Porque é que eu treino com a tecnologia E-FIT

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07.09.2018

Muita malta que me vê a fazer os meus treinos no E-FIT gosta de dizer que eu estou naquele treino em que levo choques elétricos. É verdade. Mas é uma análise muito redutora daquilo que eu estou a fazer, e que nem sequer passa uma ideia da importância deste tipo de exercício. Por isso, malta, a partir de agora não há cá choques elétricos. Isto é um treino com electro-estimulação, boa?

Eu gosto muito de treinar e gosto de treinos de alta intensidade, que me permitam sair da zona de conforto, superar-me e, com isso, aumentar o meu metabolismo. Se não sentir aquela dor do esforço durante o meu treino, aquela dor que depois se confunde com prazer,  então, isso para mim não é treino. E de uma coisa eu tenho a certeza: fazer um treino com electro-estimulação é ter a certeza de que vamos ter resultados.

A primeira vez que experimentei estava a preparar-me para a Maratona do Porto. Demorei algum tempo até entrar no estúdio E-FIT, no Parque das Nações. Antes de ir, arranjava sempre uma desculpa e estava constantemente a adiar. Estava muito focada nas corridas e achava que um treino “de choques eléctricos” podia “até ser giro” mas não ia acrescentar nada à minha performance. Até porque eu já faço treinos funcionais com a minha PT. Pensava eu. Bastou-me vestir um fato com calções, colete e bandas para as pernas e braços para perceber que, realizar um treino funcional (circuitos, intervalados entre força e cardio, de equilíbrio, de TRX, de core) é o mesmo que pôr 90% dos nossos músculos a trabalhar. Se apenas com o fato, através destes “choques eléctricos”, já provoco contrações nos músculos, imagina conciliar com um treino: provoco o dobro e, por isso, 25 minutos de treino bastam para provocar o efeito EPOC (Excess post-exercise oxygen consumption) – queima de gorduras e calorias depois do treino. Quando treino no E-FIT, tenho fome o dia todo e sinto o meu metabolismo acelerado.

No meu caso em concreto, a grande diferença que senti desde que comecei a realizar este tipo de treino foi a nível do meu core, a zona abdominal. Sinto-me claramente mais forte nas corridas, principalmente em subidas: um core forte também corre e as pernas agradecem. Se posso realizar todos estes exercícios em ginásio e com um PT? Posso. Mas quanto tiras o fato e vais correr, ou realizar o teu desporto preferido, percebes a diferença.

Mas não é só por isto que eu gosto do E-FIT. Eu gosto de toda a equipa que lá trabalha. Aliás, e ainda que não lhes tenha dito, eles também são a minha família. As rotinas e os compromissos criam emoções. Gosto de quem gosta de mim e fascina-me o empenho e o amor do Luís, do Cristóvão e da Mané por este projeto. Os treinos são personalizados e adaptados às minhas necessidades e nenhum treino é igual ao outro. Eles sabem o que fazem. Gostamos tanto uns dos outros que já ultrapassamos a esfera dos treinos: almoçamos juntos todos os meses… E agora até já andamos a surfar juntos! Mas essa é outra aventura que vou partilhar em breve.

Filmagens e edição

Samuel Costa