Há um aperto no peito que chega antes de a tristeza ter nome. Há uma mandíbula que se contrai sem que percebamos porquê. Há um cansaço que não se explica apenas pelas horas dormidas, uma respiração que encurta, uma vontade de fugir, de parar ou de nos encolher quando, aparentemente, “está tudo bem”.

Durante muito tempo, habituámo-nos a procurar respostas sobretudo nos pensamentos: o que aconteceu, o que sentimos, porque reagimos assim. Mas há experiências que começam a ser vistas através de um músculo tenso, um coração acelerado, um corpo que se protege antes de conseguirmos compreender do quê.

É neste território que trabalha Rosa Pires, psicóloga com formação e experiência em abordagens de psicoterapia somática ou corporal, mindfulness e Somatic Experiencing. Nesta primeira crónica para a DoBem, convida-nos a olhar para a saúde emocional a partir de uma pergunta: e se aprendêssemos a escutar o corpo com a mesma atenção com que escutamos a mente?

O corpo fala antes das palavras

O corpo fala antes de nós. Muito antes de encontrarmos palavras, já existe um movimento interno que tenta comunicar o que a mente ainda não consegue organizar. Às vezes é um aperto no peito. Outras vezes, um cansaço que chega sem aviso, um nó na garganta, tensão nos ombros ou na mandíbula, uma respiração curta, insónia ou uma agitação interna difícil de explicar.

O nosso sistema nervoso é o fio invisível que liga aquilo que sentimos à forma como reagimos. Está permanentemente atento, a receber sinais do exterior e do interior do corpo, e a preparar respostas: aproximar, afastar, contrair, relaxar, fugir, proteger, parar. Quando algo nos toca emocionalmente — mesmo que ainda não saibamos explicar o quê —, o corpo pode reagir primeiro. A respiração muda. O coração altera o ritmo. Os músculos contraem ou soltam. A energia sobe ou desaparece.

A mente gosta de acreditar que sabe tudo sobre nós. Gosta de pensar que controla, que compreende, que explica. Mas, muitas vezes, chega depois: tenta organizar o que já aconteceu e dar sentido ao que já foi sentido.

Quando uma emoção é demasiado intensa, demasiado rápida ou demasiado antiga, nem sempre conseguimos acompanhá-la com palavras. Ficamos sem narrativa. E, enquanto a mente ainda não consegue traduzir, o corpo continua a falar, porque está a tentar comunicar o nosso estado interno.

O corpo não dramatiza nem inventa. O corpo dá sinais. Esses sinais não devem ser ignorados, nem interpretados de forma isolada: qualquer sintoma físico persistente ou preocupante deve ser avaliado por um profissional de saúde. Mas pode ser importante perceber o que aquele corpo está também a tentar dizer.

O que é a psicologia somática?

A psicologia somática parte de uma ideia muito simples: o corpo fala antes das palavras.

É uma abordagem dentro da psicologia que se foca na ligação entre mente e corpo e que nos ajuda a perceber o que está a acontecer dentro de nós através de sinais que qualquer pessoa pode reconhecer no dia a dia. Em vez de começar apenas pela cabeça e pelos pensamentos, começa também pelo corpo.

O foco está em observar:

  • as sensações físicas, como um aperto no peito, um nó na garganta, borboletas na barriga, calor, frio, peso ou tensão;
  • os cinco sentidos: aquilo que vemos, ouvimos, cheiramos, saboreamos e tocamos;
  • os movimentos e gestos: a forma como nos sentamos, respiramos, nos encolhemos, nos protegemos ou abrimos espaço;
  • as emoções: aquilo que sentimos por dentro, mesmo quando ainda não sabemos explicar por palavras.

Tudo isto faz parte da forma como o nosso sistema nervoso autónomo responde ao mundo e procura proteger-nos, acalmar-nos ou colocar-nos em alerta.

