saúde mental

Shopping

Natal. 18 presentes para quem está a passar por algum problema de saúde mental

Talvez nunca tenha pensado nestas sugestões, mas podem fazer a diferença na saúde mental. De livros a vouchers, escolha o presente ideal.

Depois de um ano desafiante, uma vez chegados a dezembro, o corpo pede abraços, mas também um aconchego à mente. Enquanto os primeiros continuamos sem poder dar, para o segundo caso existem presentes de Natal perfeitos. São coisas tão simples, que podem fazer a diferença na saúde mental.

Mas será mesmo possível oferecer saúde mental? “Depende de caso para caso, ou seja, irá depender se a pessoa já realizou ou não psicoterapia. Uma aula de ioga é excelente para introduzir como um novo hábito que irá ter um impacto super positivo na redução da ansiedade, por exemplo. No entanto, uma aula de ioga nunca irá resolver por si só a ansiedade generalizada”, explica a psicóloga clínica Sara Crispim à dobem.

É, por isso, fundamental que se recorra ao acompanhamento profissional, de modo a identificar e traçar objetivos para resolver o problema de saúde mental, para a qual temos olhado com maior atenção nos últimos tempos.

“As pessoas tiveram oportunidade de parar, dar relevância ao que sentem e reconhecerem que é algo que precisa de atenção e (principalmente) de intervenção”, reflete a psicóloga.

“Costumo dizer que conseguimos trabalhar com um pé partido, o pé é ligado e com a ajuda de umas muletas vamos trabalhar para o escritório. Mas, e sem saúde mental? A depressão e a ansiedade são tão reais como qualquer problema de saúde física, está na altura de lhes darmos a mesma importância”, alerta.

De acordo com Sara Crispim, a pandemia teve especial impacto sobre a saúde mental, uma vez que o facto de não haver data marcada para o regresso às rotinas e o medo do vírus continuar bem presente no nosso dia a dia tem contribuído para a ansiedade.

“De acordo com a OMS, 60% da população mundial já revela fadiga pandémica, o que demonstra que a pandemia está a afetar a saúde mental a nível mundial”, explica a psicóloga, acrescentando que esse impacto depende de pessoa para pessoa — varia consoante experiências passadas, personalidade, capacidade de adaptação e resiliência.

A ansiedade que nos assola neste momento, ou que tem estado camuflada em algumas pessoas que sabemos não estarem bem mentalmente, não tem de ser aceite como condição. Nesse sentido, Sara Crispim desenvolveu o e-book “Aprenda a viver sem ansiedade”, que lança questões de reflexão e estratégias práticas para lidar com a ansiedade.

Mas há muito mais que pode oferecer no Natal. “O curso de autoestima é um excelente investimento na própria pessoa como um complemento à psicoterapia”, diz Sara Crispim, reforçando que o acompanhamento profissional é essencial.

De livros a um diário que a psicóloga diz ser terapêutico “para colocar todos os pensamentos automáticos negativos no papel”, temos mais de 10 sugestões para oferecer.

Contudo, há dois presentes que, segundo a psicóloga, também pode dar e nem custam dinheiro. “Feche ciclos do passado mal resolvidos e permita-se viver de forma mais plena consigo mesmo. Diga mais vezes que gosta de alguém. Parece banal, mas agora mais do que nunca devemos expressar sem medo as nossas emoções”, conclui.