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Dos clássicos aos alternativos, 8 filmes de Natal para ver nesta época

De "Sozinho em Casa" a "Klaus", sem esquecer a "Música no Coração", toda a gente tem um filme que já se tornou em tradição. Estes são os nossos favoritos.

Natal não é Natal sem uma boa sessão de cinema. Mas não estamos a falar de uma sessão cinema qualquer, porque se há coisa que toda a gente sabe é que existem filmes de Natal que toda a gente vê. Todas as famílias têm os seus de eleição que vêm todos os anos, mesmo que já saibam todas as falas de cor e sejam capazes de dizer exatamente o que vai acontecer na cena seguinte.

Entre estes filmes de Natal há os clássicos, como “Sozinho em Casa” ou “Grinch“, aqueles que nem toda a gente conhece, como “Klaus“, uma produção espanhola da Netflix, e até mesmo aqueles que, apesar de nada terem a ver com esta época, toda a gente vê. Falamos, por exemplo, de “Titanic“, “Harry Potter” ou “Música no Coração“, que todos os anos acabam sempre por ser transmitidos em algum canal, mesmo que seja nos de cabo. E, mesmo que isso não aconteça, estão disponíveis em algum serviço de streaming.

Na nossa equipa, cada um tem o seu filme de eleição, e desde os clássicos até aos mais alternativos, há sempre algum filme de Natal para ver depois do jantar e enquanto se espera pela hora de abrir os presentes. Nesta véspera de Natal, partilhamos os filmes que cada um de nós vê nesta época e, se lhe faltar inspiração e não souber ao certo o que ver, o que não faltam aqui são ideias.

Depois disto, é pegar num prato de fatias douradas, filhós ou sonhos — saudáveis, de preferência! — e aproveitar os bons momentos em família. É o que vamos fazer.

Rafaela Simões — “Frozen”

Depois de ver mais de uma dezena de vezes o filme “Frozen“, continuo com uma extrema vontade de ser eu a tomar a iniciativa de dizer ao Olaf que não pode aproximar-se do calor. Contudo, foi essa mesma inocência e bom coração que manteve Anna viva durante mais uns minutos.

Este é um clássico de Natal que não me importo de ver repetido, sempre debaixo das mantas. É o filme de conforto que diz que estão prestes a serem colocadas as rabanadas na mesa de doces (sim, lá em casa há uma mesa só de doces) e que a família vai estar reunida com ou sem filmes, mas definitivamente sem correrias do dia a dia, um bom par de horas. Se for a cantar “Já passou, Já passou. Não vivo mais com temor”, ainda melhor.

“Frozen” está disponível na Disney+.

Beatriz Duarte — “Titanic”

Titanic” é sinónimo de tradição, de família e, claro, de Natal, que é, para mim, a melhor altura do ano. 

É aquele momento sagrado em que se consegue reunir todos os elementos da família num ecrã e ficamos religiosamente agarrados à história de amor, mas também de coragem e bravura do Jack e da Rose, do início ao fim. É uma obra de arte que nos cativa pela escolha das personagens, as músicas e, claro, o romance.

O filme é lançado em 1998, ano em que nasci, e é por isso que é tão importante para mim, porque cresci a ver este filme, que me acompanhou em diversas fases da minha vida.

Ah, e claro, preparem os lenços de papel, porque é impossível segurar as lágrimas! E sim, eu acredito que o Jack cabia na porta, está bem?

Mariana Carriço — “Rei Leão”

O Natal é aquela altura do ano sagrada em que conseguimos estar todos os juntos à volta de uma lareira e, neste caso, também da televisão. Assistir a filmes de Natal é um programa que se repete ano após ano, mas, no meu caso, não costumam ir ao encontro da temática.

O “Rei Leão” é o filme que nunca pode faltar no nosso programa natalício. Vejo-o desde pequena e a verdade é que este deixa sempre toda a gente rendida. Passámos da versão de desenho animado para a real, mas a história mantém-se e ouvir aquelas músicas é sempre inesquecível.

O filme está disponível na Disney+.

Rita Almeida — “Klaus”

Aconselho sempre toda a gente a ver este filme, aliás, acho mesmo que é um must watch, daqueles obrigatórios que quase todos devíamos ver, nem que fosse só uma vez. É uma lufada de ar fresco na já desgastada história da Natal.

Não querendo dar spoilers nem estragar a magia do filme, porque quero que todos desfrutem dele tal como eu, o filme mostra de uma forma bastante criativa e fora de caixa toda as características associadas às velhas lendas do Pai Natal. Mostra basicamente o lado humano desta figura. Faz-nos quase sentir como se voltássemos a ser crianças, porque nos responde a muitas dúvidas que tínhamos quando acreditávamos no Pai Natal.

Um pequeno detalhe que também gostava de partilhar, que me chama muito à atenção — talvez por ser designer e trabalhar na área das artes —, e que pode também fazer sentido para muitos de vocês. Os estúdios que estiveram responsáveis pela produção deste filme optaram por animar tudo em 2D mas, se forem a ver, vão achar que é 3D. Mas não, não é. Aquilo é 2D a fazer parecer que é 3D, é um filme com um trabalho muito maior, porque é tudo desenhado frame a frame, e só isso também acaba por ter o seu fascínio. Por isso, se não viram, aproveitem este Natal para verem o “Klaus” na Netflix.

Joana Costa Pereira — “Música no Coração”

O “Música no Coração” sempre foi um filme que vimos em família desde que era miúda. Vi-o vezes sem conta, porque, como era um filme com música e dança, duas coisas que adorava, via-o muitas vezes, ao ponto de às tantas já saber de cor as músicas e as coreografias.

