presentes de aniversário

I Am Isabel Silva

Os presentes de aniversário têm um significado especial para mim. Vou contar-vos porquê

O propósito do presente não pode nascer da data festiva, mas sim da vontade e do amor que temos pelo outro.

Recordo-me quando era mais nova receber os presentes de aniversário representava, para lá da festa que a minha mãe organizava lá em casa com os meus amigos, um dos momentos mais excitantes do dia. Adorava “descascar”. Rasgava os embrulhos com uma adrenalina e alegria tal que os meus olhos pareciam não ver mais nada à frente. 

Na verdade, acho que este momento em que desembrulhava chegava a a ser melhor que ver e apreciar o presente em si. E hoje, quando ofereço um presente aos meus primos mais novos, filhos dos meus primos direitos, reparo que eles têm exatamente as mesmas reações que eu tinha quando era miúda. É da idade. Está tudo certo.

Mas a realidade é que, à medida que os anos avançam, começamos a valorizar outro tipo de presentes.

Confesso que nunca gostei de ser obrigada a dar um presentes de aniversário, da mesma forma que odeio quando me oferece algo “só porque sim”. Porque é Natal e tem de se dar alguma coisa ou porque é a data do aniversário. Está tudo errado. 

Esta é a minha visão: devemos oferecer um presente se assim o entendermos, se tivermos algo específico para dar, que vai acrescentar valor e, sobretudo, devemos dar quando sentimos que é o momento. Imaginem que o momento para receber ou dar um presente não calha com ser a uma data festiva. E agora?

Por alma de quem é que tenho de ceder ao que está instituído na nossa sociedade se a minha consciência diz o contrário?!

Os presentes devem ser dados com o coração e no momento em que sentirmos que devem ser dados. 

E devem ser pensados para aquela pessoa. O propósito do presente não pode nascer da data festiva, mas sim da vontade e amor que temos pelo outro.

Tudo isto para vos dizer que gosto de receber presentes. Quem não gosta? Mas gosto de receber presentes quando sinto que houve um investimento de tempo da parte de quem os deu. E nestes meus 34 anos, recebi presentes de aniversário muito bonitos, a começar pelo meu lindo bolo do Alecrim, mas todos com muito valor emocional e que vão ao encontro do que preciso no dia a dia.

Ninguém me perguntou nada. Da mesma forma que eu nunca estou à espera de receber porque, felizmente, não preciso de nada. O que preciso sempre dos que me querem bem é amor, que estejam comigo e que gostem da minha companhia. Tudo o resto não é essencial.

Porém, entusiasmo não me faltou quando recebi estes presentes que vos vou mostrar:

Tapete de Yoga

Este tapete em cortiça foi um presente do meu primo Daniel. O projeto Yoga em Cortiça é dele. Mas não é só por isso que é especial. O facto de ser em cortiça representa a minha ligação e da minha família e à cortiça.

A localidade de Santa Maria de Lamas é conhecida pela produção de rolhas naturais. Os meus avós, tios e pais vivem desta fabulosa indústria e, por isso, toda a minha infância e dos meus primos foi passada à volta desta matéria-prima. 

Disse-me o primo Daniel: “Sempre me senti ligado à cortiça. Adorava o cheiro da fábrica do avô. Em 2000 comecei o percurso de formação de yoga e fiquei contente quando descobri uma forma de ligar a nossa herança familiar ao yoga.”

O tapete que uso cá em casa

Eu e o Daniel somos a terceira geração da família com ligações à cortiça – depois do nosso avô Ramiro, dos meus pais e dos dele —  mas é também curioso que temos na nossa genealogia um trisavô e uma trisavó que foram produtores de rolha entre 1870 e 1949. Estamos ligados a tudo isto desde o século XIX.

A verdade é esta: agora até dá mais gosto alongar aqui em casa. 

No site do Yoga em Cortiça podem encontrar mais acessórios ligados ao yoga. Também os podem seguir pelo Instagram. 

Como presente extra, o meu primo criou um código de desconto de 10% para os meus seguidores. Se quiserem comprar um tapete como o meu ou qualquer um dos outros produtos, usem o meu código ISABELSILVA e este é o link direto para o desconto:

O colar da minha Avó Cecília

Não tive o abraço do avô Ramiro e da Avó Cecília. Mas vi-os e falei com eles, sempre à distância, e só isso já valeu. Mas minha avó quis oferecer-me mais uma das suas jóias. “És a minha única neta e, por isso, quero que sejas tu a usar aquilo que tem uma história especial para mim.”

Este colar era uma pulseira. Foi um presente do meu avó no dia em que celebraram 50 anos de casados. Fizeram um autêntico casamento nesse dia e ainda me recordo de tudo: da bonita celebração na igreja e da festa, numa quinta em Santa Maria de Lamas. Na altura não reparei no pulso da avó Cecília. 

O presente dos meus queridos avós

Hoje, esta pulseira é um colar de pérolas com uma bonita esmeralda. Obrigada, queridos avós. 

O brinco do meu primo João Pedro

O João Pedro é irmão do Daniel, outro primo do meu coração. Podíamos ser irmãos. O João é joalheiro e sempre adorou trabalhar pedras naturais. 

É muito talentoso e, ainda por cima, temos os mesmos gostos, de maneira que recebo sempre presentes de aniversário feitos por ele, e sou uma sortuda por receber estas peças únicas.

Este brinco brilha sozinho

Este ano ofereceu-me não um par mas um único brinco. Porque é assim que ele vive: brilha sozinho. Este é feito em prata e com pena.

Se quiserem conhecer o trabalho do meu primo, basta acederem á pagina do instagram gecko.82.

A máscara feita pela Tia Umbelina 

A irmã do meu pai, a tia Umbelina sempre foi dada aos trabalhos manuais. Adora. Para além disso, sempre teve uma veia criativa. 

Na altura do Estado de Emergência decidiu dedicar o tempos livres a fazer máscaras comunitárias. E neste paninho para além das máscaras, estão três filtros. 

A máscara vem com três filtros

Tudo foi pensado neste que foi um dos meus presentes de aniversário preferidos – desde o desenho, muito semelhante aos meus lábios, até ao paninho com o símbolo do vírus. 

O presente da minha tia foi simbólico, até porque, na verdade, esta máscara que ela fez para mim não tem a certificação do CITEVE, que valida quando as máscaras são totalmente seguras e nos protegem contra o vírus da COVID-19. Mas não deixou de ser um gesto especial.

O cabaz da Maria Granel

Diz na caixa: “Querida Bélinha, um miminho nosso inspirado nas tuas receitas maravilhosas num dia especial.”

Verdade.

O lindo cabaz que me enviou a Eunice

Na Maria Granel, que tem lojas em Alvalade e em Campo de Ourique e também uma loja online, onde podem fazer encomendas, encontro tudo aquilo que valorizo na minha alimentação diária: leguminosas, cereais, frutos secos, sementes, especiarias.

Os alimentos são poderosos. O nosso melhor combustível. E, sem dúvida, que o meu melhor combustível estas em lojas como estas da Maria Granel.