I Am Isabel Silva

Devemos usar quente ou frio quando nos lesionamos? E quando temos dores nas costas? Fui falar com uma fisioterapeuta para perceber

Há situações em que o calor pode ser exatamente aquilo que precisamos, noutras, pode não ser a opção mais indicada.

Num dos últimos textos em que falei sobre o desconforto muscular que costumo sentir quando passo muito tempo com más posturas, partilhei algumas das minhas dicas para o evitar. Uma delas é aplicar calor na zona onde sinto mais incómodo que, normalmente, é ao fundo das costas. 

O facto de aplicar calor, por exemplo com os emplastros térmicos VoltaTermic, que atuam em 20 minutos e atingem até 40ºC, fez-me pensar numa questão que me coloco várias vezes. Mas afinal, quando é que devemos utilizar o calor para tratar lesões? E quando é que se deve optar pelo frio?

Falei com a fisioterapeuta Jullyanne Silva que me explicou que tudo depende do tipo de situação que está a gerar o incómodo. 

“Depende sempre do tipo de situação, porque se estivermos a falar de uma situação aguda, em que há uma lesão com inflamação, devemos usar o frio”, explica a Jullyanne. “No caso de se tratar de uma contratura ou rigidez muscular, utilizamos o quente.”


Ora aqui está a grande diferença entre o quente e o frio. É que, quando temos uma lesão como uma entorse, por exemplo, o nosso corpo vai reagir imediatamente inflamando, e o frio é o responsável por ajudar a controlar essa inflamação. 

E como é que conseguimos identificar que temos uma inflamação? Simples, basta estarmos atentos a alguns sinais. Se houver inchaço, dor, vermelhidão e a zona estiver quente, é sinal de que está inflamada. É nestes casos que devemos aplicar algo gelado para conseguir controlar esta inflamação e até mesmo para aliviar a dor. 

Já o quente é utilizado em situações em que precisamos que os músculos relaxem. Em situações, por exemplo, como aquela que partilhei das más posturas. No fundo, nestes casos, precisamos que o nosso corpo relaxe. 

“Quando temos uma lesão muscular crónica, os nossos tecidos estão muito tensos, o corpo reage desta forma como estratégia de proteção”, explica a Jullyanne. “O calor, aqui, tem o benefício do relaxamento. Vai relaxar as estruturas do corpo que estão duras e dar mais mobilidade.”

E é bem verdade que, quando aplico os emplastos VoltaTermic nas costas (podem ficar colocados até oito horas), passado algum tempo já começo a sentir o calor e mais facilidade em fazer certos movimentos. E há inclusive estudos que provam isso. O Journal of Clinical and Diagnostic Research publicou em 2014 um estudo clínico onde se concluiu precisamente que, para as dores nas costas, a termoterapia, ou seja, terapias com calor, são eficazes.

Mas a Jullyanne explicou-me também que há situações em que podemos utilizar uma combinação de frio e calor para conseguir bons resultados, como nas entorses, por exemplo. Quem nunca torceu um pé, sentiu aquelas dores intensas e não soube bem como reagir? 

No caso de uma entorse tratamos primeiro com frio, para controlar a inflamação, e ao fim de três ou quatro dias, utilizamos o quente”, diz a fisioterapeuta. “A ideia aqui é, primeiro, ajudar a controlar a inflamação com o frio e, depois disso, começar a usar o quente para voltar a trabalhar a mobilidade do pé.”

A verdade é esta, malta, como em tudo nesta vida, o importante é dar atenção aos sinais que nos dá o nosso corpo. Só eles nos sabem mostrar exatamente aquilo que o corpo precisa, e em vez de irmos atrás daquilo que achamos que está correto, devemos analisar bem as situações para percebermos como devemos agir. 

E nunca se esqueçam de uma coisa muito importante. Por mais que sintam algum desconforto, seja pelo que for, existe sempre uma solução. O mais importante é manterem-se otimistas e manterem o vosso corpo ativo. Só assim conseguem evitar as lesões e o desconforto.

Artigo escrito em colaboração com VoltaTermic, marca GSK CH. #Pub