tartes saudáveis

Alimentação

Estas tartes saudáveis são a sobremesa ideal para a mesa da Passagem de Ano

Este ano faça um brilharete na Passagem de Ano ao mesmo tempo que zela pela saúde e balança na hora de comer com estas sobremesas que, confessamos, até temos pena de cortar para comer.

A história é a mesma todos os anos: acabamos o Natal enfartados e a tentar redimir os pecados levados à boca, ao mesmo tempo que já estamos a fazer contas à quantidade de marisco e às passas que temos de comprar para a Passagem de Ano. Mais ou menos fartos de doces, ainda encaixamos uma sobremesa, que este ano pode ser uma destas tartes saudáveis.

As tartes da Maria Tarte são feitas sem açúcares refinados, sem glúten e sem ingredientes de origem animal, mas com todo o sabor das frutas e até de flores.

“Todas as flores são comestíveis. As pessoas não estranham, querem é quase sempre encomendar as tartes que têm flores por serem tão bonitas”, explica à dobem. Sofia Constantino de Brito, de 33 anos. A aparência elegante destas tartes saudáveis é uma das razões para colocar as na mesa de passagem de ano, mas há muitas mais.

Como é que tudo começou?

O projeto Maria Tarte nasceu durante a pandemia, em resultado de uma conversa de Sofia com uma amiga, Mariana Pires, que já tinha um negócio próprio, a Mahu Foods.

Com a motivação da amiga que achava que Sofia tinha “capacidade e ‘jeito'”, segundo a própria, para se lançar no mercado com tartes saudáveis, acabou mesmo por nascer a Maria Tarde num dia simbólico: 1 de maio, Dia do Trabalhador.

É que trabalho até aqui não faltou. Apesar de Sofia Constantino de Brito se ter formado em Design pelo IADE, há anos que trabalha como assistente de bordo, tendo já passado pelas companhias aéreas Ryanair e Emirates, tendo-se fixado na TAP há 6 anos.

Contudo, enquanto no ar dedica-se a bem servir, com os pés assentes na terra e as mãos na massa, foca-se em bem cuidar da saúde dos mais gulosos com sobremesas saudáveis e apelativas — à semelhança das que já preparava para jantares de amigos ou aniversários.

“O conceito cresce de ter que ser algo saudável — é como baseio toda a minha alimentação —, mas ao mesmo tempo saboroso e bonito”, revela Sofia.


Por mais que pareça que foi preciso tirar um curso de pasteleiro, principalmente tendo em conta que as receitas destas tartes saudáveis são vegan, a fundadora da Maria Tarte não teve qualquer formação na área de gastronomia. A intuição foi o ingrediente chave para a receita do projeto.

“Não aprendi em lado nenhum, foi tentativa erro e a ver muitas coisas online de cozinheiros e outros artistas que sigo”, diz. “Qualquer sobremesa pode continuar a ser saborosa sem ter que levar nenhum produto animal. As tartes são a prova viva disso”, acrescenta.

Maria Clara, de 3 anos.

É tão fácil como trocar ovos por farinha de linhaça, farinha por aveia sem glúten, usar e abusar de frutas, ingredientes naturais e de frutos secos, e dar um toque doce (saudável) com agar agar, açúcar de coco ou xarope de agave.

No início as receitas tiveram ainda outro ingrediente secreto: amor. “Nas semanas em que a Maria Clara estava comigo, cozinhávamos as duas e íamos fazer entregas juntas. Foi muito divertido”, lembra Sofia, mãe de Maria Clara, com três anos, que durante a quarentena dividiu o tempo entre a mãe e o pai, que estão separados.

O que é facto é que desde o lançamento da Maria Tarte quase nada mudou: o amor depositado nas tartes, o glamour que lhes é característico e até o facto de adoçarem os momentos de confinamento que continua a limitar o nosso dia a dia.

Entre as opções há tarte lima, de manga, maracujá, e entre os best seller está a de manteiga de amendoim, frutos do bosque e caramelo salgado.

As tartes custam 27€ (ou 33€ para tartes personalizadas com ingredientes específicos ou outra decoração). Por mais 6€ pode ainda receber uma caixa com nove bliss balls (um género de trufas feitas com a massa da base das tartes e diversos toppings).

As encomendas são feitas através de mensagem privada no Instagram da Maria Tarte. A recolha é feita na Avenida Almirante Gago Coutinho, em Lisboa.