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Disney +. Os clássicos da Disney que queremos rever na nova plataforma de streaming

São mais de 600 filmes e 100 séries e o desafio vai ser escolher por onde começar. Estas são as escolhas da nossa equipa.

DOBEM.
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A partir desta terça-feira, 15 de setembro, e depois de vários meses de espera, a Disney + começa a operar em Portugal. Com um catálogo com clássicos da Disney, projetos da Pixar, conteúdos Marvel, National Geographic e de Star Wars, há opções para ver em família, com os amigos, ou até numa aqueles domingos à tarde em que a vontade de rever um clássico como “A Bela e o Monstro” ou “O Corcunda de Notre Dame” forem mais fortes.

O serviço, garante-nos o Fábio Martins da “MAGG“, vai ter disponíveis mais de 600 filmes e 100 séries e, entre eles, estão estes títulos, assim como todos os outros clássicos que vimos vezes e vezes sem conta na nossa infância. Nessa altura, e quando ainda estávamos longe de saber o que queria dizer a palavra “streaming”, ainda víamos tudo em cassetes VHS e tínhamos de esperar que as fitas voltassem ao início para podermos voltar a ver os filmes. E quando as fitas encravavam ou os irmãos mais novos arranjavam forma de as arrancas das cassetes? É melhor nem falar nisso.

Somos uma equipa que guarda boas memórias dos clássicos da Disney, e agora que o serviço chegou a Portugal, estamos prontos para passar as próximas horas de almoço em frente ao sofá a rever alguns desses mesmos filmes. O entusiasmo é tal que desde o início da tarde desta terça-feira que não paramos de ouvir algumas das bandas sonoras e percebemos que sabemos de cor (quase) todas as letras.

Com este entusiasmo em mente, partilhamos os filmes que queremos rever na Disney + e algumas das melhores memórias que guardamos destes filmes, que tanto significam para nós. Se depois de ler ficar com vontade de rever algum destes filmes, pode fazê-lo através da Disney + que custa 6,99€ por mês ou 69,99€ por ano.

Ana Gordo

Tenho dentro de mim várias personagens da Disney. Sou Timon, por ter o tamanho equivalente ao de um suricata, Dory porque me esqueço das coisas a cada cinco minutos (mas fui capaz de decorar que a morada onde o Nemo estava era P. Sherman 42, Wallaby Way, Sidney), mas também um pouco (muito) de Zangado de “A Branca de Neve e os Sete Anões“, porque estou sempre a reclamar com tudo. No meio de todas estas personagens, uma delas faz parte do filme que vou ver, e rever e voltar a ver, seja na sua versão original ou live action.

O Rei Leão” estreou em 1992, ano em que nasci, e foi talvez o filme que vi mais vezes em criança. Tinha medo das hienas, e chorava quando elas apareciam. Pedia à minha tia, que passava os dias comigo a ver o mesmo filme vezes sem conta, para andar com a cassete para a frente sempre que elas apareciam (sim, sou desse tempo do VHS, em que não era só carregar num botão, tínhamos de esperar que a fita rodasse).

A minha tia, se ler este texto, vai dizer que o pior talvez tenha sido o dia em que pedi para ver o “Dumbo” dez vezes seguidas, mas só me consigo lembrar das hienas (desculpa, tia). Não dou a melhor explicação do que é Hakuna Matata, mas sou capaz de começar a cantar se puxarem por mim, sei de cor a música do Hula do Timon e que “há um mundo bem melhor”.

Falando de coisas sérias, e porque os clássicos da Disney também nos ensinam coisas sérias, foi a ver “O Rei Leão” que aprendi que, por vezes, vamos perder pessoas que são importantes para nós, mas que está tudo bem porque não estamos sozinhos. Também aprendi que, às vezes, os problemas são para esquecer e a vida deve ser aproveitada. Ninguém nos diz isto, mas Hakuna Matata é uma espécie de Carpe Diem da vida adulta, certo?

