a NAUA, nome que, conta Sofia, surge inspirado nas navegações portuguesas e na vontade do povo em descobrir mais, ir mais além, tem disponíveis três fórmulas destes champôs sólidos portugueses: uma para cabelos secos, outra para cabelos normais e ainda um champô para combater a oleosidade. Todos são feitos com produtos naturais e com nomes que sejam facilmente identificáveis. “Queríamos ter fórmulas simples com ingredientes familiares como a erva príncipe, a alfazema ou a flor de laranjeira e que os ingredientes, bem como os cheiros, nos lembrassem da nossa infância, da vida do campo quando íamos visitar os nossos avós.”, diz Sofia Catarino, que, garante à dobem., conseguiu resolver o seu problema no couro cabeludo graças a estes champôs. “Está mais do que resolvido.”

Pode encontrar os champôs da NAUA à venda através da Pegada Verde ou na loja oficial da NAUA. Cada um destes champôs sólidos portugueses custa 9,90€.