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Precisa que lhe entreguem as compras em casa ou que vão à farmácia por si? A Gaiata resolve

Catarina Soares aproveitou a situação atual para apostar num novo negócio. A dobem. precisava de uns recados, chamou a Gaiata e mostra-lhe como tudo funciona.

Foi a 17 de novembro que Catarina Soares, 39 anos, decidiu criar um novo negócio. A “Gaiata dos Recados” surgiu como uma oportunidade de trabalho durante a pandemia e ainda com o objetivo de ajudar a facilitar a vida a todos os que não podem, ou não querem, sair de casa.

“Eu sou cabeleireira em televisão há cerca de 16 anos e trabalho como freelancer. Há dois anos tive uma bebé, depois fiquei o tempo da licença em casa. Entretanto, a minha filha foi para a creche e aconteceu esta pandemia”, começa por explicar Catarina Soares à dobem. salientando que, se o trabalho já era pouco, depois da pandemia diminuiu ainda mais. Com o marido também em layoff, decidiu que tinha de arranjar uma solução. “Criei a página e pensei ‘oh meu deus, e agora?’. Esperei para ver o que conseguia e foram surgindo [pedidos].”

Não tardou muito até que começasse a receber centenas de mensagens e, neste momento, a página conta já com mais de 2600 seguidores. Precisa de um móvel do IKEA? De um medicamento da farmácia ou de compras do supermercado? Basta pedir e a Gaiata tenta fazer-lhe chegar tudo o que é possível, dado que os recados são feitos para qualquer zona do País. “Já aconteceu pedirem-me um recado do Algarve e enviei por correio porque a pessoa preferiu, mas se for preciso vou lá entregar”, afirma.

Mas afinal, como funcionam os pedidos? “As pessoas fazem-me os pedidos através de mensagem, e-mail ou das redes sociais. Combinamos o dia e verificamos a disponibilidade dos produtos, vou às compras e depois faço a entrega”. Relativamente ao pagamento, Catarina cobra a taxa do serviço e o valor do gasto com deslocações.

“Eu acho que nós não podemos parar. Infelizmente, isto está a acontecer e é a realidade que estamos a viver, mas acho que a população ativa tem de continuar. Tenho todos os cuidados devidos: a desinfeção das mãos, uso máscara, em algumas situações uso luvas também, mantenho as distâncias sociais e faço as entregas que, preferencialmente, são feitas à porta, na rua, por uma questão de segurança para todos”, afirma a Gaiata.

Apesar de ter apostado neste novo negócio, Catarina refere que, daqui para a frente, pretende, sempre que possível, continuar a conciliar o trabalho de cabeleireira com o negócio da Gaiata. “Hei de ter 60 anos e vou ser a Gaiata”.

A dobem. foi tentar perceber como funciona o serviço e mostra-lhe tudo.

Começámos por ver o que nos faltava em casa e eis que uma lista de produtos que costumamos comprar a granel estava já em falta. Perguntámos à Gaiata se estaria disponível para fazer as compras por nós e tivemos a resposta no imediato.

De seguida, bastou enviar o local das compras, bem como da entrega, e a lista — na qual se nota que andávamos a adiar estas compras há algum tempo e finalmente tivemos oportunidade.

No dia seguinte, Catarina Soares encontrou alguns contratempos durante as compras, uma vez que não havia lentilhas na loja a granel. Com uma simples chamada alterámos a lista no momento e, após ter as compras feitas, Catarina envia-nos uma mensagem. “A chegar”, alerta, o que indica que é hora de tirar as pantufas e o robe e ir à porta recolher a encomenda.

Em poucos minutos lá estava a Gaiata, que nos entregou a encomenda com as devidas medidas de segurança — distanciamento e máscara. Sem termos de sair de casa, Catarina Soares deixou-nos de saco na mão e um sorriso na cara por ter de novo a dispensa cheia através de um serviço eficaz e uns minutos de simpatia.

Texto escrito por Mariana Carriço e Rafaela Simões.