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Sabe como refrescar os seus animais de estimação no verão? Uma especialista explica

Beber água e não dar passeios demorados são apenas algumas das opções para ajudar a combater o calor. Mas há também alguns sinais a que deve estar atento.

Sede, transpiração e, às vezes, até mesmo tonturas. Estes são alguns dos sintomas que o calor em excesso pode provocar. É importante não estar ao sol nas horas de maior calor, colocar sempre protetor solar e beber água. Mas a verdade é que não somos os únicos a sofrer com o calor. Os nossos animais de estimação também passam por isso, e há formas de os ajudar a refrescar.

Os animais sofrem com o calor tal como nós, apesar de não o demonstrarem. A questão é que eles estão sujeitos ao calor de uma forma diferente. “A maioria das raças estão cobertas de pelo, o que dificulta a capacidade destes animais se manterem frescos. Para além disso, são mais baixos e mais vulneráveis ​​ao aumento da temperatura”, explica Yui Shapard, médica veterinária na clínica IndeVets em Nova Iorque, Estados Unidos, citada pela revista “Well+Good”.

Embora existam animais mais propícios ao calor do que outros, as formas de os refrescar são mais simples do que parecem. Nem sempre conseguimos perceber quando eles não se sentem bem, no entanto, há forma de saber quando estão com calor. “Os animais não transpiram e eliminam o calor ofegando”, explica Catarina Luz, fundadora e médica veterinária da Dog’s Wish. Logo, ao ver um cão ofegante nos dias quentes já sabe que provavelmente está com calor.

Então, mas afinal como é que podemos refrescar animais nos dias mais quentes? Antes de tudo, há uma regra que não deve ser quebrada: não deixe os seus animais dentro do carro. Mesmo que seja por alguns minutos e tudo pareça certo, é o tempo suficiente para um animal se sentir mal. Mais tarde, isso pode trazer problemas que podem ser fatais. É, por isso, preferível deixá-lo em casa, num ambiente confortável.

Seja para si, para o seu cão ou gato, é importante manter a sua casa fresca, assim irá garantir o bem-estar dentro de casa. Para além disso, pode optar por tapetes refrescantes que, com um gel em contacto com o corpo do animal, provocam uma sensação refrescante.

Relativamente ao pelo, podemos encurtá-lo, mas não é aconselhado rapar porque podemos estar a prejudicar a pele do nosso animal. “É importante reforçar que o pelo existe para proteger do frio e do calor, pois protege a pele. A questão é que rapar o pelo, torna a pele muito mais exposta ao calor e ao sol. Portanto, se tivermos mesmo de fazer uma tosquia devemos proteger a pele ou com protetor ou com uma T-shirt, isto se houver mesmo necessidade de rapar. Senão deve-se fazer um corte de verão, mas que não seja muito baixo, em que a pele não fique muito exposta”, acrescenta Catarina Luz.

Outra dica que pode parecer óbvia mas que, por vezes, pode cair em esquecimento: água. Como explica a médica veterinária, a água deve ser mudada várias vezes ao dia. Porquê? Precisamente para garantir que está sempre fresca, para que o seu animal se possa hidratar devidamente.

Quanto a passeios e exercício o melhor é fazê-los nas horas de menor calor — logo pela manhã ou ao final da tarde — e não demorar muito tempo. Caso os vá passear a meio da tarde e nas horas de calor extremo, certifique-se de que o passeio serve apenas para ele fazer as necessidades. Já os cães que precisam de estar no exterior, é altamente recomendado, segundo a especialista, que exista um local de sombra e água.

Por fim, mas não menos importante, há alguns sinais a que deve estar atento e que podem indicar insolação. Baba excessiva, respiração ofegante, fraqueza, vômitos, diarreia, tropeço, colapso ou até mesmo convulsões são alguns dos sintomas a que deve estar atento, segundo Yui Shapard. Nestes casos deve levar os animais para uma zona fresca e dar-lhe água à temperatura ambiente. Se o problema for grave, deve ligar imediatamente a um especialista ou ir a uma urgência com o seu animal de estimação.