Numa abordagem psicoterapêutica mais centrada na narrativa, trabalhamos muitas vezes a partir daquilo que aconteceu, dos pensamentos associados, das memórias e dos significados que fomos construindo. A psicologia somática não exclui essa dimensão. Acrescenta o corpo como lugar de informação e de regulação.

Porque eu posso dizer que estou bem e, ainda assim, estar com os ombros levantados, a mandíbula apertada e uma respiração tão curta que mal chega ao peito. Posso não conseguir explicar o desconforto, mas o meu corpo já está a mostrar que alguma coisa em mim precisa de atenção.

A psicologia somática não exclui essa dimensão.
Acrescenta o corpo como lugar de informação e de regulação.

Tudo isto começou quando a dor me levou à vida

A minha história com a somática começa com dor e inquietação.

A minha mãe faleceu quando eu estava no segundo ano da universidade e, depois disso, eu queria muito entender as questões da morte. Durante algum tempo, imaginei que o meu caminho seria especializar-me na área da psicologia dos cuidados paliativos e continuados, acompanhar pessoas no fim de vida e compreender melhor aquilo que acontece quando somos atravessados por uma perda.

Mais tarde, participei num congresso onde fui apresentar um póster sobre um trabalho que tinha desenvolvido. Havia várias palestras sobre cuidados paliativos e eu já tinha definido aquilo a que queria assistir e as pessoas que queria conhecer. Quando cheguei, lembro-me de olhar para uma sala onde estavam várias pessoas a mexer-se e a rir-se. Era um workshop de análise bioenergética: uma abordagem que trabalha a possibilidade de restaurar a energia vital e o fluxo natural do corpo, que tantas vezes fica bloqueado pelas circunstâncias da vida.

Fui fazer esse workshop. E ele mudou a minha vida.

Gostei tanto de passar pela experiência vivida de um corpo que mexe, que vibra, que pulsa, que respira, que a minha abordagem e o meu foco passaram da morte para a vida.

Durante a universidade, senti também vontade de descobrir algo para além das abordagens mais clássicas que já conhecia. Nunca tinha meditado, mas um dia vi um cartaz na rua sobre a União Budista e senti que queria fazer um curso de introdução à meditação. Foi aí que conheci Sagara Priya, Gonçalo Pereira, um professor e querido amigo que me iniciou no mindfulness.

Fiz formação em análise bioenergética, mindfulness para a gestão da dor e das doenças crónicas e, mais tarde, Mindfulness-Based Cognitive Therapy para a depressão. Durante a formação em análise bioenergética, uma professora fez uma demonstração de Somatic Experiencing, uma abordagem de que nunca tinha ouvido falar. Fiquei imediatamente apaixonada.

Talvez nada disto tenha surgido por acaso. A psicologia somática trouxe-me a possibilidade de me aproximar de mim própria e de perceber que, mais do que viver perdida na narrativa habitual, eu podia encontrar no corpo uma via de informação, presença e escolha.

O corpo como via de informação

Vivemos num mundo acelerado, onde recebemos imensos estímulos externos e internos e em que a mente anda muitas vezes entre o passado e o futuro, sempre a criar novos pensamentos em função daquilo que sentimos. A questão é que, muitas vezes, nem sequer conseguimos perceber bem aquilo que sentimos. Temos um pensamento e tendemos a acreditar nele. Construímos cenários com base nesse pensamento. Mas os pensamentos são eventos mentais; não são necessariamente factos.

Posso pensar: “não sou capaz”, “sou uma inútil”, “devia ter feito as coisas de outra forma”, “nunca vou conseguir”. E, se estes pensamentos se repetem e acumulam, tornam-se uma voz constante, exigente e crítica, que afeta a forma como vivo e me relaciono comigo. Ao mesmo tempo, quando tenho um pensamento, tenho uma fisiologia associada. O meu corpo traz informação. Tenho emoções. Tenho sensações. Isto não significa que tudo aquilo que sinto seja uma verdade absoluta sobre a realidade. Significa que aquilo que sinto é real enquanto experiência interna e merece ser escutado.

