sardinha enlatada

Alimentação

Estudo revela uma nova forma de prevenir a diabetes — e provavelmente tem este alimento em casa

A diabetes é uma doença autoimune que não está relacionada com alimentação incorreta, no entanto, latas de sardinha enlatada podem ajudar a preveni-la.

DOBEM.
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Os enlatados são sempre uma opção simples, económica e rápida para se ter em casa. Já vimos várias receitas de atum enlatado, já percebemos se o que compensa são leguminosas enlatadas ou secas, mas o que ainda não sabíamos — até agora — é que duas latas de sardinha enlatada por semana ajudam a prevenir a diabetes.  

Quem o diz é um estudo publicado na revista “Clinical Nutrition”, esta segunda-feira, 17 de maio, que prova que o consumo de duas latas de sardinha por semana, diminui o risco de diabetes. O estudo foi levado a cabo por investigadores da Open University da Catalunha, onde reuniram 152 participantes com um diagnóstico de pré-diabetes.

Cada um seguiu um plano de nutrição para reduzir o risco desta patologia. Um dos grupos em específico tinha que incluir na dieta duas latas de sardinha enlatada por semana, das quais tiveram de comer tudo, incluindo as espinhas, de maneira a aproveitar todos os benefícios deste alimento.

É que este peixe, para além de ser dos mais populares do País, destaca-se por ser rico em ómega-3, vitaminas, nomeadamente a B12, B6 e B3, e contém ainda vários minerais como o selénio, fósforo, zinco, ferro e potássio.

No início do estudo 37% dos inquiridos que comeram as sardinhas eram considerados de alto risco. Passado um ano, os resultados falaram por si, e esse valor diminuiu para apenas 8%. Este grupo teve também melhorias a nível de colesterol, pressão sanguínea, resistência à insulina e até as próprias hormonas do corpo, aceleraram o metabolismo para desgastar o açúcar.  

É que, na verdade, a diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que os anticorpos próprios do organismo agridem a célula pancreática e mobilizam-na, havendo uma total carência de insulina, o mesmo não acontece com a diabetes tipo 2. Esta é proveniente do excesso de insulina ou do facto de a própria ter resistência à sua ação.

A diabetes tipo 2 pode ter origem genética e o excesso de peso é um fator de risco adicional. Há ainda um terceiro fator, a diabetes gestacional, que se posteriormente não for corrigida com uma alimentação e práticas saudáveis, poder reaparecer mais tarde por volta dos 50 ou 60 anos. A sardinha enlatada torna-se por isso uma refeição fácil, saudável e que pode melhorar a sua saúde nos mais diversos aspetos devido à sua riqueza nutricional.

“As sardinhas, não só têm um preço razoável e são fáceis de encontrar, como também são seguras para consumir e ajudam a prevenir o aparecimento da diabetes tipo 2. É fácil de recomendar este alimento em exames médicos, e é bem aceite pela população”, explica Diana Diaz Rizzolo, a investigadora principal do estudo, citada pela revista “Mindbodygreen”.