Muito além das músicas de “O Rei Leão”, sou a pessoa que sabe as letras de quase todas as músicas dos filmes da Disney, pelo menos de alguns dos clássicos, e que usa referências para tudo, mesmo quando elas não são indicadas. Estão a fazer alguma coisa de errado? Mushu, de “Mulan”, diria “desonras-te a ti, desonras a tua vaca”, eu diria o mesmo, mas é melhor parar por aqui porque entretanto instalamos a Disney+ na televisão da redação, e há maratonas de filmes para ver.

Isabel Silva

Tenho uma paixoneta gigante pela Ariel, sempre tive e, por isso, quero mesmo rever “A Pequena Sereia”.

Sempre tive (e ainda tenho) uma fixação pela poupa da Ariel. Quando era miúda dizia à minha mãe que queria uma poupa como a dela, tanto que no Carnaval, quando saiu o filme, apaixonei-me tanto pela personagem que disse que queria ir mascarada de Ariel, mas com a poupa.

Eu adorava o filme, mas, para mim, o verdadeiro filme é o traduzido para português do Brasil. Gostava de tudo e vibrava com as músicas. As minhas favoritas eram aquela quando a Ariel e o Príncipe Eric estão no lado ou aquela no quarto da Ariel, que, na verdade, era uma gruta.

Também adorava as outras personagens. O Linguado, que era o amigo da Ariel, mas aquele de quem gostava mesmo era do caranguejo, o Sebastião. Um dos momentos mais divertidos no filme, para mim, é aquele encontro entre ele e o cozinheiro na cozinha. Ainda hoje me mato a rir quando peso nessa cena.

Outro dos meus grandes fascínios era o colar que a Úrsula tinha, onde ela guardava a voz que tinha roubado à Ariel e que, no final, eles conseguem destruir o que faz a Ariel recuperar a voz. É um filme lindo que faz parte do meu imaginário e da minha infância mas que, sobretudo, nos faz acreditar que tudo é possível, basta querermos que a magia acontece. Quando acreditamos mesmo muito numa coisa, ela vai acontecer. E a verdade é que, no final, a Ariel ganhou pernas como tanto queria, não é?

Joana Pereira

Para falar na Disney tenho de começar por falar no mítico castelo que aparece no início de cada filme. Só isso já me dá vontade de rever todos os filmes. Adorava aquele castelo e ouvir aquela música. Quando era pequenina fui à Disney ver esse castelo ao vivo e foi espetacular. Sempre que penso nisso é como se tivesse cinco anos outra vez.

Um dos clássicos da Disney que quero rever é, sem dúvida, o “Peter Pan”, era o que mais via com o meu pai e a minha irmã. Faz parte da minha infância e das memórias que tenho em família, de tal forma que no último aniversário do meu pai lhe ofereci uma T-Shirt do Peter Pan, e ele tem quase 70 anos.

A união daquela família estava muito presente, e isso é algo com que sempre me identifiquei. Depois também toda a ideia de ser uma criança e viver na Terra do Nunca, identifico-me muito com esse universo. É engraçado que, à medida que a vida avança, sinto que damos ainda mais valor ao facto de, de certa forma, já termos perdido a nossa infância. Fico muito nostálgica quando peno no “Peter Pan”. Tenho a certeza que vou voltar a ver, até porque adorava todas as personagens, o Peter, a Wendy e a Sininho. Cheguei a ter uma Sininho para brincar, que andava pelo meu quarto, e adorava-a.

Outro dos clássicos da Disney que adoro e que quero muito rever é o “Pinóquio”. É um filme pelo qual tenho um enorme carinho e que também via muitas vezes mas, ao contrário do que acontecia, por exemplo, com “Os Aristogatos”, que me deixavam alegre, o “Pinóquio” deixava-me sempre mais emocionada. Tinha uma compaixão muito grande por aquela personagem porque, no fundo, ele só queria ser um menino de verdade. Ali está presente aquela ideia que nos toca a todos, aquela vontade de querermos ser algo que ainda não conseguimos ser, e acho que era por isso que o filme mexia tanto comigo. Ao mesmo tempo, era uma sensação boa, porque alimentava os meus sonhos de querer ser algo e viver para isso mesmo. Sentia algum peso quando o via, mas adorava.

