Exercício

Fazer sestas de mais de uma hora aumenta as probabilidades de morrer mais cedo

É esta a conclusão de um novo estudo que reforça que as sestas não podem nunca substituir uma noite completa de sono.

Se costuma fazer sestas de mais de uma hora, há maiores probabilidades de vir a desenvolver doenças cardiovasculares ou até morrer mais cedo. Pelo menos, é esta a conclusão de um novo estudo apresentado à Sociedade de Cardiologia da Europa no final de agosto.

Os investigadores olharam para 20 estudos realizados no passado no mesmo âmbito, e analisaram ainda os dados médicos de mais de 313 mil pessoas. Dessas pessoas, pelo menos 39% afirmaram fazer sestas regulrares por mais de uma hora.

Essa análise permitiu-lhes concluir que qualquer tipo de sesta aumenta em 19% o risco de morte — muito porque, grande parte dos entrevistados para esta investigação, admitiram usar as sestas como substitutas de uma noite de sono em pleno.

Mas o risco aumentava consoante a duração das sestas. Segundo a investigação, quem faz sestas mais longas tem 30% de probabilidades de morte prematura ou 34% de probabilidade de vir a desenvolver problemas cardiovasculares

Mas nem todas as sestas são más. Aquelas que duram entre 30 a 40 minutos, por exemplo, podem mesmo produzir efeitos positivos na saúde e bem-estar de qualquer pessoa.

“Os resultados sugerem que sestas mais curtas podem melhorar a saúde do coração em pessoas que, de noite, têm tendência a dormir menos”, lê-se na conclusão da investigação.

No entanto, há um consenso no que toca às sestas já que estas não devem, em momento algum, ser entendidas como substituas naturais às noites de sono — já que esse período que permite manter a saúde não só da mente, mas também do corpo.

“Considero que fazer uma sesta pode ser uma coisa boa, mas, quando analisadas, tem de se ter em conta o contexto em que a pessoa está inserida bem como os seus ciclos de sono”, conclui o especialista Charles Gamaldo, médico e um dos responsáveis pela investigação, à revista “Insider”.