Alimentação

Este bolo do caco é mais saudável: para a gula e para o ambiente

Estes bolos do caco foram para o forno em plena pandemia e entretanto saíram à rua para ser entregues desde Lisboa ao Algarve. Conheça o projeto (e os sabores irreverentes).

Quantos de nós não andámos perdidos entre receitas de pão (e não só) durante o confinamento? Foi também esse o caso de Inês Pereira, namorada de Ivo Soares, de 33 anos, que depois de encontrar uma receita do bolo do caco original, desafiou Ivo a pôr mãos à obra.

Mas a obra ganhou o próprio toque de Ivo que, preocupado com a alimentação, decidiu trocar a farinha de trigo do caco tradicional por outra mais saudável: farinha de espelta.

“Ficou tão bom e o feedback por quem provou foi tão positivo, que decidi criar este projeto”, conta à dobem Ivo, arquiteto de formação, tripulante de cabine na TAP, e agora também responsável pelo Caco.

Em cada metade deste bolo do caco, Ivo barrou sustentabilidade e saúde

Do primeiro bolo do caco com farinha de espelta, Ivo voou para outras aventuras sem receio de causar turbulência à receita original. “O nosso objetivo com este produto é que seja uma opção saudável relativamente à receita tradicional, não tirando o lugar ao bolo do caco real”, refere.

Ivo decidiu então dar mais um passo na sua receita e envolver a farinha de espelta biológica com batata doce de Odemira, levedura biológica e sal de Sal de Castro Marim. Estes são os ingredientes base do bolo do caco aos quais se juntam outros dois. “O CACO tem como premissa a sustentabilidade aliada à qualidade e a um estilo de vida saudável”, destaca o responsável pelo projeto.

É por isso que prima por ingredientes nacionais de origem biológica ou de produção local e ainda em embalagens mais amigas do ambiente: são feitas de papel 100% reciclável, mas também há a opção de receber os bolos do caco num saco de pano em algodão 100% orgânico.

É que o Caco não tem loja física, mas uma montra virtual a que ninguém fica indiferente na hora (difícil) de escolher. Entre as opções há o caco simples ou com azeitonas pretas e orégãos — ambos best-sellers — o de alfarroba, e ainda os caquinhos com pepitas de chocolate de São Tomé 62% cacau — ideais para as crianças (e para os pais roubarem).

“Uma das coisas boas do nosso Caco é a sua versatilidade, que fica bem tanto com doce, salgado, picante, etc”, diz Ivo. E como a bom comedor, meia prova não basta, terá mesmo de testar todas as combinações possíveis e até improváveis para verificar de qual é que gosta mais.

Se a oferta ainda não chegar, adiantamos já que há novidades a chegar. “Vamos ter edições relacionadas com o Halloween, com o São Martinho, com o Natal, e já temos pensadas também algumas variantes para 2021”, revela o responsável pelo Caco à dobem.

Apesar de o Caco ser apresentado como saudável, há três dígitos a ter em conta: cada Caco tem em média 200 calorias e o Caquinho cerca de 100. Por isso, para que estes cacos não deixem também a dieta num “caco”, o melhor é comer “de forma comedida e equilibrada”, porque assim “não farão qualquer estrago”, aconselha Ivo Soares.

O Caco até já andou pelas ruas da Chinatown, em Boston, mas atualmente só chega até às ruas de cidades portuguesas.

Podem ser levantados em pontos de recolha específicos, como as lojas PigmentiTotal, ou entregues em casa desde Oeiras, Lisboa, Amadora, Margem Sul, até Vila Real de Santo António, no Algarve.

Para encomendar, basta ir ao Instagram ou Facebook e enviar mensagem com a encomenda. Existem vários packs, de três a sete cacos, que podem ir dos 7,5€ aos 10€.