higiene íntima

Saúde

Saiba porque deve fazer uma boa higiene íntima diária (e não, não estamos a falar de gel de banho)

Uma ginecologista explica como é que uma boa limpeza e os produtos certos podem evitar problemas de saúde a longo prazo.

DOBEM.
leia este artigo em: 7 mins

Há um tema que ainda continua a ser tabu entre as mulheres. Que faz — ou deveria fazer — parte das suas rotinas diárias, que pode até já ter causado alguns constrangimentos no passado mas que, acima de tudo, um tema sobre o qual muitas ainda têm muita dificuldade em falar abertamente. Falamos sobre higiene íntima, um assunto que afeta as mulheres de todas as idades, das mais novas às mais velhas, e que deve ser discutido abertamente, sem constrangimentos nem vergonhas. 

E porque é que este assunto merece ser discutido? Porque a realidade é que ainda existem muitas dúvidas sobre este tema, duvidas essas que surgem, na grande maioria dos casos, porque as mulheres ainda têm algum receio em discutir este tema, seja com familiares, amigas, companheiros ou até mesmo com o seu ginecologista, tal como explica a ginecologista Alexandra Meira

“É uma coisa que não é falada porque ainda acaba por ser um tabu”, explica a especialista à dobem. “Estamos a falar de higiene íntima, da limpeza da vagina, e falar da vagina é tabu, mas eu, enquanto ginecologista acho que isso deve mudar, e dou esse conselho a todas as minhas pacientes.”

Alexandra Meira trabalha no Hospital de Santa Maria, onde dá consultas de ginecologia e recebe várias mulheres que chegam ao seu consultório com uma queixa bastante frequente e que, dizem, lhes causa bastante desconforto: o odor vaginal. Para a especialista, isso demonstra que apesar de haver cada vez mais informação disponível, a grande maioria das mulheres não está realmente informada sobre o funcionamento normal do seu corpo, especialmente no que diz respeito à sua zona íntima. É que este odor, garante, é algo absolutamente normal de acontecer e que deve ser encarado com naturalidade. No entanto, são várias as mulheres que o tentam esconder ou eliminar e que muitas vezes por desconhecimento acabam por não utilizar os produtos certos, o que pode gerar problemas bem mais graves do que o odor.

“As senhoras recorrem muitas vezes ao consultório ou às urgências com algumas queixas de irritação ou até de infeções, e muitas vezes isto acontece devido a uma falha na higiene íntima”, explica a ginecologista, que acrescenta que essa falha surge, essencialmente, pelos produtos que estão a utilizar. “Há mulheres que usam os produtos de cabelo ou do corpo para fazerem a sua higiene íntima, e isso está errado porque pode provocar um desequilíbrio da flora vaginal.

Este desequilíbrio, explica, surge porque estes produtos não são adequados para lavar a vagina, já que muitos deles têm um pH mais elevado e contém agentes alcalinos que irritam e perturbam o equilíbrio natural da zona íntima, cujo pH varia entre os 3,8 e os 4,5. Além disso, a vagina é composta por dois tipos de bactérias, as comensais, que estão naturalmente presentes no nosso corpo e que nos fazem bem, e as patogénicas, as que devemos evitar que cresçam em excesso, para evitar infeções e outros problemas a longo prazo, e que têm tendência a proliferar se o pH da vagina for mais alcalino. 

É por isso que, tal como explica a especialista, a higiene íntima deve ser feita não com os produtos que usamos diariamente para lavar o rosto, corpo ou cabelo, mas sim com um produto específico e cuja fórmula seja adequada às necessidades daquela região. Existem já vários tipos de géis no mercado, com fórmulas que têm um pH mais ácido, que estimula o crescimento das bactérias comensais, ou seja, as tais bactérias boas de que esta zona específica necessita e, ao mesmo tempo, previne que as bactérias más, também elas necessárias ao equilíbrio da flora vaginal, cresçam em excesso. Além disso, ajuda a manter a área limpa e a remover tudo o que possa estar a causar alguma irritação vaginal. 

Alexandra destaca a gama de géis íntimos da Lactacyd porque, tal como explica à dobem., “é uma marca com uma gama ampla, suportada por estudos e que se adapta às diferentes fases da vida da mulher, o que também é um dado a ter em conta quando falamos de higiene íntima.”

Os produtos da fama da Lactacyd são formulados com um pH que varia entre os 3,5 e os 5, para conseguir preservar as boas bactérias e evitar a tal proliferação das más, tal como explicou a especialista. Existem diversas fórmulas, desde o Lactacyd Íntimo, um gel de uso diário que reforça as defesas naturais e protege a flora vaginal, a um gel de lavagem hidratante, Lactacyd Hidratante, pensado especialmente para a fase da menopausa, até ao Lactacyd Girl, que pode ser usado por crianças a partir dos três anos. Já as mulheres que estejam grávidas, a passar pelo pós-parto ou a tomar algum antibiótico e que, por isso, estão mais suscetíveis a infeções, assim como as que praticam desporto, devem apostar no Lactacyd Pharma Antisséptico, um gel com pH de 3,5 que ajuda a  proteger contra as infeções e evita os maus odores. 

Mais recentemente, a marca lançou a inovação Lactacyd Pharma com Prebióticos que foi concebido para fortalecer a microflora natural da zona íntima, especificamente para mulheres que sofrem de infeções vaginais recorrentes ou com o sistema imunológico enfraquecido.

Conheça na fotogaleria a gama completa de géis de higiene íntima da Lactacyd, que está também disponível no site da marca www.lactacyd.pt. 

Artigo escrito em colaboração com Lactacyd.