evitar lesões

I Am Isabel Silva

Gostas de correr mas tens medo de te lesionar, certo? Estas são as coisas que faço no meu dia-a-dia e que me ajudam a evitar lesões

Muita gente me diz que correr provoca lesões, mas a verdade é que devemos apostar na prevenção. Mas como? Vou explicar-vos tudo o que faço.

Uma das coisas que mais me dizem é “tu corres, mas correr provoca muitas lesões”, e, de facto, é importante que vocês percebam que isto não é bem assim. É como qualquer coisa que façamos na nossa vida. Quando uma pessoa nada, pode lesionar-se, e o mesmo pode acontecer numa aula de ioga. Com a corrida não é diferente. No entanto, há uma forma de contornar isto e de evitar que as lesões aconteçam. Trata-se de apostar na prevenção. 

Há uma série de coisas que podemos fazer em benefício da modalidade que estamos a praticar. No que toca às corridas, um dos grandes mitos de que se fala é a questão do impacto. É verdade que a corrida é um treino de impacto e, por isso, o risco de lesões também é maior. Mas isto só acontece se não fizermos nada para o evitar. 

O que eu tento fazer, em primeiro lugar, é apostar em treinos diversificados e de qualidade. Ou seja, faço diferentes tipos de treino, respeitando sempre os ritmos de cada um, sejam treinos regeneradores, mais ou menos intensos. Quer isto dizer que é muito importante não treinarmos sempre a alta intensidade, porque não podemos sempre estar a correr todos os dias a um ritmo muito elevado, para não sobrecarregarmos o nosso corpo. Há momentos em que o devemos fazer, outros em que não, e isso é uma das coisas que eu tento sempre ter em conta. 

A importância do reforço muscular

É claro que evitar lesões não tem só a ver com o respeito de cada tipo de treino. Há outros fatores, como por exemplo, o reforço muscular. Não adianta de nada estarmos a correr se não apostarmos em reforçar os nossos músculos, e isto é uma das partes que deve sempre fazer parte da rotina de treinos de um corredor. 

Reforçar as zonas que estão sujeitas a um maior impacto ajuda, e muito, a reduzir o risco de lesões. No meu caso, trabalho muito a zona das pernas, o músculo tibial anterior, os glúteos e as coxas, assim como a planta do pé. Para cada uma destas zonas, tenho treinos específicos de fortalecimento dos músculos. 

As massagens desportivas

Outra das coisas que não descuro é as massagens desportivas. É graças a elas que evito que futuras contraturas se transformem em lesões, por exemplo. E tenho um compromisso para comigo de, todas as segundas-feiras, às 20 horas, fazer 30 minutos de massagem desportiva com o meu massagista, o Urbano, que me faz um trabalho muito específico para a minha condição de corredora. 

Isto, parecendo que não, é uma ferramenta fundamental para, a longo prazo, conseguirmos correr com mais qualidade. Sempre que faço estas massagens, sinto que estou mais solta, mais leve e sem aquelas moinhas que podem surgir de vez em quando e às quais nem sempre damos importância. 

O trabalho de mobilidade

Já falei várias vezes nas minhas redes e noutros conteúdos sobre como a mobilidade e a flexibilidade são importantes para a rotina de corrida. Com isto, não quero dizer que tenhamos de ser bailarinos ou contorcionistas, mas é muito importante dar o devido valor a um trabalho de alongamentos e de mobilidade. 

Muitas das vezes, e falo por mim, quando vou fazer um treino mais desafiante, se depois de correr não dedicar o tempo necessário a desacelerar e a alongar o meu corpo, no dia seguinte sinto-me mais presa, mais enferrujada e menos solta. É por isso que fazer trabalhos de mobilidade, com amplitude, e também de flexibilidade facilita tanto a minha corrida. 

Às vezes basta só dedicarmos alguns momentos do nosso dia a fazer uma boa rotina de alongamentos que já é meio caminho andado para evitarmos algum tipo de lesão a longo prazo. Os meus circuitos são sempre feitos sob a orientação e coordenação do meu treinador de corrida, o Paulo Colaço, que me tem ajudado muito a correr com qualidade, e para mim também é fundamental termos o acompanhamento certo se queremos evitar lesões. 

Como alivio o desconforto muscular

Claro que isto não invalida que em alguns dias não tenha algum desconforto muscular. Mesmo com todo o trabalho que faço diariamente para garantir que os meus treinos são de qualidade, é normal sentir algum incómodo. Não estou livre disso, especialmente tendo em conta que também passo muito tempo sentada a trabalhar, e as más posturas não ajudam. 

Quando isto acontece, o que faço é usar o meu emplastro térmico Voltatermic, para aliviar essa sensação. Aplico o emplastro, que dá algum calor e ajuda a relaxar os meus músculos. Lembram-se de quando perguntei a uma fisioterapeuta qual era a melhor altura para usar o quente ou o frio? Recordem esse artigo para perceberem porque é que utilizo este emplastro, que dá calor até oito horas, e que posso usar discretamente, seja dentro ou fora de casa.

O segredo é: não cuidarmos de nós apenas quando o problema nos aparece à frente. Apostar na prevenção é fundamental. Os melhores são sempre aqueles que fazem bem o seu trabalho, mas que também se conseguem precaver. Sabem aquela expressão “uma mulher prevenida vale por duas”? Acho que isto se deve aplicar tanto ao universo feminino quanto ao masculino, especialmente quando estamos a falar de desporto.

Artigo escrito em colaboração com Voltatermic, marca GSK CH. #Pub