Alimentação

Sente inchaço e desconforto? Estes 7 alimentos ajudam a manter o intestino saudável

Cuidar do intestino é cuidar da saúde do corpo — e até da mente. Uma nutricionista explica quais os alimentos que ajudam a mantê-lo saudável.

Quando pensamos em cuidar do nosso corpo é rara a vez em que as preocupações se centrem no intestino. Contudo, é neste órgão — que mede cerca de 8 metros — que se produz cerca de 95% da serotonina do corpo, o que faz com que, muitas vezes, se diga que “o intestino é o nosso segundo cérebro”. É por isso que é tão importante manter o intestino saudável.

No entanto, a forma como a nossa alimentação tem vindo a ser alterada ao longo das últimas décadas fez com que deixássemos de consumir muitos alimentos que eram essenciais para proteger o nosso intestino, fazendo com que este orgão se tenha tornado mais debilitado.

“Estima-se que 500 mil espécies de bactérias vivem no intestino sendo a nossa saúde geral afetada caso não tenhamos uma boa regularização intestinal”, começa por explicar à dobem. a nutricionista Catarina Lopes, referindo que o facto de não consumirmos um determinado tipo de alimentos faz com que essas bactérias deixem de existir, podendo vir a afetar a nossa saúde.

“O nosso corpo é composto por 30 a 40 triliões de células e esse número tem ainda na sua constituição microrganismos, portanto, temos mais de 40 triliões de bactérias no nosso corpo”, explica a especialista, referindo que quando analisamos a nossa saúde nunca nos podemos esquecer destes microrganismos e da questão intestinal.

Mas, afinal, o que podemos fazer para que o nosso intestino seja o mais saudável possível?

“Em primeiro lugar, uma das coisas que tem vindo a ser demonstrada que tem um peso muito importante nesta diversidade de microrganismos do nosso intestino é uma dieta rica em alimentos processados, esclarece Catarina Lopes. São estes alimentos que fornecem ao corpo calorias desprovidas de nutrientes assim como substancias que não fazem parte da nossa alimentação habitual que tem vindo a perder o contacto com muitos fragmentos que, antigamente, eram ingeridos e que agora já não são.

“O que é que isto faz? Se não tivermos esta diversidade de espécies e se não tivermos o nosso intestino povoado com estas bactérias, que são importantes para fortalecer o nosso sistema imune e que, principalmente, ajudam no efeito de redução da nossa imunidade inata, ficamos mais vulneráveis a doenças.”

Assim sendo, alimentos como fruta com casca, legumes, kombucha, kefir, tempeh, miso e pickles devem fazer parte da nossa alimentação.

“Os alimentos fermentados devem ser consumidos. Estas bactérias do nosso organismo alimentam-se de fibra e estes alimentos têm fibra. Alguns são ainda ricos em probióticos, ou seja, bactérias e, portanto, acabam por ajudar a povoar o intestino com estas bactérias boas”, esclarece a nutricionista salientando que a situação pode diferir de pessoa para pessoa.

“Nós temos falta desta diversidade de espécies, mas a questão é que há muitas pessoas que têm uma alteração microbiota e têm excesso de bactérias más, o que faz com que elas fermentem, ou seja, ao darem estes alimentos de forma continuada e em exagero pode piorar o quadro de sintomas que já têm. Por outro lado, no caso de pessoas que tenham tomado antibióticos e que tenham destruído esta flora intestinal, aí faz sentido colocar em mais quantidade estes alimentos.”

Segundo Catarina Lopes, para quem tem o intestino afetado, os sintomas podem passar por excesso de flatulência, muita distensão abdominal, cólicas, diarreia ou obstipação, dores de cabeça ou ainda alteração nas fezes.

“O mais importante de tudo é que a pessoa tenha uma alimentação diversificada, rica em fibras, em vitaminas e minerais e que consuma muita água. Deve-se ainda evitar alimentos ricos em adoçantes e em açúcar, alimentos que podem de alguma forma alterar a permeabilidade intestinal”, esclarece a nutricionista.

Quanto às leguminosas, Catarina admite que o consumo das mesmas pode ser um ponto fraco devido ao facto de “hoje em dia, haver muitas pessoas que não toleram a leguminosa porque têm o intestino muito alterado” e as leguminosas são ricas em fitatos, o que faz com que, muitas vezes, a resposta intestinal possa não ser positiva.

Ainda assim, se costuma consumir este tipo de alimento deve sempre demolhá-lo, como já explicámos neste artigo.