Quando estamos tristes, por exemplo, o corpo pode ficar mais fechado, mais para baixo, por vezes mais encurvado. Quando estamos alegres, o corpo abre, a respiração ganha espaço, há mais movimento para cima e para a frente. Quanto mais acedemos à consciência corporal e emocional, mais clareza temos sobre a forma como funcionamos. E, com mais clareza, podemos escolher melhor.

Para mim, este caminho possibilitou-me desenvolver compaixão e empatia por mim própria: ser uma testemunha empática do meu processo, em vez de viver permanentemente acompanhada pela autocrítica.

O trauma não está apenas naquilo que aconteceu

Na abordagem Somatic Experiencing, com a qual trabalho, partimos de um princípio central: o trauma não está no evento, está na forma como o meu sistema nervoso respondeu a esse evento.

Às vezes, vivemos uma situação demasiado rápida, intensa ou inesperada para conseguirmos reagir. O corpo prepara-se para fugir, proteger-se, lutar, gritar ou defender-se, mas essa resposta não chega a completar-se. O acontecimento passa. A vida continua. Mas alguma informação pode ficar guardada no corpo: numa tensão recorrente, num estado de hipervigilância, numa sensação de ameaça ou numa reação que reaparece sem percebermos imediatamente porquê.

O objetivo da experiência somática é ajudar o corpo a ir saindo desse estado de choque ou de stress acumulado e a restaurar, aos poucos, o seu ritmo natural. Não se trata de forçar a pessoa a voltar ao acontecimento nem de a mergulhar novamente na dor. Trata-se de criar segurança suficiente para que o corpo possa libertar, pouco a pouco, aquilo que foi demasiado.

É uma escuta que não força; uma presença que regula; uma reconexão com o ritmo interno. Aquele que sabe quando é hora de parar, de sentir e de seguir.

Um caminho de volta à segurança, ao sentir e ao agora.

O que acontece numa sessão de psicologia somática?

Uma sessão de psicologia somática é, antes de mais, um convite.
A pessoa não precisa de chegar e contar toda a sua história de vida, nem de expor imediatamente aquilo que foi mais doloroso. O primeiro convite é que possa encontrar formas de se sentir com mais recursos: identificar ferramentas internas e externas que a ajudem a sentir-se mais segura e confortável.

Pode ser sentir os pés no chão. Perceber o apoio da cadeira. Notar uma zona do corpo onde há menos tensão. Encontrar uma imagem, uma pessoa, uma memória ou um lugar que traga alguma tranquilidade. Reparar que, naquele momento, há alguma coisa que está bem.

À medida que se cria um vínculo de segurança, a pessoa pode começar a observar movimentos de ativação e desativação. A ativação pode aparecer através de um pouco de stress, de uma memória, de uma sensação ou simplesmente por estar a iniciar um processo terapêutico.

O importante é poder senti-la de forma titulada, isto é, gota a gota, sem se desorientar ou desestruturar. O sistema nervoso vai abarcando apenas aquilo que é possível naquele momento. E isso é mais do que suficiente.

Há pessoas que vivem com dores na mandíbula, na cervical ou nos ombros, e nem sempre se trata apenas de postura. Alguém que passa os dias num ambiente profissional de grande stress pode desenvolver uma postura corporal mais tensa, mais encolhida, mais defensiva. O corpo adapta-se àquilo que sente que precisa de fazer para sobreviver ao dia.

A segurança é tratamento

Por isso, dentro da psicologia somática, a segurança é tratamento. O objetivo é que a pessoa se sinta segura e resiliente o suficiente para, quando a vida trouxer dificuldades, conseguir atravessá-las com os seus melhores recursos.

Quando um ombro queria proteger a cabeça

Recordo-me do caso do Pedro — nome fictício —, que chegou à consulta por burnout e problemas gastrointestinais.