O facto de ser miúda também ajudava a que me identificasse com as miúdas, as filhas do von Trapp, e como tenho muitos primos, isso se calhar também contribuiu para quem me identificasse, porque só do lado do meu pai somos oito, eles eram sete, portanto também havia esse paralelismo.

Além disso, é um filme muito familiar. No fundo, acho engraçado ver a transformação pela qual aquela família passa por causa da Maria. Eles viviam num ambiente mais distante e frio e assiste-se a uma transformação com a chegada dela que, no fundo, os vem aproximar quebrando algumas regras, e acaba por tornar a vida deles mais feliz e mais viva, também.

Lembro-me também de que há uma parte em que eles cantam “auf Wiedersehen, Goodbye”, e como, quando era miúda, comecei a aprender alemão, achava graça a essa parte por eles falarem alemão.

É um filme ao qual volto com facilidade, mesmo já sendo mais velha, e tenho algumas memórias relacionadas com ele. Uma vez fui a Salzburgo na Áustria, quando estive a fazer Erasmus, e lembro-me de que algumas pessoas com quem estava do meu grupo não conheciam o filme nem a história, o que achei um pouco estranho. Até porque, na realidade, sendo baseado numa história verídica ainda me fascina mais, e talvez seja por isso que todos os anos volto a este filme.

Pode ver o filme na Disney+.

Ana Gordo — “Harry Potter”

Falem-me do “Frozen”, do especial de Natal de “Shrek”, de “Música no Coração” ou de “Sozinho em Casa”, mas eu vou sempre defender que não há Natal sem ver a saga de “Harry Potter“. Vá, talvez não os filmes todos porque há toda uma panóplia de coisas para preparar nestes dois dias, mas pelo menos os dois ou três primeiros filmes da saga acabo sempre por ver.

Há sempre algum canal que acaba por transmitir a saga, além dos outros filmes de Natal, mesmo que seja apenas no cabo. Nunca falha, é como o “Sozinho em Casa”, tem sempre de dar em algum lado porque, sem estes filmes, não é exatamente Natal. Mas, se tudo falhar — e pelos vistos este ano parece que só querem transmitir a prequela “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”, há sempre a opção de ver os filmes na Netflix ou HBO.

E o que é que “Harry Potter” tem a ver com Natal? Não sei explicar, até porque há apenas pequenas referências a esta época festiva nos filmes, e nem sequer é em todos, mas há algo que me faz voltar sempre a eles. Da mesma forma que, todos os anos, o meu namorado sente uma vontade inexplicável de voltar a ver todas as temporadas de “Sopranos” nesta altura do ano. Há coisas que não se explicam porque, na realidade, já são tradições.

Isabel Silva — “Sozinho em Casa”

O “Sozinho em Casa” é o meu filme de Natal preferido. Tem todos os ingredientes necessários para ser inesquecível: a época, que é o Natal, uma família grande e unida, um miúdo lindo e reguila mas que se revela muito corajoso e o espírito de união e amor de uma família e o amor de mãe.

No meio de tudo isto, tem a magia do natal e uma boa dose de humor à mistura. Nunca mais me vou esquecer do momento em que o Kevin, depois de deixar a casa artilhada para receber os ladrões, está a comer o seu esparguete com tomate e a beber um copo de leite. Posso dizer-vos que, por causa deste filme, quando era miúda, passei muito tempo a beber leite a todas as refeições, até ao almoço e ao jantar.

É por isto que, certamente, este vai ser o filme que vou voltar a ver este Natal junto da minha família, quando todos estivermos em casa em frente à nossa lareira, à espera que chegue a hora de abrir os presentes.

Todos os filmes estão disponíveis na Disney+.

Hugo Nogueira — “O Amor Acontece”

Eu adoro este filme. Primeiro, porque sempre que penso nele fico com a música na cabeça. “I fell it in my fingers, I feel it in my toes” [inserir a minha voz, que não sei cantar, aqui]. Depois, porque adorava o papel da Lúcia Moniz, a cena épica de voarem as folhas do Colin Firth e ela atirar-se para a água. Acho que ela dizia qualquer asneira, um clássico português.

Gosto mesmo muito deste filme. E, agora, acho que ainda gosto mais do que quando era miúdo porque, como vivi algum tempo em Londres, ver aquelas cenas traz-me recordações do tempo que lá passei. Acho que é mesmo um filme bem disposto e é, para mim, um daqueles clássicos que não pode faltar do Natal.

Mas também gosto de outros filmes de Natal, como o “Sozinho em Casa”, que é um clássico, e acho estranho quando alguém me diz que nunca viu. Ás tantas, também já o conheço de cor, mas sinto que se tornou num filme menos óbvio, pelo menos, para mim. Eu adoro o filme, já vi todos, gosto principalmente por ser em Nova Iorque, adoro a amizade dele com a senhora das pombas, que ele começa por ter medo mas que depois é muito querida com ele, mas não é o meu de eleição no Natal.

Também gosto muito do “Grinch“, desde miúdo. Há pessoas que não gostam, mas eu adoro. Acho que ele é um monstro fofinho que come garrafas de vidro.

Mas se tivesse mesmo de escolher um, seria mesmo “O Amor Acontece“. E é certamente este que vou voltar a ver este Natal. Vai dar na SIC à uma da madrugada de dia 24 para 25 de dezembro, mas também se pode ver na Netflix ou na HBO, onde chega a 25 de dezembro.