Alimentação

Mulheres devem investir em nozes para viver melhor e durante mais anos

O resultado é de um estudo que pretende identificar estratégias para promover o envelhecimento saudável. O consumo de nozes parece ser uma das soluções.

No iogurte, em bolos (sem açúcar, se possível) ou ao natural. As nozes combinam bem com qualquer lanche saudável e, numa versão salgada, ficam bem numa salada ou servidas com fruta. E podem ser o segredo para viver melhor.

Já reparou que todas estas opções são saudáveis? É que viver melhor forma possível é precisamente o objetivo do estudo publicado pelo Journal of Aging Research, que usou dados de 33,931 mulheres que participaram no Estudo de Saúde dos Enfermeiros dos EUA (NHS) entre 1998 a 2002, para perceber de que forma envelheciam.

Da população total analisada, 5,538 mulheres (16%) foram consideradas “saudáveis” e 84% foram classificadas como “habituais”, uma vez que desenvolveram doenças crónicas ou sinais habituais de envelhecimento, como problemas de memória, saúde mental e doenças crónicas — desde cancro, insuficiência cardíaca, até à diabetes.

Mas o estudo foi mais longe e constatou que entre os 16%de mulheres saudáveis estavam aquelas que comiam nozes. Essas eram as que, depois dos 65 anos continuavam com boa saúde mental e sem qualquer nenhuma doença grave ou problema físico.

“Descobrimos que o consumo de nozes na meia-idade está relacionado com uma maior probabilidade de saúde e bem-estar geral em idades mais avançadas”, referem os investigadores no relatório do estudo. E tudo se deve à presença de nutrientes, como o ácido alfa-linolénico (ómega-3), que contribuem para um melhor funcionamento cognitivo e do corpo.

Contudo, os próprios autores apresentam algumas limitações ao estudo: “Os fatores do estilo de vida anterior provavelmente têm maior influência na saúde posterior, [portanto] os nossos resultados comprovam a noção de que o consumo de nozes a longo prazo, uma intervenção dietética razoavelmente barata, merece mais confirmação”, referem os especialistas, ainda que admitam que este alimento contribui para uma vida mais saudável.

Francine Grodstein, da Universidade de Harvard, chega mesmo a dizer disse: “Não existe uma solução para diminuir os efeitos do envelhecimento”.