the body shop

Lifestyle

Uma estação de refill e uma zona de ativismo. O novo conceito sustentável da The Body Shop

Plástico reciclado, uma zona para encher garrafas de água e peças de cerâmica são outras das novidades deste novo espaço da marca britânica, o primeiro em Portugal com este conceito.

DOBEM.
leia este artigo em: 10 mins

Depois de duas semanas de trabalho intenso, no dia 19 de abril, data em que foi possível voltar a abrir as lojas dos centros comerciais todo o País, uma das lojas do piso 0 do Colombo estava diferente. O nome, esse continuava o mesmo, mas com um novo conceito. É que esta é a primeira loja da The Body Shop em Portugal e segunda na Península Ibérica com um conceito totalmente sustentável, onde nenhum pormenor ficou ao acaso.

Foi essa mesma loja que fomos conhecer na tarde de quinta-feira, 29 de abril. Faltavam poucos minutos para as 14 horas quando chegámos ao Colombo, onde não entrávamos há alguns meses. As filas, apesar de curtas, existiam em algumas lojas, especialmente as mais pequenas onde as limitações impostas pela COVID-19 obrigam a que as lotações sejam mais pequenas. E foi precisamente por essas limitações que tivemos apenas uma hora para conhecer este novo conceito de loja sustentável da The Body Shop.

A loja, que antes era como tantas outras espalhadas pelo País, é agora a segunda da Península Ibérica a estrear um conceito totalmente sustentável, ecológico e que também tem uma vertente ativista, mas já lá vamos.

Uma das primeiras coisas que encontramos ao entrar nesta nova loja da The Body Shop é uma mesa onde estão alguns dos produtos mais vendidos da marca. Neste dia, e em antecipação ao Dia da Mãe que se viria a celebrar apenas alguns dias depois, a mesa estava recheada com opções de coffrets com gel de banho, manteigas de corpo, entre outros produtos. Mas o mais curioso é a origem daquela mesa que, à primeira vista, parece diferente de todas as outras bancadas das lojas da The Body Shop.

“Esta mesa é feita com madeiras que foram usadas para construção, e até os pés foram aproveitados”, conta-nos Constança Firmino, relações públicas da marca em Portugal. “Quisemos aproveitar tudo o que fosse possível, e esta mesa foi uma das coisas que ficou. É uma forma de evitarmos que os materiais acabem em aterros.”

A sustentabilidade e a preocupação com o ambiente está mais presente do que nunca para a marca britânica, que conta já com 45 anos de história. No novo espaço do Colombo, e além da mesa com madeira reciclada, há vários outros elementos que mostram essa mesma preocupação. Ainda na entrada, e mesmo ao lado da primeira mesa, há uma zona onde estão expostas as diferentes manteigas de corpo, um dos produtos mais vendidos da The Body Shop. Poderia ser apenas isso, mas a realidade é que, por baixo do expositor, existem várias torneiras de água onde pode encher a sua garrafa sempre que tiver sede evitando, assim, comprar garrafas de plástico.

Continuando a explorar o espaço, há uma zona que não passa despercebida e que gera curiosidade a todos os que entram na loja pela primeira vez: a estação de refill. “É uma das novidades deste ano nas lojas The Body Shop, e está disponível em vários espaços no País”, confirma Constança Firmino à dobem. A ideia é simples: basta comprar o frasco feito em alumínio, encher com uma das 12 referências de produtos disponíveis e, quando o produto terminar, voltar a encher.

Entre as várias opções de produtos refill estão disponíveis alguns dos best sellers da marca, como o creme de corpo de leite de amêndoa e mel, o gel de banho de morango ou o champô de gengibre. A curiosidade por esta estação foi tal que, em menos de duas semanas, duas das referências já tinham esgotado, “mas vão ser respostas em breve”, assegurou a RP.

Do plástico reciclado à cerâmica

O conceito sustentável e ecológico toma várias formas nesta nova loja da The Body Shop. É que, avançando um pouco pelo espaço, encontramos algumas bancadas feitas com um material diferente do habitual. É neste momento que Constança Firmino nos para para explicar que são feitas com pedaços de plástico reciclado e nos mostra um pedaço desse mesmo material, bem mais leve do que seria de esperar, e que mistura várias cores dos vários pedaços de plástico que foram reciclados para conseguir chegar ao resultado final.

Nessas mesmas bancadas, e perto de alguns dos produtos de maquilhagem da marca, entre eles o primer Instablur (17€), com uma fórmula totalmente vegan, ou os pincéis de cerdas sintéticas, encontramos algumas peças de cerâmica com diversos formatos. Estas cerâmicas, diz-nos Constança, foram criadas por uma artista britânica, e que assumem o formato do corpo de uma mulher, o que vem reforçar um dos conceitos que também está bastante presente no ADN da marca: o do ativismo.

Um espaço dedicado ao ativismo — e ao amor-próprio

Mais do que ser apenas um conceito sustentável, a nova loja da The Body Shop tem também como objetivo incentivar ao ativismo. Seja para ajudar o planeta ou espalhar uma mensagem positiva no mundo, a parede dedicada ao ativismo, que fica mesmo ao lado da zona de caixas, tem espaço para tudo.

O ativismo sempre esteve presente na identidade da The Body Shop que, recentemente, lançou o “Movimento Self-love”, uma campanha focada apenas no amor próprio e que surge após a partilha do estudo The Body Shop Global Self Love Index, que concluiu que uma em cada duas mulheres sente mais insegurança em relação a si própria do que amor-próprio. A campanha tem como principal intuito promover o amor-próprio e o aumento da autoestima e é apoiado pela atriz e ativista Jameela Jamil e por Sara Kubric, mais conhecida como The Millennial Therapist.

Em Portugal, o movimento está a ser divulgado através das redes sociais com o apoio de três influenciares digitais: Kiko is Hot, Sandra Baldé e Joana Barrios. Além disso, foi ainda lançado um podcast com o mesmo nome moderado por Constança Firmino, e que contará com a presença dos três influenciadores, entre outros convidados. O programa está disponível através do Spotify.

Conheça mais pormenores deste novo conceito de loja da The Body Shop na fotogaleria.

FOTOGRAFIA
Rita Almeida