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Gosta de plantas mas não tem tempo para cuidar delas? Saiba quais sobrevivem mais facilmente à falta de tempo (e atenção)

Há aspetos que temos de ter em consideração no momento de escolher uma planta e a levar para casa, saiba quais.

As plantas estão cada vez mais na moda e são atualmente vistas como uma das melhores peças de decoração, uma casa sem plantas é quase uma casa sem vida. Mas o problema está mesmo aí. Elas não são só uma peça de decoração e, tal como os restantes seres vivos, precisam de cuidados. Quando escolhemos uma planta temos de ter em consideração vários  fatores que vão muito além da sua beleza. E claro que as plantas artificiais não são para aqui chamadas.

Há que saber escolher tendo em conta o espaço onde as vamos colocar e o nosso estilo de vida, de modo a que não acabem por morrer. Estas duas premissas — o saber escolher e o saber cuidar — levaram à criação da “Generosa”, um projeto que se dedica à venda de plantas naturais e ao aconselhamento de todos os cuidados que cada uma das espécies necessita. Não podemos meter tudo no mesmo vaso e achar que regar com frequência ou colocá-las à luz é suficiente. Aliás, o “excesso de água” é, na maioria das vezes, a causa de morte das plantas. Quem o diz é Cristina, uma das fundadoras do projeto “Generosa”.

Tal como os humanos ou os animais, também as plantas precisam de atenção e, por isso, é essencial que cultivemos uma proximidade com elas e que as vejamos como seres vivos que se vão desenvolver, crescer e morrer, caso não sejam tratadas.

Ainda assim, há espécies que, devido à sua folhagem, à tolerância a várias intensidades de luz e à pouca necessidade de água, aguentam mais facilmente a falta de atenção e os cuidados que, sem querer, acabamos por descorar, muitas vezes por falta de tempo.

E é preciso frisar que, o cato, aquela planta que todos nós apelidamos de “fácil de manter”, ao contrário do que possa parecer, devido às suas características, pode facilmente morrer em espaços interiores. “Nós em interior temos muitas vezes humidades, tendemos a regar demais para a quantidade de luz que temos em casa e, portanto as pessoas que têm menos experiência podem facilmente matar”, esclarece Cristina à dobem. Por este motivo, a profissional aconselha plantas muito mais indicadas para ambientes interiores do que propriamente os catos.

Na opinião de Cristina, é essencial que se crie uma relação com as plantas e que as vamos introduzindo faseadamente dentro de casa em vez de comprarmos logo várias.

Saiba quais as que, devido às suas características, são ideais para os mais descuidados e para os que levam pela primeira vez este ser vivo para casa.

Espada-de-São-Jorge 

A Espada-de-São-Jorge é uma planta nativa das zonas tropicais da África Ocidental e tanto se adapta bem a um local com luz direta, indireta ou filtrada, como se aguenta num espaço mais escuro. É uma planta que não sobrevive ao excesso de água, permitindo assim que a rega não seja uma preocupação. Deve ser regado uma primeira vez e não voltar a fazê-lo até sentir que a terra está novamente seca.

Zamioculcas

Esta é uma espécie que cresce tipicamente em solos rochosos sob um clima onde longos períodos de seca são interrompidos por chuvas intensas.

Devido às suas características, é uma ótima opção para as divisões mais sombrias da casa ou para as zonas mais interiores que recebem pouca luz. Apesar de ser muito tolerante às condições mais escuras, aceita também a incidência de luz filtrada ou indireta.

Relativamente à rega, é uma planta muito fácil de manter, visto que os caules carnudos permitem-lhe armazenar água e utilizá-la à medida das suas necessidades. Mais uma vez, o problema neste caso é o excesso de rega que pode provocar o apodrecimento dos seus caules e raízes. Só deve voltar a ser regada quando a terra estiver seca.

Lírio-da-paz 

O Lírio-da-paz é também uma planta versátil em termos de necessidade de luz. Tanto fica florida num local bem iluminado, onde receba luz indireta ou filtrada, como sobrevive em zonas mais escuros.

Embora a terra possa estar regulamente húmida, é melhor deixá-la secar entre regas pois assim irá permitir que as raízes também respirem. Ao regar, é necessário garantir que se escorre todo o excesso de água.

A falta de cuidados é facilmente visível tendo em conta que começa lodo a perder a cor das folhas e as mesmas começam a cair, mas basta regar para que recupere facilmente. É a planta ideal para os mais esquecidos. Se estiver a apanhar demasiado sol, nota-se também através das folhas amarelas. Para que melhore, basta mudá-la de lugar.

Jibóia

É uma planta nativa de zonas tropicais do Sudeste Asiático e Pacífico ocidental onde cresce ao longo de enormes troncos de árvores. Tanto trepa como pende. Esta é, sem dúvida, a planta perfeita para pessoas muito ocupadas e para aqueles que se consideram assassinos de plantas e já mataram várias. Resiste a qualquer tipo de luz e precisa também que a terra seque entre regas.

Esta planta quase fala e, por isso, é fácil perceber as suas necessidades. A alteração da cor das folhas é uma reação às condições de luminosidade. As folhas mais verdes são sinal de que pode querer um pouco mais de luz, as amarelas ou acinzentadas indicam uma exposição excessiva à luz. Manchas pretas nas folhas revelam excesso de água e margens secas e castanhas significam falta dela.

Filodendro 

Tal como a anterior, o Filodendro trepa facilmente e por isso é ideal para criar efeitos de plantas suspensas e trepadeiras. Adapta-se melhor a locais com sol indireto ou filtrado e tolera também zonas mais escuras. Tal como as anteriores, não resiste a muita água visto que as raízes podem apodrecer. A dica é deixar escorrer o excesso de água depois de cada rega. No inverno, é essencial esperar que a terra à superfície do vaso seque entre cada rega.