cabelos brancos

Lifestyle

Finalmente, encontrei a minha tinta de cabelo preferida

A busca incessante por uma solução para os meus cabelos brancos terminou. Encontrei a minha marca preferida. Não lhe suga a vitalidade e deixa-o lindo e sedoso.

Fui atingida pelo flagelo bem cedo: tinha 17 anos quando começaram a aparecer os meus primeiros cabelos brancos. Eram poucos, mas insuportavelmente rebeldes: daqueles fortíssimos, exibicionistas, proeminentes. Incontroláveis. Portanto, sim, desde nova me habituei a ter pessoas a olhar para a minha cabeça, intrigadíssimas, tentando fazer match entre os ditos e a minha cara de adolescente. Também aconteceu ser só paranóia. 

Adiante. Nunca sofri qualquer tipo de complexo, vivia muito bem com eles. Por isso, fui deixando a coisa andar. Afeiçoei-me aos meus novos amigos, nutri-os com amor, dei-lhes atenção. Tudo bem que, de quando em vez, os começava a arrancar — não que os odiasse, mas eles punham-se mesmo a jeito. Depois ficava com medo porque diz o mito que, por cada um arrancado, nascem sete. Talvez tenha sido esse o problema. Mas, enfim, isso são outros quinhentos. O que interessa aqui é: eles tinham vindo para ficar.

Os anos passaram, eles multiplicaram-se e, às tantas, já com 26 anos, deitei a toalha ao chão: pela primeira vez na minha vida, ia pintar o cabelo. Nada contra quem assume os brancos, até lhes tenho alguma inveja, porque tratar do cabelo é mais uma tarefa com que lidar. Mas sentia que ainda não era o momento. Sentia que os malandros me davam um ar mais pesado, por mais que os meus amigos alegassem o contrário: “Dão-te charme”, diziam. E eu pensava: “charme” tem o George Clooney e ele tem para lá de 60 anos. Não obrigada. 

Mas fui sempre a medo. É que parte do amor que tinha pelos meus cabelos brancos nascia do pavor que tenho a tintas e, pior, a cabelos secos, sem vitalidade, quase como que erguendo um cartaz a dizer: “Foram os químicos da tinta que me fizeram isso”. É por isso que, até hoje, com 30 anos, já com raízes que, de tão brancas, até a mim me continuam a espantar, mantenho o hábito de espaçar o máximo de tempo possível cada coloração. Como, aliás, podem ver nesta fotografia.

Numa primeira fase, pintei sempre em cabeleireiros e nunca com tintas compradas em supermercado e farmácia. Até que, começou a ser insustentável para a carteira, porque nisto dos especialistas em corte, eu tenho um gosto exigente e dispendioso. 

Experimentei várias marcas e há poucos meses encontrei a que mais me impressionou. Quero, neste momento, frisar que este artigo é editorial e que não foi encomendado por ninguém. Considero-o uma forma de serviço público, pensando em todas as pessoas que, como eu, têm gostos de cabeleireiro dispendiosos. Pessoas que, como eu, têm pavor a cabelos ressequidos pela tinta. 

Apliquei a coloração da Lazartigue pela primeira vez este verão. Pedi ajuda à minha mãe, porque nisto das pinturas sou um completo e estrondoso desastre. Palavra. Só experimentei pintar sozinha uma vez e correu mal: tinta na parede, tinta no espelho da casa de banho, tinta na testa, tinta em todo o lado, exceto, claro, nos meus cabelos brancos.

Vamos a pormenores. O La Couleur Absolue, da Coloração Permanente Lazartigue (há mais produtos), não tem amoníaco, utiliza uma fórmula vegan, com extratos botânicos. Tem entre 82 a 85% de ingredientes de origem natural, sendo rico em leite de arroz, óleo de arroz e contendo extratos botânicos. Tem ainda óleo rainha-dos-prados, que segundo a marca, protege e nutre a fibra capilar.

A embalagem é muito completa e tem tudo o que é necessário — incluindo o sérum profissional pré-coloração, para utilizar antes de iniciarem todo o processo. Além das luvas, escondidas no folheto de instruções de utilização, tem o tubo de creme de coloração e o creme de cuidado profissional. Estes dois devem ser misturados, ficando contidos na tal bisnaga, que torna a aplicação bastante mais prática. No final, basta enxaguar e aplicar a máscara nutritiva, que deixa o cabelo sedoso e forte, estilo acabado de sair do cabeleireiro. É uma ótima sensação.

Melhor, melhor é terem por perto o champô e condicionador colour protect: deixam o cabelo ótimo, protegido, saudável. 

Juro: desde que experimentei, prefiro manter os cabelos brancos a utilizar outros produtos. Só para perceberem a qualidade desta fórmula, já de cabelo pintado e lavado, a minha mãe tocou no meu cabelo e exclamou: “Esta tinta é muito [com muito ênfase no “u”] boa”. E olhem que ela é do mais exigente que há. 

É mesmo muito boa. O cabelo fica sedoso, com uma cor absolutamente natural (outro fator crucial) e com um aspeto muitíssimo saudável. Todos os brancos ficam cobertos, dependendo, obviamente, da destreza de quem pinta. Desta vez foi a minha irmã.

Há nove cores disponíveis. Custa 15€ e está disponível em farmácias e online. O valor pode parecer puxadote em relação a outros produtos que encontramos mas, acreditem, vale cada cêntimo.

É como ir ao cabeleireiro, sem sair de casa. É pintar o cabelo, sem que, a longo prazo, se verifique aquele furto flagrante de vitalidade. É o melhor compromisso entre preço e qualidade.

Experimentem e digam-me depois se não tenho razão.