Sempre que trabalhávamos determinados estados internos, ele começava a queixar-se do ombro direito. O ombro ficava muito tenso e o corpo inclinava-se naturalmente para o lado esquerdo. Ele dizia ter a sensação de estar a ser puxado.

À medida que fomos observando aquilo que estava a acontecer, surgiu um movimento: o braço direito parecia querer subir e cobrir a cabeça. Com esse movimento, surgiu também um flash. Pedro percebeu que aquele gesto estava ligado a um acidente de mota que tinha vivido. Como tudo tinha acontecido de forma rápida, intensa e repentina, ele não tinha tido tempo de se defender.

A resposta defensiva tinha ficado interrompida. A intenção muscular de proteger a cabeça tinha ficado lá.

Em sessão, num contexto de segurança, Pedro pôde restaurar esse movimento: levantar o braço e cobrir a cabeça, desta vez com tempo, consciência e acompanhamento. Depois dessa sessão, a situação do ombro deixou de aparecer da mesma forma.

Isto não significa que toda a dor no ombro tenha uma origem emocional ou esteja ligada a um acontecimento traumático. Significa apenas que, naquele caso, dar atenção ao que o corpo trazia abriu uma possibilidade de compreensão e integração que a narrativa, sozinha, ainda não tinha conseguido abrir.

Quando a mandíbula guardava um grito

Teresa — também um nome fictício — chegou à consulta por ansiedade e por uma tensão mandibular muito intensa. Já tinha passado pelo dentista e por outras abordagens, mas continuava sem perceber porque tinha tanta tensão na mandíbula.

Ao longo do nosso trabalho, fomos observando quando surgia essa tensão e o que o corpo parecia tentar fazer.

Em determinado momento, apareceu-lhe um flash de uma imagem com cães. Teresa lembrou-se de uma situação em que tinha sido cercada por três cães. Perante aquela ameaça, congelou. Não conseguiu mexer-se. Felizmente, os cães acabaram por ir embora, mas ficou com uma vontade enorme de gritar que nunca chegou a sair.

A tensão mandibular foi trazendo, pouco a pouco, uma porta de acesso àquilo que o corpo ainda guardava. Em segurança, Teresa pôde aceder ao grito que tinha ficado interrompido e ao tremor do corpo, permitindo que aquela resposta defensiva encontrasse algum movimento e expressão.

Também aqui, é essencial lembrar que há causas médicas, dentárias e musculares para a tensão mandibular que precisam de ser avaliadas. Mas, naquele caso, o corpo conservava fragmentos de uma experiência que ainda não tinham encontrado forma de ser integrados.

Nota importante

Os nomes usados nos casos clínicos são fictícios. Estes exemplos não significam que todo o sintoma físico tenha uma origem emocional. Sintomas persistentes ou preocupantes devem ser avaliados pelos profissionais de saúde adequados.

Aprender a ler o corpo é desenvolver literacia emocional

A psicologia somática não serve apenas para trabalhar acontecimentos intensos ou traumáticos. Serve para a vida de todos os dias.

Serve para notar quando estamos a chegar ao limite antes de rebentarmos. Para perceber quando estamos cansados, ansiosos, em esforço ou a precisar de uma pausa. Para reconhecer o que acontece dentro de nós quando alguém ultrapassa um limite, quando algo nos assusta ou quando uma escolha nos faz verdadeiramente bem.

O corpo conta uma narrativa. E nós podemos aprender a lê-la.

Durante muito tempo, a maioria de nós só nota o corpo quando ele dói, quando está tenso ou quando alguma coisa parece estar errada. Mas há uma possibilidade muito bonita neste trabalho: aumentar também o nosso léxico de segurança.

Como é o meu corpo quando estou bem?
Como é que reconheço tranquilidade?
Onde sinto alegria?
O que acontece à minha respiração quando me sinto segura?
Como é a minha postura quando estou confortável comigo?