Depois mostra também a importância de sermos pessoas sérias, de assumirmos as responsabilidade pelos nossos atos e escolhas. Se dissermos uma mentira, a consequência é ser posto em causa. No caso do “Pinóquio”, ele era denunciado pelo nariz. Se hoje em dia as consequências para quem não age como devia fossem assim tão evidentes, se calhar o mundo não estaria como está.

Hugo Nogueira

O “Toy Story” é a minha vida, foi o filme que marcou a minha infância. A relação que o Andy tem com os brinquedos era a que eu tinha com os meus brinquedos. Também achava que, quando chegava a casa, eles estavam vivos, que tinham emoções.

Ao mesmo tempo sempre me revi muito no Woody, sempre senti muito que era como ele. Até a própria relação dele com o Buzz era o que eu queria ter, aquele companheirismo, ter um amigo incondicional para o resto da vida, ter sempre pessoas à minha volta, sempre unidas, independentemente de o tempo passar.

Tal como o Woody, também gosto muito dos meus amigos, sou muito preocupado com as pessoas de que gosto e que estão à minha volta, faço tudo para que todos estejam bem. Sou muito protetor, até diria que não gosto de juntar pessoas de de grupos diferentes ao meu círculo mais intimo, deixa-me desconfortável.

Eu sempre tive alguma dificuldade em crescer, sempre me fez confusão, por isso este é um dos clássicos da Disney que ainda me toca quando o vejo já nesta fase adulta. A responsabilidade, o peso que ser adulto tem e o mundo, as pessoas à nossa volta, tudo parece ficar diferente à medida que vamos ficando mais velhos. Quando vejo o “Toy Story” parece que faço uma viagem até ao tempo em que era crianças e em que tudo é tão bom. Toda a gente é ingénua, as pessoas são queridas, todos se dão bem e gostam uns dos outros e o mundo não tem tanta maldade. É quase como um lugar seguro para mim. Aquele quarto, aqueles brinquedos, é quase como se fosse parte da minha família, do meu crescimento.

Quando era pequeno a minha mãe estava em viagem, acho que em Paris, e obriguei-a a trazer me um presente para me poder mascarar de Woody nesse ano, devia ter uns 7 ou 8 anos. Não havia lojas da Disney cá na altura, então ela trouxe-me um colete e um chapéu, então lá me mascarei, e foi um sonho tornado realidade. Outra das coisas que sempre quis ter foi um quarto igual ao do Andy. Em vez disso, tenho algumas das minhas frases preferidas: “Tu és um brinquedo de criança! E tu és um triste e estranho homenzinho”. Ainda hoje, com quase 30 anos, me rio muito com a cena da senhora Nesbitt,quando a Hannah põe o Buzz a tomar chá com a Maria Antonieta e a sua irmã mais nova.

O meu fascínio é tão grande que, quando fizer 30 anos, no próximo ano, vou fazer uma festa temática da Disney onde vamos ter mesas com cada um dos filmes. É fácil adivinhar qual será a minha, certo?

Beatriz Duarte

Sou de uma geração diferente da dos meus colegas, por isso não escolho um clássico, mas sim três filmes que marcaram a minha infância: os “High School Musical“.

São musicais, que deixam qualquer pessoa com vontade de cantar e dançar, mas também nos contam a história de um romance e passam uma mensagem inspiradora que ensina todos os jovens a seguirem os seus sonhos e a nunca desistirem. Se pensarmos bem, não é assim tão diferente das mensagens que os clássicos de animação passam.

Poder voltar a rever esta trilogia simboliza um regresso às minhas memórias de infância, uma viagem aos tempos do ensino secundário, mas também me faz refletir e fazer uma reinterpretação, agora mais consciente, da mensagem do filme. Estes filmes representam também as várias adversidades que os jovens enfrentam na escola, e, nesse sentido, também o vejo como uma forma de alerta tanto para os mais jovens como para os pais, que nem sempre se apercebem dos problemas pelos quais os filhos podem estar a passar quando estão fora de casa.

E, como não poderia deixar de ser, um dia sonho dar a conhecer estes filmes aos meus filhos e não me importo de os ver vezes sem conta, porque serão sempre divertidos.