I Am Isabel Silva

Meta 2021. Este ano, a bicicleta elétrica vai ser mais um dos meus meios de transporte em Lisboa

Mudar a forma como me desloco na minha cidade é apenas um dos objetivos que tenho para este ano, e quero contar-vos porque é que ele é tão importante para mim.

Queridos leitores, o ano de 2021 só poderia ser visto como um ano mau se não nos levasse a uma transformação. Mesmo que essa não fosse a nossa vontade (porque muitas vezes até estamos confortáveis com a vida que temos), a verdade é que é precisamente nos momentos de transformação que saímos da nossa zona de conforto, aprendemos, crescemos e evoluímos. 

É isto que a vida nos pede, que não nos acomodemos, porque o mundo dentro de nós e lá fora é tão entusiasmante e magnífico que devemos estar permeáveis ao que ele tem para nos dar. Como diz a minha querida amiga Sofia Castro Fernandes, do blogue “Às Nove”, precisamos de uma boa dose de amor próprio, de fé no nosso propósito e de coragem para vivermos a vida do jeito que ela merece. 

Então, mas o que é que isto tem a ver com a tua vontade de fazer da tua bicicleta elétrica (para além do carro) o teu meio de transporte em Lisboa?

Tem tudo. Mais do que vos falar desta meta em concreto, quero sobretudo partilhar a importância de termos metas – grandes e pequenas – nas nossas vidas. 

Todos os anos estabeleço metas — pessoais, desportivas e profissionais – que coloco nas notas do meu telefone para nunca me esquecer dos meus objetivos a curto, médio e longo prazo. 

Mas, atenção, porque são metas que sei que sou capaz de cumprir sem perder  motivação e entusiasmo.

Dou-vos o exemplo das metas que tive para 2020

Do ponto de vista desportivo quis ter um treinador de corrida para correr melhor. A nível pessoal, decidi que queria ir mais vezes, pelo menos uma vez por mês, a Santa Maria de Lamas (terra onde nasci e cresci) para estar mais perto dos pais e avós . Quis viajar mais mas a pandemia não deixou, por isso, ficou adiado, e quis ter uma horta na varanda do meu T1. 

A nível profissional desejei lançar a minha revista digital – a dobem. —  e a minha marca de “snacks” saudáveis – a IncríBel

Podia ter sido mais? Podia. E isso não significa que ao longo desse ano não tivessem surgido mais metas. Mas interessa traçar aquelas que desejamos muito e que sabemos que, com foco e prioridade, conseguimos cumprir com qualidade.

Tudo isto para vos dizer que as metas dão-nos rumo, fazem-nos estar mais focados e presentes no aqui e agora. E são essas metas que traçamos, e que sentimos que queremos cumprir, que nos fazem sair da nossa zona de conforto, nos transformam e, consequentemente, nos tornam seres mais maduros e, mais importante ainda, apaixonantes.

A vida é mesmo muito bela, por isso, não há desculpas para não sermos corajosos.

Mas há metas e metas. Todas são importantes e todas nos trazem felicidade (desde que sejam as nossas metas), desde as mais simples e pragmáticas às mais estruturantes e assustadoras. Fazer da bicicleta elétrica um dos meus principais meios de transporte na cidade de Lisboa, para mim, é uma vontade imensa, mas um enorme desafio. 

Porquê? Porque a par das minhas preocupações ambientais – porque me preocupo com a qualidade do ar que respiramos – implementar esta nova rotina vai obrigar-me, de uma vez por todas, a perder o medo em andar de bicicleta em meios agitados onde há carros, semáforos, passadeiras, ciclovias, etc. 

Nunca tive uma mota por medo, apesar de achar que ela só me traria benefícios para o tipo de vida que tenho. Por outro lado, andar de bicicleta em Lisboa vai por a minha atenção à prova. Vou estar mais alerta  e atenta ao que se passa à minha volta. E por último, vou aprender novos caminhos que vão para lá de um Eixo Norte Sul ou de uma Segunda Circular. 

Até porque Lisboa, neste momento, está cheia de ciclovias. Sempre que saio à rua sou sempre surpreendida com novos acessos para os ciclistas. 

Então espera lá: se tenho o acesso mais facilitado, então está na altura de perder o medo e de me aventurar nisto com mais confiança.

O que me dá motivação é visualizar a minha vida depois desta conquista e de começar a usar a bicicleta elétrica. Uma vida onde não há trânsito, não há problemas de estacionamento, em que estou em constante movimento e vou, seguramente, colocar apenas o essencial na mochila que coloco às costas. 

Quando estive em Estocolmo, lembro-me tanto de partilhar isto com a minha companheira de viagem: “Quero tanto ser como os suecos. Vai fazer-me tão bem andar de bicicleta para todo o lado.”

É agora. Se Lisboa está pronta, então não há que temer. 

Depois disto, não posso pensar muito mais no assunto. Tratei de arranjar uma bicicleta elétrica e agora, já não há volta a dar. Ela é minha, e o que seria não dar uso ao que tenho e ao que me vai agregar valor: a mim e ao Planeta. 

Esta é apenas uma, mas prometo que ao longo dos meses vou partilhar mais metas para este ano. E acreditem que tenho algumas.

E vocês, já definiram alguma meta? Escolham duas e reflitam sobre o impacto delas nas vossas vidas. 

Pensem em metas simples e concretizáveis. Situem-se, no tempo, e no espaço. Pensem: perante a situação atual, o que é que eu preciso de atingir para viver com mais leveza, serenidade e espírito positivo?

Para refletirem. Se possível, todos os dias.

Um beijo nos vossos corações.