O corpo não está apenas na ameaça. O corpo também está no prazer, no descanso, no encontro, no alívio, na alegria. Para mim, aprender a reconhecer esse território fez toda a diferença. Quando estou bem, posso notar leveza no peito e nas costas, relaxamento, a barriga mais solta, uma respiração mais profunda e abdominal. Posso notar que há espaço dentro de mim.

Esta autoconsciência somática trouxe-me também consciência sobre o tom com que falo comigo. Quando surge uma dificuldade ou alguma coisa falha, posso trazer uma fala mais compassiva, mais próxima, mais humana, em vez de recorrer imediatamente ao chicote da exigência e da austeridade. E isso transformou não apenas a forma como lido comigo, mas também a forma como acompanho e oriento as pessoas no meu trabalho.

Três práticas simples para aumentares a consciência corporal

Estas práticas são convites simples para o quotidiano. Não substituem acompanhamento psicológico nem devem ser usadas para trabalhar sozinho experiências traumáticas intensas. Se alguma destas propostas aumentar o teu desconforto, interrompe e procura apoio adequado.

1. Nota os pontos de apoio do teu corpo

Senta-te confortavelmente e coloca os pés bem apoiados no chão. Nota o contacto dos pés, o apoio das pernas e da bacia na cadeira, as costas encostadas, se isso for confortável, e as mãos pousadas uma sobre a outra ou sobre as pernas.

Fica alguns instantes apenas a notar estas sensações: o corpo sentado, apoiado, sustentado.

Podes fazer algumas inspirações e expirações mais prolongadas, soltando suavemente a mandíbula, como quem suspira.

Por vezes, isto é suficiente para aterrar um pouco mais e regressar ao corpo e ao momento presente.

2. Experimenta uma posição de contenção

Leva a mão direita até à axila esquerda e coloca a mão esquerda sobre o braço direito, como se estivesses a envolver suavemente o teu próprio corpo.

Fica assim alguns instantes. Nota o batimento cardíaco, a respiração, o contacto das mãos, a fronteira do teu corpo.

Podes fazer um pequeno balanço ou acariciar suavemente o braço, se isso te trouxer conforto. Depois, troca os lados.

É uma forma simples de oferecer ao corpo contacto, presença e contenção.

3. Faz força e solta

Quando sentires que estás num estado de maior tensão ou ativação, experimenta trazer os punhos à frente do corpo.

Fecha os punhos com alguma força, sem causar dor. Inspira, mantém a tensão durante alguns segundos e, ao expirar, solta.

Repete três ou quatro vezes, reparando na diferença entre tensão e relaxamento.

Este movimento pode ajudar-te a trazer alguma descarga para uma ação consciente, escolhida por ti.

O corpo sabe

O corpo é o nosso GPS a tempo inteiro: está sempre a apontar alguma coisa, mesmo quando a mente se perde.

Não significa que devamos interpretar cada sensação como uma mensagem profunda, nem que tudo aquilo que sentimos tenha uma origem emocional. Significa que podemos deixar de viver tão afastados do corpo e começar a escutá-lo com curiosidade, cuidado e respeito.

O corpo não é um inimigo que nos atrapalha. Não é uma máquina que deve aguentar tudo aquilo que lhe exigimos. Também não é uma fraqueza sentir ansiedade, tensão, cansaço ou medo. Muitas vezes, o corpo está apenas a tentar proteger-nos da melhor forma que aprendeu.

O corpo sabe. Talvez nem sempre saibamos imediatamente o que ele está a tentar dizer. Mas podemos aprender a parar, a sentir e a escutar. E, muitas vezes, é nesse instante que começa o caminho de volta a nós.


Rosa Pires é psicóloga e encontrou na escuta do corpo uma forma profunda de acompanhar pessoas de volta a si próprias. Com formação em análise bioenergética, mindfulness e Somatic Experiencing, trabalha a ligação entre corpo, emoções e sistema nervoso, ajudando a reconhecer sinais internos, restaurar segurança e cultivar uma relação mais consciente e compassiva consigo.