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Exercício

Rachel fez 100 flexões por dia, durante 100 dias — e ficou com o corpo mais definido

O desafio acabou por ser mais físico do que mental, mas a britânica começou a ver diferenças significativas ao fim de 50 dias de treino.

Ginásios fechados, personal trainers a recorrerem a treinos online, serviços de acompanhamento em casa ou o tão típico correr na rua. A quarentena obrigou-nos a adaptar a forma como fazemos exercício físico. Se houve quem fosse criativo e lançasse vários programas de treino online, outros tentaram remediar como podiam em casa. Foi o caso de Rachel Hosie, jornalista no “Insider” que durante 100 dias fez 100 flexões diárias. 

Começou a fazer este treino depois de ter visto um desafio a circular nas redes sociais. Na altura, alguém fazia 10 flexões, e marcava outra pessoa que deveria repetir o exercício. Além disso, viu Jordan Syatt, um coach de fitness, entrar num desafio onde, durante 30 dias, tinha de fazer 300 repetições diárias deste exercício.

Rachel nunca foi propriamente uma pessoa sedentária, tal como escreve na sua reportagem, mas a realidade é que ao longo destes 100 dias sentiu que um exercício que parece tão simples foi, na verdade, um verdadeiro desafio. Começou a fazer as 100 flexões por dia a 25 de março, pouco tempo depois de os ginásios fecharem no Reino Unido (em julho de 2020, quando partilhou os resultados, os espaços continuavam encerrados), e não definiu uma data para terminar. No final, acabaram por ser mais de três meses de desafio. 

Ao todos, Rachel fez 10 mil flexões o que, na verdade, e segundo investigadores das universidades de Harvard, Indiana e de outras instituições académicas, quanto mais flexões conseguir fazer, maior a redução de risco de doenças cardiovasculares. Se é fácil? Não, mas Rachel arranjou uma forma de fazer o desafio parecer mais simples. 

“Em vez de tentar fazer 100 flexões de uma vez (não ia acontecer, definitivamente), decidi dividir em circuitos de dez, o que parecia muito mais simples”, conta a repórter. “O meu plano era fazer dez flexões por hora, em dez horas. Começava às 9 e terminava às 18 horas e, para isso, precisava de inserir este hábito na minha rotina. Além disso, fazer as flexões acabava por ser uma desculpa para me levantar a cada hora. Fazer dez flexões por hora não seria assim tão difícil, achava eu.”

Rachel treinou em casa durante o período de isolamento

A verdade é que não foi nada fácil, tal como Rachel relata nos parágrafos seguintes. É que apesar de estar habituada a fazer treinos de musculação no ginásio, no segundo dia do desafio Rachel conta lhe que tinha dores nos ombros, peito e nas costas. O choque foi tal que, nesse mesmo dia, teve de fazer a última série com os joelhos apoiados no chão. 

À medida que o tempo foi passando, Hosie conta que o treino foi ficando mais fácil, mas nunca chegou a ser um treino que fizesse sem esforço, mesmo ao fim de 100 dias. Contudo, e como recorda na reportagem, o desafio acabou por ser mais mental do que físico, até porque nem sempre foi fácil encaixar as flexões na sua rotina diária. 

“Esquecia-me das flexões praticamente todos os fins de semana, e quando me lembrava era já ao final da manhã, por isso tinha de fazer mais para compensar”, escreve. “Nesses dias, fazia séries de 15, que acabava também por ser uma forma de tornar o desafio mais complexo.”

Os resultados começaram a surgir ao fim de um mês

Passados 30 dias, e com pouco menos de um terço do desafio completo, Rachel Hosie começou a sentir algumas mudanças no corpo, especialmente na parte superior. Os músculos estavam a ser estimulados de uma forma diferente à que o seu corpo estava habituado, e começou a adaptar-se. Foi nesse momento que a repórter ponderou mudar ligeiramente o desafio. 

“Ponderei dificultar ainda mais estes treinos e fazer, por exemplo, séries de 15, usar um peso nas costas ou até mesmo elevar os pés”, explica Rachel. “Mas decidi que não, até porque, honestamente, o que estava a fazer já não era assim tão fácil, por isso, continuei como estava.”

A meio do desafio, houve um momento que acabou por fazer toda a diferença. Rachel começou a ver mudanças realmente significativas no seu corpo, e bastou vestir uma T-shirt para o perceber. 

“Conseguia ver músculos que nunca tinha visto antes, como os deltoides, a parte da frente do ombro”, recorda. “A meio de junho regressei a Londres e experimentei uma T-shirt que não usava há meses, e percebi que me assentava de forma diferente. Também percebi que estava a fazer, sem me aperceber, um reforço à zona do core. Sempre que fazemos uma flexão, estamos a ativar esta zona do corpo.”

No final do desafio, Rachel viu uma mudança bastante significativa no corpo, embora não estivesse à espera. Contudo, confessa que nem sempre foi fácil, e escreve mesmo que, a certa altura, começou a detestar fazer flexões. No entanto, o esforço compensou.

“Pode não se notar muito nas fotografias, mas a parte de cima do meu corpo está mais definida do que nunca, e nunca vi os meus deltóides tão salientes como agora”, diz a repórter. “Também é certo que perdi cerca de três quilos durante a quarentena, por isso a perda de massa gorda também faz os músculos parecerem mais definidos.”

Ao concluir os 100 dias de flexões, Rachel Hosie escreve que gosta dos resultados a nível físico. No entanto, já não consegue imaginar-se a voltar a fazer 100 flexões no único dia, mas garante que é um exercício que vai continuar a inserir nos seus treinos diários com o objetivo de manter os resultados.