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Breathe. A nova marca de desporto portuguesa e sustentável que nasceu durante a pandemia

Folhas de eucalipto, algodão certificado e zero desperdício são alguns dos princípios da marca que acaba de lançar a sua primeira coleção.

Lançar negócios em altura de pandemia, num momento em que o poder de compra começa naturalmente a cair, poderia não ser a ideia mais indicada, mas Ana e Bernardo Pinto Pinto Gonçalves não quiseram baixar os braços e apostaram tudo no seu projeto. Chama-se Breathe, e é a nova marca de desporto portuguesa feita a partir de materiais sustentáveis. 

O projeto, conta Ana Pinto Gonçalves à dobem., começou a surgir ainda em 2019, quando ambos começaram a perceber que havia uma falta de oferta de roupa de desporto mais sustentável em Portugal, especialmente para desportos como o ioga, na qual Ana está neste momento a fazer formação, mas também no ténis e no paddle, que o marido pratica com frequência. 

Quando começaram a fazer a pesquisa junto de outras marcas ligadas com conceitos slow fashion, a procurar fornecedores e a perceberem quais os tecidos que mais iam ao encontro dos seus objetivos, estavam longe de imaginar que 2020 seria um ano que traria consigo tantas mudanças. A pandemia que atingiu todo o mundo, e que acabou por chegar a Portugal em março, poderia ter sido um sinal para não avançarem com o projeto, mas isso demoveu Ana e Bernardo e, no final de agosto de 2020, a primeira coleção era apresentada ao mundo. 

“Nós estivemos a preparar e a estudar este negócio muito antes da chegada da pandemia, e claro que ponderámos se seria o ideal lançar uma marca premium no mercado, especialmente numa altura em que o poder de compra estava a cair, mas também percebemos que as pessoas iam dar cada vez mais valor aos princípios da sustentabilidade e também ao desporto”, recorda Ana Pinto Gonçalves. “Sabíamos que não ia ser fácil, mas avançámos na mesma, e é por isso que a nossa primeira coleção se chama LOTUS, inspirada numa flor que, tal como nós, também nasce no meio da adversidade.”

A coleção foi produzida de maneira a evitar o máximo de desperdício possível. Ana e Bernardo pesquisaram vários tipos de tecido e, à partida, pensaram em utilizar materiais recicláveis, mas à medida que iam procurando fornecedores, perceberam que essa não poderia ser uma opção. “Muitos dos materiais reciclados que vimos libertam microplásticos, e era algo que queríamos evitar na nossa marca”, explica Ana à dobem. 

Acabaram por escolher o Lyocell, feito a partir das folhas de eucalipto, o que faz dele um material natural mas, ao mesmo tempo, sustentável, já que é muito mais fácil de produzir, não utiliza químicos nem elementos tóxicos, e não consome muita água. Além do Lyocell, optaram também por ter peças de algodão, mas que tivesse certificação da Better Cotton Initiative (BCI), uma organização que tem como objetivo melhorar as condições da produção mundial de algodão. 

Os modelos desta primeira coleção foram desenhados a pensar na natureza, e as cores utilizadas foram, por isso mesmo, o verde, o azul, o vermelho e o branco. Existem peças tanto para homem como para mulher e a ideia, explica Ana à dobem., é que possam ser versáteis e utilizadas para praticar diferentes desportos. “Queríamos que a Breathe fosse para toda a gente, todos os que praticam desporto, desde o ioga ao paddle”, explica. 

Para já, a coleção conta com apenas alguns modelos que existem em números e tamanhos limitados. Esta foi uma das formas que Ana e Bernardo arranjaram para manterem os seus princípios sustentáveis: criar uma coleção pequena, mas versátil, e que evitasse o desperdício de recursos. No entanto, acabaram por ter alguns restos de tecidos que, revelam, vão ser utilizados para criar novos produtos como um sutiã de desporto, scrunchies e até uma fita para ténis, que deverão estar à venda no início de 2021. 

As encomendas podem ser feitas através do site oficial da Breathe. Conheça algumas das peças da nova marca de desporto portuguesa na fotogaleria.