esfoliação capilar

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Devemos ou não fazer esfoliação capilar? Duas especialistas esclarecem

A esfoliação capilar é um processo cada vez mais utilizado e que ajuda na manutenção e higienização do cabelo. Mas será que o deve fazer sem indicação?

Tratar do nosso cabelo deveria ser uma preocupação tão regular como tratar da pele, e é nesse sentido que quando falamos de cuidados com o cabelo falamos também de esfoliação capilar. Para quem desconhece o conceito, é exatamente o mesmo do que esfoliar o rosto ou qualquer outra parte na pele, mas aplica-se ao couro cabeludo.

Contudo, este é um tratamento que não é indicado para todas as pessoas e que deve ser feito apenas após indicação de um especialista, tal como indicam à dobem. uma dermatologista e uma cabeleireira. Isto porque, garantem, a utilização indevida de esfoliantes capilares pode causar mais danos do que benefícios.

Anabela Pereira, fundadora do salão Manubela Cabeleireiros e CEO da academia Anabela Pereira, começa por explicar que a esfoliação capilar passa por um tratamento, cada vez mais utilizado na área dos cuidados de cabelo. Esta técnica consiste na manutenção e higienização do cabelo e do couro cabeludo, que passa por uma espécie de “detox capilar” que permite uma limpeza mais profunda.

“O nosso fio de cabelo e couro cabeludo pode acumular caspas, seborreias e sujidades através das nossas mãos, do sol ou do vento, e quando nós vamos atuar a nível de esfoliação capilar, vamos fazer com que exista uma limpeza mais profunda e uma desintoxicação do couro cabeludo“, explica a especialista. “Isto fará com que o couro cabeludo possa ficar mais limpo, o fio de cabelo ficar também ele mais limpo para que depois, num futuro próximo, não existam processos inflamatórios derivados de todos esses fatores.”

Contudo, importa esclarecer que a esfoliação e a regularidade com que a devemos fazer depende de muitos fatores. “Cada cabelo é um cabelo, e cada caso é um caso“, acrescenta a cabeleireira. “Depende da tipologia e do problema que exista a nível capilar. Por norma, as esfoliações, qualquer pessoa as devia fazer, mas onde pode ser mais indicado esse tipo de tratamento é, por exemplo, num couro cabeludo que seja extremamente oleoso, num couro cabeludo que tenha alguma queda, ou seborreia, para que consigamos desobstruir esse problema.”

Susana Vilaça, dermatologista e coordenadora da unidade de Dermatologia do Hospital Lusíadas do Porto, explica à dobem. que em casos em que o couro cabeludo seja mais sensível, não é recomendado o uso de esfoliantes uma vez que pode vir a agredir ainda mais, sendo a limpeza regular suficiente. Contudo, o mesmo não se verifica relativamente a algumas patologias.

“No caso da dermatite seborreica ou mesmo da caspa, a esfoliação — ou alguns produtos mesmos nós em consultório prescrevemos —, pode ser indicada para o couro cabeludo”, diz a dermatologista. “A esfoliação não deve ser feita de forma regular porque, muitas vezes, induz irritações localizadas. Ou seja, depende sempre do tipo de couro cabeludo e da patologia que temos em que uma esfoliação temporária pode fazer sentido e até ser recomendada”, afirma a especialista.

Anabela Pereira acrescenta que pode haver situações em que a esfoliação deva ser feita com mais frequência, algo que só poderá ser recomendado através de um diagnóstico capilar. “Não pode ser algo que a pessoa pense em fazer sozinha. Às vezes, é demasiado nocivo e pode criar danos porque a pessoa está a usar sem saber o que está  a usar e, se calhar, nem o deve usar nessa altura”, explica.

Para ambas as especialistas, a regra número um é consultar um especialista antes de utilizar qualquer produto que pode vir a provocar irritações, se indevidamente aplicado.